{"id":2066,"date":"2014-09-06T00:47:29","date_gmt":"2014-09-06T03:47:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.viazap.com.br\/?p=2066"},"modified":"2014-09-06T00:48:21","modified_gmt":"2014-09-06T03:48:21","slug":"introducao-ao-lvm-gerenciamento-de-volumes-logicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.clusterweb.com.br\/?p=2066","title":{"rendered":"Introdu\u00e7\u00e3o ao LVM &#8211; Gerenciamento de Volumes L\u00f3gicos"},"content":{"rendered":"<div class=\"cms-sb-changed\">\n<p>Mudar de sistema operacional \u00e9 algo que pode intimidar bastante aqueles que est\u00e3o conhecendo o Linux agora. Embora ele seja bem parecido com outros sistemas operacionais baseados no UNIX, como o BSD, o Solaris e o OS X, ele <em>\u00e9<\/em> muito diferente do Windows. Hoje em dia a maioria das distribui\u00e7\u00f5es \u00e9 muito f\u00e1cil de usar e (seja isso bom ou ruim) abstrai o sistema complexo e poderoso que h\u00e1 por baixo do cap\u00f4. Com isso as distribui\u00e7\u00f5es se tornam f\u00e1ceis de usar, e os usu\u00e1rios muitas vezes sabem pouco sobre o sistema em si. Hoje vamos dar uma olhada no LVM &#8211; Gerenciamento de Unidades L\u00f3gicas, que oferece aos usu\u00e1rios a capacidade de redimensionar parti\u00e7\u00f5es enquanto elas est\u00e3o em uso.<\/p>\n<p>Primeiro, algumas informa\u00e7\u00f5es sobre HDs e parti\u00e7\u00f5es. O HD \u00e9 onde todos os seus dados s\u00e3o armazenados permanentemente. N\u00e3o confunda com a mem\u00f3ria do sistema, usada para armazenar informa\u00e7\u00f5es temporariamente como ocorre quando voc\u00ea executa aplicativos ou cria arquivos. Quem vem do Windows deve conhecer as letras de unidades usadas pelo sistema, como C: e D: (unidades C e D). A maioria dos usu\u00e1rios sabe que seus arquivos est\u00e3o ali, mas nem todos sabem o que \u00e9 o C:. Para armazenar informa\u00e7\u00f5es no disco r\u00edgido, o computador precisa saber como ler e escrever dados nele. \u00c9 preciso dizer ao computador em quais \u00e1reas do HD ele pode escrever. Essas \u00e1reas s\u00e3o as parti\u00e7\u00f5es. O disco pode ser todo ocupado por uma \u00fanica parti\u00e7\u00e3o ou ser dividido em v\u00e1rias parti\u00e7\u00f5es menores. O computador tamb\u00e9m precisa saber como armazenar os dados em cada parti\u00e7\u00e3o, e isso \u00e9 feito com a cria\u00e7\u00e3o de um sistema de arquivos nela. O Linux tem v\u00e1rios sistemas de arquivos excelentes para voc\u00ea escolher, incluindo (dentre outros) ReiserFS, XFS, JFS, Btrfs, ext2, ext3 e agora o ext4. O Windows geralmente usa os sistemas de arquivo NTFS e FAT32, enquanto o OS X usa o HFS+. A maioria dos dispositivos para o consumidor, como cart\u00f5es de mem\u00f3ria, vem formatada em FAT32.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nAs informa\u00e7\u00f5es sobre as parti\u00e7\u00f5es s\u00e3o armazenadas no pr\u00f3prio HD, no que chamamos de tabela de parti\u00e7\u00f5es. A maioria dos computadores pessoais usa a tabela de parti\u00e7\u00f5es do MSDOS, embora a Apple use a GPT, que \u00e9 plenamente suportada pelo Linux. Por padr\u00e3o, um HD vazio n\u00e3o tem tabela de parti\u00e7\u00f5es, mas no primeiro particionamento uma tabela \u00e9 criada. H\u00e1 muitas ferramentas que voc\u00ea pode usar para particionar suas unidades no Linux, como o fdisk, o parted e sua interface gr\u00e1fica, o GParted. No Linux, todos os dispositivos respondem por um arquivo no diret\u00f3rio \/dev. O primeiro terminal, por exemplo, \u00e9 o \/dev\/tty0. Os nomes de HDs convencionais s\u00e3o relativos \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o no subsistema do computador. Por exemplo, \/dev\/hda refere-se ao disco master na porta IDE prim\u00e1ria da placa-m\u00e3e. Hoje em dia a maioria dos computadores usa controladoras SATA, logo, a primeira unidade geralmente \u00e9 \/dev\/sda. Cada parti\u00e7\u00e3o da unidade recebe um n\u00famero. A primeira parti\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria \u00e9 a n\u00famero 1, a segundo \u00e9 a n\u00famero 2, e por a\u00ed vai. A tabela de parti\u00e7\u00f5es do MSDOS suporta apenas um m\u00e1ximo de quatro parti\u00e7\u00f5es (que chamamos de prim\u00e1rias), mas suporta um tipo de parti\u00e7\u00e3o que chamamos de &#8220;estendida&#8221;. As parti\u00e7\u00f5es estendidas permitem a cria\u00e7\u00e3o de um n\u00famero ilimitado de parti\u00e7\u00f5es extras (as parti\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas), que no Linux come\u00e7am sempre na quinta parti\u00e7\u00e3o. Com base no n\u00famero da parti\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel dizer onde se encontram as parti\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras parti\u00e7\u00f5es do disco.<\/p>\n<p>Em termos de sistema de arquivos, o Linux usa uma hierarquia onde tudo fica abaixo do diret\u00f3rio \/ (root, ou raiz). Ao instalar uma distribui\u00e7\u00e3o, voc\u00ea deve criar ao menos uma parti\u00e7\u00e3o, que ser\u00e1 usada como o sistema de arquivos root. Se voc\u00ea veio do Windows, pode considerar o root mais ou menos (BEM mais ou menos) como se fosse a unidade C. Muitas distribui\u00e7\u00f5es Linux criam apenas uma parti\u00e7\u00e3o para todos os dados. Segue abaixo um exemplo das informa\u00e7\u00f5es sobre as parti\u00e7\u00f5es de um HD. \u00c9 uma unidade de 8 GB (\/dev\/sde) com uma \u00fanica parti\u00e7\u00e3o (\/dev\/sde1) do tipo &#8220;Linux&#8221;.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/e.cdn-hardware.com.br\/static\/00000000\/img-58dca4e1.png.resized.jpg\" alt=\"gparted-single-partition-small\" width=\"500\" height=\"234\" \/><\/p>\n<p><em>GParted &#8211; parti\u00e7\u00e3o \u00fanica<\/em><\/p>\n<p>Para ter acesso aos dados desse dispositivo, \u00e9 preciso atribuir um ponto de montagem a ele. Um ponto de montagem \u00e9 um diret\u00f3rio do computador que o Linux associa a uma parti\u00e7\u00e3o. Tudo o que for gravado nesse ponto de montagem ser\u00e1 gravado fisicamente na parti\u00e7\u00e3o \u00e0 qual ele corresponde. O dispositivo \/dev\/sde1 est\u00e1 montado em \/media\/Linux, como se pode ver na foto.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/e.cdn-hardware.com.br\/static\/00000000\/img-603a28c0.png.resized.jpg\" alt=\"gparted-mounted-partition-small\" width=\"500\" height=\"331\" \/><\/p>\n<p><em>Parti\u00e7\u00e3o montada em \/media\/Linux<\/em><\/p>\n<p>Estamos todos razoavelmente familiarizados com esse conceito quando usamos m\u00eddias remov\u00edveis, como memory sticks, mas isso tamb\u00e9m pode ser aplicado a todo o sistema. Uma das grandes vantagens de se usar um sistema hier\u00e1rquico desses \u00e9 que \u00e9 poss\u00edvel atribuir parti\u00e7\u00f5es extras a diret\u00f3rios mais baixos para preservar seus dados. O Linux precisa no m\u00ednimo de uma parti\u00e7\u00e3o root (\/), mas voc\u00ea pode criar uma segunda parti\u00e7\u00e3o para pastas como \/home, onde todos os dados dos usu\u00e1rios s\u00e3o armazenados. E por que voc\u00ea criaria uma parti\u00e7\u00e3o separada s\u00f3 para isso? Bom, se for preciso reinstalar sua distribui\u00e7\u00e3o Linux por algum motivo, n\u00e3o ser\u00e1 preciso fazer backup dos dados, bastando limpar a primeira parti\u00e7\u00e3o e montar a segunda como \/home, sem format\u00e1-la. Feito isso, todos os dados e configura\u00e7\u00f5es permanecer\u00e3o exatamente como eram! Eis um exemplo de HD com uma parti\u00e7\u00e3o para \/ e outra para \/home.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/e.cdn-hardware.com.br\/static\/00000000\/img-0da20996.png.resized.jpg\" alt=\"gparted-dual-partitions-small\" width=\"500\" height=\"234\" \/><\/p>\n<p><em>GParted &#8211; duas parti\u00e7\u00f5es<\/em><\/p>\n<p>Esse excelente recurso \u00e9 muito \u00fatil, mas como saber quanto espa\u00e7o atribuir \u00e0s parti\u00e7\u00f5es? E se voc\u00ea ficar sem espa\u00e7o depois? Voc\u00ea poderia excluir dados ou mov\u00ea-los para outras parti\u00e7\u00f5es, mas h\u00e1 uma maneira muito mais poderosa e flex\u00edvel. Chama-se LVM &#8211; Gerenciamento de Volumes L\u00f3gicos O LVM \u00e9 uma maneira de criar, excluir, redimensionar e expandir parti\u00e7\u00f5es do computador. Ele \u00e9 \u00f3timo n\u00e3o apenas para servidores, mas tamb\u00e9m para desktops! Como o LVM funciona? Ao inv\u00e9s de abrigar as informa\u00e7\u00f5es sobre as parti\u00e7\u00f5es na tabela de parti\u00e7\u00f5es, o LVM escreve suas pr\u00f3prias informa\u00e7\u00f5es em separado e mant\u00e9m o controle sobre a localiza\u00e7\u00e3o das parti\u00e7\u00f5es, quais dispositivos s\u00e3o partes delas e o tamanho de cada uma. Com ele voc\u00ea pode ter uma parti\u00e7\u00e3o root e outra parti\u00e7\u00e3o home, mas se ficar sem espa\u00e7o \u00e9 s\u00f3 dizer ao LVM para expandir a parti\u00e7\u00e3o desejada e pronto, voc\u00ea ter\u00e1 mais espa\u00e7o dispon\u00edvel. E voc\u00ea ainda pode adicionar outros discos r\u00edgidos ao sistema e dizer ao LVM para inclu\u00ed-los tamb\u00e9m! Resumindo, voc\u00ea nunca mais vai ficar sem espa\u00e7o \ud83d\ude42<\/p>\n<p>A maioria das distribui\u00e7\u00f5es Linux modernas suportam dispositivos LVM durante a instala\u00e7\u00e3o, e boa parte desse processo \u00e9 gerenciada automaticamente. Nos exemplos acima temos uma parti\u00e7\u00e3o do tipo <em>Linux<\/em>, que \u00e9 formatada com um sistema de arquivos e montada em um diret\u00f3rio do sistema. Bem b\u00e1sico. Ao usar o LVM, defina o tipo de parti\u00e7\u00e3o como <em>Linux LVM<\/em> e depois use as ferramentas em espa\u00e7o de usu\u00e1rio para criar e gerenciar os dispositivos. \u00c9 importante destacar que o GParted n\u00e3o tem suporte a parti\u00e7\u00f5es LVM, logo, voc\u00ea ter\u00e1 que usar outras ferramentas. Se estiver usando o openSUSE, ele traz uma excelente ferramenta de gerenciamento para LVM como parte do YaST. Voc\u00ea vai precisar de um m\u00f3dulo do kernel, bem como de ferramentas em espa\u00e7o de usu\u00e1rio. Instale tudo isso pela ferramenta de gerenciamento de pacotes do seu sistema. Segue um exemplo para o Debian.<\/p>\n<div class=\"cmdmargin\"># modprobe dm-mod ; apt-get install lvm2<\/div>\n<h3>Cria\u00e7\u00e3o de dispositivos LVM<\/h3>\n<p>O LVM consiste em alguns elementos. Primeiro, \u00e9 necess\u00e1ria uma parti\u00e7\u00e3o f\u00edsica do tipo <em>Linux LVM<\/em>que ser\u00e1 o <strong>volume f\u00edsico<\/strong> do LVM. A seguir, n\u00f3s criamos o <strong>grupo l\u00f3gico<\/strong> ao qual atribuiremos a parti\u00e7\u00e3o f\u00edsica. Depois criamos as parti\u00e7\u00f5es individuais, chamadas de <strong>volumes l\u00f3gicos<\/strong>. Vamos dar uma olhada nisso tudo como usu\u00e1rio root.<\/p>\n<h4>Etapa 1<\/h4>\n<p>Crie uma parti\u00e7\u00e3o em um HD vazio e defina-a com o tipo <em>LVM Linux<\/em> (8e).<\/p>\n<div class=\"sticky\"><strong>Observa\u00e7\u00e3o<\/strong>: meu dispositivo \u00e9 \/dev\/sde mas o seu provavelmente \u00e9 diferente!<\/div>\n<div class=\"rawoutput\"><strong># fdisk \/dev\/sde<\/strong><br \/>\nn<br \/>\np<br \/>\n1<br \/>\n[Enter]<br \/>\n[Enter]<br \/>\nt<br \/>\n8e<br \/>\nw<\/div>\n<p>O dispositivo deve aparecer mais ou menos assim.<\/p>\n<div class=\"rawoutput\"><strong># fdisk -l \/dev\/sde<\/strong>Disk \/dev\/sde: 8040 MB, 8040480256 bytes<br \/>\n255 heads, 63 sectors\/track, 977 cylinders<br \/>\nUnits = cylinders of 16065 * 512 = 8225280 bytes<br \/>\nDisk identifier: 0x000bf9ae<\/p>\n<p>Device Boot Start End Blocks Id System<br \/>\n\/dev\/sde1 1 977 7847721 8e Linux LVM<\/p>\n<\/div>\n<p>Aqui vemos uma \u00fanica parti\u00e7\u00e3o, do tipo <em>LVM Linux<\/em> (8e).<\/p>\n<h4>Etapa 2<\/h4>\n<p>Agora temos que dizer ao LVM para usar essa parti\u00e7\u00e3o como volume f\u00edsico.<\/p>\n<div class=\"rawoutput\"><strong># pvcreate \/dev\/sde1<\/strong>No physical volume label read from \/dev\/sde1<br \/>\nPhysical volume &#8220;\/dev\/sde1&#8221; successfully created<\/p>\n<p>This device has now been added to the LVM pool.<\/p>\n<\/div>\n<h4>Etapa 3<\/h4>\n<p>Crie um grupo de volume no volume f\u00edsico, que chamaremos de &#8216;sistema&#8217;.<\/p>\n<div class=\"rawoutput\"><strong># vgcreate system \/dev\/sde1<\/strong><br \/>\nVolume group &#8220;system&#8221; successfully created<\/div>\n<h4>Etapa 4<\/h4>\n<p>Agora que criamos um volume f\u00edsico e um grupo de volume, \u00e9 hora de criar um volume l\u00f3gico. Vamos criar um para o root (\/) chamado <em>linux<\/em> e outro para a home.<\/p>\n<div class=\"rawoutput\"><strong># lvcreate -n linux -L 2G system<\/strong><br \/>\nLogical volume &#8220;linux&#8221; created<strong># lvcreate -n home -L 3G system<\/strong><br \/>\nLogical volume &#8220;home&#8221; created<\/p>\n<\/div>\n<p>Pronto! Agora temos duas parti\u00e7\u00f5es novas que podem ser formatadas como se fossem parti\u00e7\u00f5es comuns. Se olharmos no diret\u00f3rio \/dev veremos nossos novos dispositivos.<\/p>\n<div class=\"rawoutput\"><strong># ls -l \/dev\/system\/<\/strong><br \/>\ntotal 0<br \/>\nlrwxrwxrwx 1 root root 23 Mar 9 17:18 home -&gt; \/dev\/mapper\/system-home<br \/>\nlrwxrwxrwx 1 root root 24 Mar 9 17:17 linux -&gt; \/dev\/mapper\/system-linux<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/e.cdn-hardware.com.br\/static\/00000000\/img-5226de6b.png.resized.jpg\" alt=\"opensuse-yast-partitioner-lvm-small\" width=\"500\" height=\"369\" \/><\/p>\n<p><em>Particionador do YaST do openSUSE com o LVM<\/em><\/p>\n<h3>Ferramentas para consulta<\/h3>\n<p>Antes de irmos em frente, vamos ver mais algumas ferramentas LVM para exibir o status dos nossos dispositivos. Lembre-se de que temos tr\u00eas componentes diferentes que comp\u00f5em uma parti\u00e7\u00e3o LVM completa, o volume f\u00edsico (PV, ou Physical Volume), o grupo de volume (VG, ou Volume Group) e o volume l\u00f3gico (LV, ou Logical Volume).<\/p>\n<p>Vamos dar uma olhada no volume f\u00edsico (PV).<\/p>\n<div class=\"rawoutput\"><strong># pvdisplay<\/strong><br \/>\n&#8212; Physical volume &#8212;<br \/>\nPV Name \/dev\/sde1<br \/>\nVG Name system<br \/>\nPV Size 7.48 GB \/ not usable 3.79 MB<br \/>\nAllocatable yes<br \/>\nPE Size (KByte) 4096<br \/>\nTotal PE 1915<br \/>\nFree PE 1915<br \/>\nAllocated PE 0<br \/>\nPV UUID 7vkgGI-e402-K3hE-XGJz-kl4C-nI7o-oFqwA8<\/div>\n<p>Aqui podemos ver o nome do volume f\u00edsico (a parti\u00e7\u00e3o f\u00edsica que criamos), o grupo de volume ao qual a parti\u00e7\u00e3o foi atribu\u00edda (que chamamos de <em>sistema<\/em>) e outras informa\u00e7\u00f5es relativas ao tamanho do volume.<\/p>\n<p>Vamos dar uma olhada no grupo de volume (VG).<\/p>\n<div class=\"rawoutput\"><strong># vgdisplay<\/strong><br \/>\n&#8212; Volume group &#8212;<br \/>\nVG Name system<br \/>\nSystem ID<br \/>\nFormat lvm2<br \/>\nMetadata Areas 1<br \/>\nMetadata Sequence No 3<br \/>\nVG Access read\/write<br \/>\nVG Status resizable<br \/>\nMAX LV 0<br \/>\nCur LV 2<br \/>\nOpen LV 0<br \/>\nMax PV 0<br \/>\nCur PV 1<br \/>\nAct PV 1<br \/>\nVG Size 7.48 GB<br \/>\nPE Size 4.00 MB<br \/>\nTotal PE 1915<br \/>\nAlloc PE \/ Size 1280 \/ 5.00 GB<br \/>\nFree PE \/ Size 635 \/ 2.48 GB<br \/>\nVG UUID Z6TSXO-0DQ3-7Jiz-67k2-dEkY-dYR2-RNJE85<\/div>\n<p>Aqui temos o nome do grupo de volume (que chamamos de <em>sistema<\/em>), seu tipo (lvm2), seu espa\u00e7o total e o espa\u00e7o que j\u00e1 foi atribu\u00eddo (lembre-se de que criamos dois volumes l\u00f3gicos, root e home).<\/p>\n<p>Finalmente, vejamos o volume l\u00f3gico (LV).<\/p>\n<div class=\"rawoutput\"><strong># lvdisplay<\/strong><br \/>\n&#8212; Logical volume &#8212;<br \/>\nLV Name \/dev\/system\/linux<br \/>\nVG Name system<br \/>\nLV UUID L0qrZu-bwCp-rnEu-uJry-4j3n-XBLB-OWsXVx<br \/>\nLV Write Access read\/write<br \/>\nLV Status available<br \/>\n# open 0<br \/>\nLV Size 2.00 GB<br \/>\nCurrent LE 512<br \/>\nSegments 1<br \/>\nAllocation inherit<br \/>\nRead ahead sectors auto<br \/>\n&#8211; currently set to 256<br \/>\nBlock device 253:0&#8212; Logical volume &#8212;<br \/>\nLV Name \/dev\/system\/home<br \/>\nVG Name system<br \/>\nLV UUID AScHe0-q5sJ-F8eH-bYRy-3URL-Nt7m-0UFduW<br \/>\nLV Write Access read\/write<br \/>\nLV Status available<br \/>\n# open 0<br \/>\nLV Size 3.00 GB<br \/>\nCurrent LE 768<br \/>\nSegments 1<br \/>\nAllocation inherit<br \/>\nRead ahead sectors auto<br \/>\n&#8211; currently set to 256<br \/>\nBlock device 253:1<\/p>\n<\/div>\n<p>Aqui temos as duas parti\u00e7\u00f5es que criamos, home e Linux. Observe que o volume f\u00edsico (PV) e o grupo de volume (VG) tamb\u00e9m possuem um identificador \u00fanico, que o Linux usa para detectar e controlar os dispositivos.<\/p>\n<h3>Formata\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Agora que temos nossas duas parti\u00e7\u00f5es, podemos format\u00e1-las como qualquer outro dispositivo f\u00edsico.<\/p>\n<div class=\"rawoutput\"><strong># mke2fs \/dev\/system\/linux -L linux<\/strong><br \/>\nmke2fs 1.41.1 (01-Sep-2008)<br \/>\nFilesystem label=linux<br \/>\nOS type: Linux<br \/>\nBlock size=4096 (log=2)<br \/>\nFragment size=4096 (log=2)<br \/>\n131072 inodes, 524288 blocks<br \/>\n26214 blocks (5.00%) reserved for the super user<br \/>\nFirst data block=0<br \/>\nMaximum filesystem blocks=536870912<br \/>\n16 block groups<br \/>\n32768 blocks per group, 32768 fragments per group<br \/>\n8192 inodes per group<br \/>\nSuperblock backups stored on blocks:<br \/>\n32768, 98304, 163840, 229376, 294912Writing inode tables: done<br \/>\nWriting superblocks and filesystem accounting information: done<br \/>\nThis filesystem will be automatically checked every 36 mounts or<br \/>\n180 days, whichever comes first. Use tune2fs -c or -i to override.<\/p>\n<\/div>\n<p>Elas tamb\u00e9m podem ser montadas como qualquer outro dispositivo.<\/p>\n<h3>Expans\u00e3o de parti\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<p>Agora que est\u00e1 usando o LVM, se voc\u00ea ficar sem espa\u00e7o em uma parti\u00e7\u00e3o, s\u00f3 ter\u00e1 que dizer ao LVM para atribuir mais espa\u00e7o ao dispositivo em particular e redimensionar o sistema de arquivos. Embora voc\u00ea <em>possa<\/em> encolher parti\u00e7\u00f5es, \u00e9 bem mais seguro aument\u00e1-las. Por isso eu recomendo a voc\u00ea nunca atribuir o tamanho total do volume f\u00edsico aos volumes l\u00f3gicos, mas sim come\u00e7ar pequeno e ir aumentando conforme a necessidade. Se estiver usando um sistema de arquivos ext, isso pode ser feito mesmo com as parti\u00e7\u00f5es montadas (alguns outros sistemas de arquivos tamb\u00e9m permitem fazer isso).<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o atual \u00e9 esta, com 100% de utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"rawoutput\"><strong># df -h<\/strong><br \/>\n\/dev\/mapper\/system-linux 2.0G 2.0G 0 100% \/media\/linux<\/div>\n<p>Primeiro, aumente o volume l\u00f3gico em 1 GB.<\/p>\n<div class=\"rawoutput\"><strong># lvresize -L +1G \/dev\/system\/linux<\/strong><br \/>\nExtending logical volume linux to 3.00 GB<br \/>\nLogical volume linux successfully resized<\/div>\n<p>Agora que aumentamos o dispositivo, temos que redimensionar o sistema de arquivos<\/p>\n<div class=\"rawoutput\"><strong># resize2fs \/dev\/system\/linux<\/strong><br \/>\nFilesystem at \/dev\/system\/linux is mounted on \/media\/linux; on-line resizing required<br \/>\nResizing the filesystem on \/dev\/system\/linux to 786432 (4k) blocks.<br \/>\nThe filesystem on \/dev\/system\/linux is now 786432 blocks long.<\/div>\n<p>Depois de redimensionar o sistema de arquivos, eis o resultado.<\/p>\n<div class=\"rawoutput\"><strong># df -h<\/strong><br \/>\n\/dev\/mapper\/system-linux 3.0G 2.0G 855M 71% \/media\/linux<\/div>\n<p>Se quiser adicionar outro HD ao computador, basta instal\u00e1-lo no computador e repetir as etapas 1 e 2. Como o grupo de volume j\u00e1 existe, n\u00e3o \u00e9 preciso cri\u00e1-lo como na etapa 3. Em vez disso, adicione-o ao grupo existente.<\/p>\n<div class=\"rawoutput\"><strong># vgextend system \/dev\/sdf1<\/strong><br \/>\nVolume group &#8220;system&#8221; successfully extended<\/div>\n<p>Agora voc\u00ea tem um disco inteiro novinho como espa\u00e7o LVM adicional, pronto para ser atribu\u00eddo a qualquer volume l\u00f3gico que voc\u00ea quiser.<br \/>\n\u00c9 assim que voc\u00ea pode usar o LVM para expandir e atribuir espa\u00e7o na mesma hora, sem ter que mover dados ou desligar o computador!<\/p>\n<h3>Iniciando pelo LVM<\/h3>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel usar o LVM para o sistema inteiro. O \u00fanico problema \u00e9 que voc\u00ea vai precisar de uma parti\u00e7\u00e3o adicional para o diret\u00f3rio \/boot e vai ter que usar um disco de RAM inicial (initrd). A parti\u00e7\u00e3o boot precisa de apenas 100 MB e ir\u00e1 armazenar o kernel do Linux e o initrd. O initrd vai abrigar as ferramentas em espa\u00e7o de usu\u00e1rio para o LVM necess\u00e1rias \u00e0 detec\u00e7\u00e3o e ativa\u00e7\u00e3o dos dispositivos LVM durante a inicializa\u00e7\u00e3o, para que o resto do sistema seja carregado. O instalador da distribui\u00e7\u00e3o vai cuidar disso para voc\u00ea automaticamente.<\/p>\n<h3>Conclus\u00e3o<\/h3>\n<p>Demos uma olhada &#8220;nos bastidores&#8221; do LVM, que \u00e9 uma excelente maneira de obter controle extra sobre os HDs de um computador. Ele permite que os usu\u00e1rios expandam infinitamente suas parti\u00e7\u00f5es individuais e que usem de maneira ideal todo o espa\u00e7o dispon\u00edvel. O LVM tem muitos outros recursos, como cria\u00e7\u00e3o de instant\u00e2neos (snapshots) e distribui\u00e7\u00e3o (striping). Os exemplos dados foram bastante focados na linha de comando, mas sua distribui\u00e7\u00e3o pode ter um gerenciador gr\u00e1fico para facilitar as coisas. De qualquer maneira, uma boa maneira de testar o LVM \u00e9 com uma m\u00e1quina virtual, onde seus preciosos dados n\u00e3o correm risco.<\/p>\n<\/div>\n<p><em>Cr\u00e9ditos a <\/em><em>Chris Smart<\/em> &#8211; <a href=\"http:\/\/distrowatch.com\/weekly.php?issue=20090309#feature\"><em>distrowatch.com<\/em><\/a><br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o por <em>Roberto Bechtlufft &lt;roberto at bechtranslations.com&gt;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mudar de sistema operacional \u00e9 algo que pode intimidar bastante aqueles que est\u00e3o conhecendo o Linux agora. Embora ele seja bem parecido com outros sistemas operacionais baseados no UNIX, como o BSD, o Solaris e o OS X, ele \u00e9 muito diferente do Windows. 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