{"id":4083,"date":"2015-06-19T12:08:37","date_gmt":"2015-06-19T15:08:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.viazap.com.br\/?p=4083"},"modified":"2015-06-17T11:10:58","modified_gmt":"2015-06-17T14:10:58","slug":"dhcp-no-gnulinux-guia-para-isc-dhcp-server-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.clusterweb.com.br\/?p=4083","title":{"rendered":"DHCP NO GNU\/LINUX &#8211; GUIA PARA ISC-DHCP SERVER"},"content":{"rendered":"<h1>DHCP<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>Este pequeno guia faz parte de um artigo postado no site <a href=\"http:\/\/www.esli-nux.com\/2012\/07\/dhcp-guia-completo.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">esli-nux.com<\/a>, por\u00e9m l\u00e1, al\u00e9m de DHCP Server usando GNU\/Linux, tamb\u00e9m h\u00e1 um passo a passo demonstrando sob Windows Server, Equipamento CISCO (via CLI) e esses roteadores SOHO &#8220;tudo em 1&#8221;, de R$ 100.<\/p>\n<p>Claro que meu foco \u00e9 favorecer o uso do <a href=\"http:\/\/www.vivaolinux.com.br\/linux\/\">GNU\/Linux<\/a> para prover este servi\u00e7o, para isto, mostro desde a configura\u00e7\u00e3o mais simples, at\u00e9 algumas avan\u00e7adas, tanto em modo texto, quanto as mais variadas interfaces gr\u00e1ficas existentes no S.O., para configurar e monitorar este simples servi\u00e7o de rede.<\/p>\n<p>No GNU\/Linux, abordo o DHCP Server mais utilizado no mundo (da ISC), as configura\u00e7\u00f5es mais utilizadas, o cliente de DHCP e alguns macetes a mais.<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<h1>SOFTWARES PARA PROVER O SERVI\u00c7O<\/h1>\n<p>Diferentemente do Windows Server, cujo software que ir\u00e1 prover o servi\u00e7o de DHCP j\u00e1 est\u00e1 incluso no sistema operacional, cabendo ao administrador ativ\u00e1-lo e configurar; n\u00e3o havendo, portanto, uma op\u00e7\u00e3o de escolha sobre o software, j\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 o sistema operacional que prov\u00ea o servi\u00e7o, e sim um software nele instalado, no GNU\/Linux existe esta capacidade, pois seu Kernel n\u00e3o \u00e9 fechado, e nenhum software exerce um monop\u00f3lio sobre algum servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Dentre os programas que podem ser instalados nas distribui\u00e7\u00f5es GNU\/Linux e prover o servidor de DHCP, h\u00e1 o <em>BusyBox<\/em>, <em>Dibbler<\/em>, <em>ISC DHCP<\/em>, e mais alguns.<\/p>\n<p><em>BusyBox DHCP server<\/em>, ou tamb\u00e9m conhecido como &#8220;udhcpd&#8221; (servidor) e &#8220;udhcpc&#8221; (cliente), \u00e9 famoso por ser um pequeno servidor\/cliente. Geralmente adotado em sistemas embarcados ou em situa\u00e7\u00f5es onde as mem\u00f3rias ROM e RAM, s\u00e3o extremamente escassas, e que o sistema GNU\/Linux \u00e9 modificado para ocupar, por exemplo 20 MB de espa\u00e7o no disco e 8 ou 10 MB na mem\u00f3ria RAM.<\/p>\n<p><em>Wide-DHCPv6<\/em> originalmente desenvolvido no projeto KAME, pela universidade Keio do Jap\u00e3o (Minato, Tokyo), \u00e9 um servidor DHCPv6, ou seja, somente IPv6, para os sistemas operacionais GNU\/Linux e BSD, ele foi conclu\u00eddo e parado em 2006.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m uma modifica\u00e7\u00e3o do Wide-DHCPv6, chamada <em>Dibbler<\/em>, que prov\u00ea o DHCPv6 server e prov\u00ea endere\u00e7amento para GNU\/Linux (kernel 2.4 e 2.6), Windows (a partir do XP, 2003 e superiores), Windows NT4 e 2000 (mas \u00e9 experimental), e Mac OS X. Por\u00e9m, o Dibbler est\u00e1 com seu desenvolvimento parado.<\/p>\n<p>DHCP \u00e9 a sigla para: <em>Dynamic Host Configuration Protocol<\/em>, ou Protocolo de Configura\u00e7\u00e3o Din\u00e2mica de Hosts. O Protocolo DHCP \u00e9 definido pela RFC 2131 (Request For Coments).<\/p>\n<p>Al\u00e9m das RFC 3315 (para DHCP com IPv6), RFC 2132 (op\u00e7\u00f5es de extens\u00f5es e par\u00e2metros DHCP e BOOTP), RFC 2489 (processo para a defini\u00e7\u00e3o de novas op\u00e7\u00f5es DHCP) e RFC 1584 (interoperabilidade entre o DHCP e BOOTP).<\/p>\n<p>As documenta\u00e7\u00f5es e textos das RFCs, n\u00e3o s\u00f3 as citadas acima, mas todas as RFCs existentes est\u00e3o dispon\u00edveis online, atrav\u00e9s do endere\u00e7o:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ietf.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">http:\/\/www.ietf.org<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o DHCP (ou de um servidor de DHCP), \u00e9 atribuir n\u00fameros de IP para os computadores, ou qualquer interface conectada em uma rede, o principal formato deste servi\u00e7o, e tamb\u00e9m um dos principais motivos de sua ado\u00e7\u00e3o, \u00e9 para utilizar a forma din\u00e2mica de endere\u00e7amento.<\/p>\n<p>O DHCP \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o do Bootstrap Protocol (BOOTP, descrito na RFC 951), que por sua vez, vem do protocolo RARP, para que uma m\u00e1quina soubesse seu endere\u00e7o de IP, era utilizado o RARP (Reverse Address Resolution Protocol), ou Protocolo reverso de resolu\u00e7\u00e3o de endere\u00e7os, definido na RCF 903. Este protocolo permite que uma esta\u00e7\u00e3o, rec\u00e9m inicializada com seu sistema operacional obtido atrav\u00e9s de um servidor de arquivos remoto, informasse seu endere\u00e7o f\u00edsico na rede, solicitando o seu endere\u00e7o IP, o servidor RARP recebia esta solicita\u00e7\u00e3o, consulta o endere\u00e7o f\u00edsico da m\u00e1quina na rede e respondia com o seu endere\u00e7o IP correspondente.<\/p>\n<p>Seu problema era que o servidor tinha que estar em cada rede, pois a mensagem de difus\u00e3o solicitando o endere\u00e7amento n\u00e3o passava pelos roteadores. Para solucionar este problema, foi criado um protocolo alternativo de inicializa\u00e7\u00e3o, o chamado BOOTP, que utiliza mensagem UDP, sendo assim poss\u00edvel sua retransmiss\u00e3o, ou encaminhamento pelos roteadores.<\/p>\n<p>O BOOTP j\u00e1 possui a capacidade de informar outras configura\u00e7\u00f5es para a m\u00e1quina cliente, como o endere\u00e7o do roteador (chamado gateway), m\u00e1scara de sub-rede e o endere\u00e7o do servidor de arquivo que cont\u00e9m a imagem da mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o principal problema no BOOTP, \u00e9 que somente a atribui\u00e7\u00e3o manual de endere\u00e7os IP \u00e9 poss\u00edvel, ou seja, o administrador deve cadastrar no servidor BOOTP, todos os endere\u00e7os f\u00edsicos\/endere\u00e7o MAC (Media Access Control address) das m\u00e1quinas conectadas \u00e0 rede, e seus respectivos endere\u00e7os IP.<\/p>\n<p>Concluindo, portanto, que no BOOTP o endere\u00e7o IP pertence \u00e0 m\u00e1quina cliente, o servidor apenas a informa quando solicitado.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da d\u00e9cada de 90, o IETF (Internet Engineering Task Force) trabalhou em um substituto, capaz de superar as limita\u00e7\u00f5es do BOOTP e adicionasse recursos novos, definindo-o ent\u00e3o, como DHCP atrav\u00e9s da RFC 2131 de Maio de 1997.<\/p>\n<p>Nas documenta\u00e7\u00f5es RFC, h\u00e1 uma tentativa de aplicar uma Interoperabilidade entre o BOOTP e DHCP, ou seja, servidores DHCP trabalhar com antigas m\u00e1quinas cliente BOOTP, e servidores BOOTP com m\u00e1quinas DHCP. Por\u00e9m, o BOOTP possui muitas limita\u00e7\u00f5es, comparado ao DHCP.<\/p>\n<p>Claro, esta interoperabilidade \u00e9 funcional, por\u00e9m, nem sempre ocorre. Mesmo assim, a troca dos equipamentos e o seu desuso faz com que esta interoperabilidade n\u00e3o seja adotada, nem necess\u00e1ria com o passar do tempo.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>FUNCIONAMENTO DO DHCP &#8211; ISC-DHCP SERVER<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<h1>FUNCIONAMENTO DO DHCP<\/h1>\n<p>Inicialmente, as configura\u00e7\u00f5es sobre a rede e o endere\u00e7amento, s\u00e3o inseridas no servidor, que passa a distribuir os endere\u00e7os de IP \u00e0s interfaces conectadas a rede, claramente, que estas interfaces devem possuir suporte a tal servi\u00e7o e estarem configuradas a solicitar o endere\u00e7o a algum DHCP Server.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos endere\u00e7os, o servidor de DHCP pode realizar a \u201cconcess\u00e3o\u201d de outras configura\u00e7\u00f5es\/servi\u00e7os da rede, como endere\u00e7os de servidores DNS, gateways, entre outros.<\/p>\n<p>O DHCP usa a estrutura de Cliente\/Servidor:<\/p>\n<ul>\n<li>No Servidor, est\u00e1 o software que prove o servi\u00e7o, onde encontramos as configura\u00e7\u00f5es e par\u00e2metros e mant\u00e9m o gerenciamento dos endere\u00e7os atribu\u00eddos.<\/li>\n<li>J\u00e1 os clientes, desde que tenham suporte ao servi\u00e7o, solicitam o endere\u00e7o e obt\u00e9m a concess\u00e3o de um IP.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Esse procedimento, envolve quatro passos:<\/p>\n<ol>\n<li><em>Discover<\/em> \u2013 Quando o cliente solicita o endere\u00e7amento;<\/li>\n<li><em>Offer<\/em> \u2013 \u00c9 fornecido o endere\u00e7o ao cliente;<\/li>\n<li><em>Request<\/em> &#8211; O endere\u00e7amento \u00e9 aceito;<\/li>\n<li><em>Acknowledge<\/em> \u2013 O endere\u00e7o \u00e9 listado no servidor, o IP \u00e9 nomeado como pertencente aquele host ou interface.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Uma negocia\u00e7\u00e3o simples de solicita\u00e7\u00e3o DHCP, ocorre com a troca das mensagens: <em>DHCP Discover, DHCP Offer, DHCP Request<\/em> e o <em>DHCP Ack<\/em>.<\/p>\n<h1>ISC-DHCP SERVER<\/h1>\n<p>ISC DHCP \u00e9 o mais conhecido e utilizado, desenvolvido pela \u201cInternet Systems Consortium\u201d, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que desenvolve e distribui softwares no formato <em>Open Source<\/em>, al\u00e9m de prestar suporte, prezando pela mesma qualidade das maiores empresas de softwares comerciais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do DHCP mais utilizado, eles tamb\u00e9m desenvolvem o sistema de DNS mais adotado, conhecido como BIND, entre outros projetos tamb\u00e9m desenvolvidos e\/ou distribu\u00eddos pela ISC est\u00e3o o NTP, INN, IRRToolSet, libbind, OpenReg, operam tamb\u00e9m o \u201cF-root\u201d, que \u00e9 um dos 13 roteadores DNS que mant\u00e9m a Internet funcionando. ;-O<\/p>\n<p>ISC-DHCP \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o do software que executa todos os aspectos do DHCP (protocolo de configura\u00e7\u00e3o de host din\u00e2mico). Inclui um servidor DHCP, que recebe pedidos e responde, um cliente DHCP, que estar\u00e1 no sistema operacional do computador do cliente, e que emita pedidos ao servidor, um agente relay DHCP, que passa pedidos do DHCP de uma rede LAN \u00e0 outra de modo que n\u00e3o precise de um servidor DHCP em cada LAN.<\/p>\n<p>O servidor de ISC-DHCP responder\u00e1 a pedidos de todos os clientes que cumprem com os padr\u00f5es de protocolo definidos na RFC, e o cliente ISC-DHCP pode interagir com qualquer servidor, desde que tamb\u00e9m cumpra esses padr\u00f5es.<\/p>\n<p>Portanto, os componentes do ISC-DHCP n\u00e3o precisam ser utilizados em conjunto, por haver a padroniza\u00e7\u00e3o que \u00e9 regida pelas RFC&#8217;s, h\u00e1 a interoperabilidade entre clientes e servidores de todas as solu\u00e7\u00f5es para a implanta\u00e7\u00e3o do DHCP, comercial ou Open Source, e de qualquer plataforma e\/ou sistema operacional.<\/p>\n<p>O ISC DHCP server foi desenvolvido originalmente por Ted Lemon, que o manteve at\u00e9 o release 3.0, com a vers\u00e3o alpha liberada em mar\u00e7o\/1999, e sua vers\u00e3o final em janeiro 2003. Desde 2004, a manuten\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento preliminar do ISC DHCP, especialmente o suporte ao IPv6 est\u00e1 ao cargo de David Hankins no ISC.<\/p>\n<p>A vers\u00e3o atual do ISC DHCP \u00e9: 4.2.4.P1, que foi lan\u00e7ada em 24 de Julho de 2012. Esta vers\u00e3o possui diversas caracter\u00edsticas novas que a vers\u00e3o anterior (4.0.X) n\u00e3o possu\u00eda, entre elas, o DHCPv6 foi melhorado, suporte \u00e0 delega\u00e7\u00e3o de prefixo, suporte a endere\u00e7os IA_TA, agente relay DHCPv6 (dhcrelay6).<\/p>\n<p>Todas as caracter\u00edsticas desta vers\u00e3o s\u00e3o encontradas nos arquivos que o acompanham, no documento chamado &#8220;Release Notes&#8221; encontra-se tamb\u00e9m o que ser\u00e1 implantado na pr\u00f3xima vers\u00e3o,que j\u00e1 est\u00e1 em testes e desenvolvimento.<\/p>\n<p>Um dos recursos que est\u00e1 sendo melhorado, \u00e9 o suporte ao DHCPv6, uma de suas limita\u00e7\u00f5es na vers\u00e3o atual, \u00e9 que apenas tem suporte para os sistemas operacionais Solaris, <a href=\"http:\/\/www.vivaolinux.com.br\/linux\/\">GNU\/Linux<\/a>, FreeBSD, NetBSD, e OpenBSD.<\/p>\n<p>O cliente e o servidor somente operam com DHCPv4, ou DHCPv6, por vez, n\u00e3o ao mesmo tempo. Para que haja este servi\u00e7o simult\u00e2neo, deve ser executado duas inst\u00e2ncias do servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Uma das fontes de receita e capta\u00e7\u00e3o de recursos da ISC \u00e9 a disponibiliza\u00e7\u00e3o de suporte profissional \u00e0 empresas, consultoria, treinamento a administradores de sistemas e em breve, um programa de certifica\u00e7\u00e3o para profissionais.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>INSTALA\u00c7\u00c3O &#8211; CONFIGURA\u00c7\u00c3O B\u00c1SICA<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<h1>INSTALA\u00c7\u00c3O E CONFIGURA\u00c7\u00c3O DO ISC-DHCP<\/h1>\n<p>A vers\u00e3o mais recente, pode ser obtida no endere\u00e7o:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/www.isc.org\/software\/dhcp\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">http:\/\/www.isc.org\/software\/dhcp<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Ap\u00f3s baixar, basta descompactar e compilar o pacote.<\/p>\n<p>Outra forma de instalar o ISC-DHCP server, \u00e9 atrav\u00e9s do reposit\u00f3rio da distribui\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.vivaolinux.com.br\/linux\/\">GNU\/Linux<\/a> que est\u00e1 sendo utilizada. O reposit\u00f3rio \u00e9 basicamente um servidor de arquivos dispon\u00edvel na Internet, onde possui diversos programas e pacotes pr\u00e9-compilados para a distribui\u00e7\u00e3o GNU\/Linux especifica, a maioria dos reposit\u00f3rios somente s\u00e3o acess\u00edveis atrav\u00e9s do gerenciador de pacotes presente na distribui\u00e7\u00e3o GNU\/Linux, basta que a m\u00e1quina em quest\u00e3o esteja conectada com a Internet.<\/p>\n<p>Nas distribui\u00e7\u00f5es derivadas do <em>Debian<\/em> (<em>Ubuntu, Kurumin, <a href=\"http:\/\/www.vivaolinux.com.br\/linux\/\">Linux<\/a> Mint<\/em>, etc&#8230;), o pacote correspondente ao servidor DHCP chama-se &#8220;dhcp3-server&#8221;. Para instal\u00e1-lo, basta digitar:<\/p>\n<p><strong># apt-get install dhcp3-server<\/strong><\/p>\n<p>No <em>Red Hat<\/em> (e distribui\u00e7\u00f5es derivadas dele, como o <em>Fedora<\/em> e <em>CentOS<\/em>), o pacote chama-se, simplesmente, &#8220;dhcp&#8221;. Para instal\u00e1-lo, basta digitar:<\/p>\n<p><strong># yum install dhcp<\/strong><\/p>\n<p>Embora o pacote chama-se apenas &#8220;dhcp&#8221;, o script referente ao servi\u00e7o, chama-se &#8220;dhcpd&#8221;, de forma que os comandos para iniciar, parar o servi\u00e7o, ou reinici\u00e1-lo, s\u00e3o:<\/p>\n<p><strong># service dhcpd start<br \/>\n# service dhcpd stop<br \/>\n# service dhcpd restart<\/strong><\/p>\n<p>Ou tamb\u00e9m, atrav\u00e9s dos comandos:<\/p>\n<p><strong># \/etc\/init.d\/dhcp3-server start<br \/>\n# \/etc\/init.d\/dhcp3-server stop<br \/>\n# \/etc\/init.d\/dhcp3-server restart<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m pode haver a necessidade de ativ\u00e1-lo, ou desativar manualmente para iniciar junto com o sistema (junto ao boot), usando o comando <em>chkconfig<\/em>:<\/p>\n<p><strong># chkconfig dhcpd on<br \/>\n# chkconfig dhcpd off<\/strong><\/p>\n<h1>CONFIGURA\u00c7\u00c3O B\u00c1SICA<\/h1>\n<p>O arquivo de configura\u00e7\u00e3o \u00e9 o &#8220;dhcpd.conf&#8221;. Neste, ser\u00e1 configurado o servidor, e l\u00e1 estar\u00e1 inserido todas as informa\u00e7\u00f5es a cerca de seu funcionamento. Ao instalar o servi\u00e7o, ele j\u00e1 adiciona o arquivo, por\u00e9m, como n\u00e3o est\u00e1 configurado, o servi\u00e7o n\u00e3o ficar\u00e1 ativo at\u00e9 que esteja configurado corretamente e dado o comando para iniciar o servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Este arquivo, originalmente, possui cerca de 110 linhas, sendo que 90% delas s\u00e3o textos comentados, explicando cada item da configura\u00e7\u00e3o, como configurar e dando exemplos de configura\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A localiza\u00e7\u00e3o do arquivo &#8220;dhcpd.conf&#8221; no sistema GNU\/Linux \u00e9 <em>\/etc\/dhcp3\/dhcpd.conf<\/em>, em algumas distribui\u00e7\u00f5es, pode ser em<em>\/etc\/dhcpd.conf<\/em>.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s instalar o ISC-DHCP, deve-se determinar, caso haja mais de uma, qual placa de rede o servidor DHCP estar\u00e1 ativo, ou seja, em qual placa ele atender\u00e1 as requisi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para isto, basta editar o arquivo presente em <em>\/etc\/default\/dhcp3-server<\/em>, na maioria das distribui\u00e7\u00f5es. Ao editar o arquivo, haver\u00e1 uma linha apenas escrito \u201cINTERFACES\u201d nela, dever\u00e1 ser inserido o nome da placa de rede em que deseja que o servi\u00e7o seja ativado:<\/p>\n<div class=\"codigo\">INTERFACES=\u201deth0\u201d<\/div>\n<p>O GNU\/Linux identifica as placas de rede como \u201ceth\u201d, seguido do n\u00famero a partir do <em>0<\/em>, caso tenha 3 placas, ser\u00e3o respectivamente, \u201ceth0\u201d, \u201ceth1\u201d e \u201ceth2\u201d. Em caso de utiliza\u00e7\u00e3o de placa Wireless, ela pode ser identificada \u201cwlan0\u201d, \u201cath0\u201d ou \u201cra0\u201d, por exemplo. Ao definir em qual placa o servidor DHCP ir\u00e1 atender, deve-se finalmente configurar.<\/p>\n<p>Nesta etapa, h\u00e1 3 op\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ol>\n<li>Utilizar o arquivo &#8220;dhcpd.conf&#8221; original, seguindo as instru\u00e7\u00f5es e usando a configura\u00e7\u00e3o desejada;<\/li>\n<li>Criar um novo arquivo &#8220;dhcpd.conf&#8221; e adicionar a configura\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Utilizar um aplicativo em modo gr\u00e1fico para a configura\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Nas 2 primeiras op\u00e7\u00f5es, o arquivo &#8220;dhcpd.conf&#8221; ficar\u00e1, basicamente, semelhante ao seguinte:<\/p>\n<pre class=\"prettyprint\"># \/etc\/dhcp3\/dhcpd.conf\r\nddns-update-style none;\r\ndefault-lease-time 1800;\r\nmax-lease-time 14400;\r\nauthoritative;\r\nsubnet 192.168.1.0 netmask 255.255.255.0 {\r\nrange 192.168.1.100 192.168.1.250;\r\noption routers 192.168.1.1;\r\noption domain-name-servers 8.8.8.8,8.8.4.4;\r\noption broadcast-address 192.168.1.255;\r\n\r\n\r\nhost Win2003 {\r\nhardware ethernet 09:0F:B0:FF:EA:10;\r\nfixed-address 192.168.1.2;\r\n}\r\n}\r\n<\/pre>\n<p>Com a exce\u00e7\u00e3o de que, na primeira op\u00e7\u00e3o de configura\u00e7\u00e3o, entre cada uma dessas linhas haver\u00e1 textos explicando cada fun\u00e7\u00e3o, para que serve, como funciona e um exemplo de configura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"codigo\">default-lease-time 1800;<\/div>\n<p>Nesta linha, \u00e9 indicado ao servidor, checar a cada 1800 segundos (30 minutos), se a m\u00e1quina est\u00e1 ativa, ou seja, utilizando o endere\u00e7o DHCP.<\/p>\n<div class=\"codigo\">max-lease-time 14400;<\/div>\n<p>Nesta op\u00e7\u00e3o, a m\u00e1quina cliente ir\u00e1 receber o \u201caluguel\u201d do endere\u00e7o IP por 14400 segundos (4 horas), ou seja, \u00e9 o tempo que a m\u00e1quina vai receber para utilizar o endere\u00e7o. Depois de decorrido um percentual deste tempo, a m\u00e1quina cliente vai requisitar a renova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Caso a rede possua, por algum motivo, um pool de endere\u00e7os pequeno, e haja mais m\u00e1quinas do que IP\u2019s dispon\u00edveis, estas duas configura\u00e7\u00f5es dever\u00e3o ter seu tempo reduzido, pois assim, a m\u00e1quina utiliza o IP apenas pelo tempo em que necessita, e caso seja desligada ou desconectada da rede, o servidor DHCP ir\u00e1 detectar isso em menos tempo, tendo assim o endere\u00e7o IP, dispon\u00edvel novamente para ser atribu\u00eddo \u00e0 outro host.<\/p>\n<div class=\"codigo\">subnet 192.168.1.0 netmask 255.255.255.0<\/div>\n<p>Essa linha determina a rede, sub-rede e a m\u00e1scara da rede em que o servidor ir\u00e1 trabalhar, atribuindo os endere\u00e7os IP. As linhas de configura\u00e7\u00e3o seguintes definir\u00e3o a rede, o pool de endere\u00e7os (range), exce\u00e7\u00f5es (IP fixo), endere\u00e7os de servidores de nome de dom\u00ednio.<\/p>\n<div class=\"codigo\">range 192.168.1.100 192.168.1.250;<\/div>\n<p><em>Range<\/em>, define o pool de endere\u00e7os que ficar\u00e3o dispon\u00edveis para a atribui\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de endere\u00e7os. Neste exemplo, os endere\u00e7os que o servidor ir\u00e1 atribuir ficam no \u201cespa\u00e7o\u201d entre &#8220;192.168.1.100&#8221; e &#8220;192.168.1.250&#8221;, ou seja, h\u00e1 150 endere\u00e7os dispon\u00edveis para os hosts da rede.<\/p>\n<p>Conclui-se portanto, que h\u00e1 102 endere\u00e7os que n\u00e3o fazem parte do range, destinados portanto para m\u00e1quinas que desempenham algum papel importante na rede e precisam de um endere\u00e7o f\u00edsico.<\/p>\n<div class=\"codigo\">option routers 192.168.1.1;<\/div>\n<p>Esta linha informa para as m\u00e1quinas qual \u00e9 o endere\u00e7o de \u201cgateway\u201d ou do roteador, que est\u00e1 na \u201cdivisa\u201d entre a rede interna e a Internet, por exemplo, exercendo a fun\u00e7\u00e3o de firewall ou proxy na maioria dos casos.<\/p>\n<div class=\"codigo\">option domain-name-servers 8.8.8.8,8.8.4.4;<\/div>\n<p>Aqui, deve ser informado (opcionalmente) os endere\u00e7os de servidores de resolu\u00e7\u00e3o de nomes de endere\u00e7o\/dom\u00ednio, ou DNS. Redes pequenas, em sua maioria, n\u00e3o possuem DNS\u2019s pr\u00f3prios, os endere\u00e7os aqui inseridos s\u00e3o os DNS\u2019s fornecidos pela provedora de Internet, pode-se usar qualquer endere\u00e7o de DNS p\u00fablico, como por exemplo, o <em>OpenDNS<\/em> (208.67.222.222 e 208.67.220.220) ou o DNS do Google (8.8.8.8 e 8.8.4.4).<\/p>\n<div class=\"codigo\">option broadcast-address 192.168.1.255;<\/div>\n<p>Informado opcionalmente, o endere\u00e7o de broadcast da rede. O endere\u00e7o com final 255 \u00e9 reservado para broadcast.<\/p>\n<div class=\"codigo\">host Win2003 {<br \/>\nhardware ethernet 09:0F:B0:FF:EA:10;<br \/>\nfixed-address 192.168.1.2;<br \/>\n}<\/div>\n<p>O bloco acima \u00e9 para definir a atribui\u00e7\u00e3o manual de IP fixo para uma determinada m\u00e1quina, inicia-se com o nome da m\u00e1quina.<\/p>\n<p>Neste exemplo, ela chama-se \u201cWin2003\u201d, declarando que trata-se de um servidor Microsoft Windows 2003, e que desempenha algum servi\u00e7o importante na rede, ap\u00f3s o nome, indica-se o seu endere\u00e7o f\u00edsico de rede (o MAC da placa), e finalmente, o IP que sempre ser\u00e1 dado a esta m\u00e1quina quando ela requisitar. Para adicionar mais m\u00e1quinas que receber\u00e3o este tipo de atribui\u00e7\u00e3o, basta inserir um bloco semelhante a este, mudando apenas o nome, o MAC e o IP destinado a ela.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>MONITORANDO O SERVIDOR E O CLIENTE &#8211; ISC-DHCP CLIENTE<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<h1>MONITORANDO O SERVI\u00c7O VIA TERMINAL<\/h1>\n<p><em>\/var\/lib\/dhcp\/dhcpd.leases<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 neste arquivo onde monitora-se, em tempo real, o que o DHCP Server est\u00e1 fazendo em rela\u00e7\u00e3o a concess\u00e3o dos IPs (usando o Debian<a href=\"http:\/\/www.vivaolinux.com.br\/linux\/\">GNU\/Linux<\/a>, pode haver alguma altera\u00e7\u00e3o no caminho do arquivo em outras distribui\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p>Exemplo de trecho do arquivo:<\/p>\n<pre class=\"prettyprint\">lease {\r\n  interface \"eth1\";\r\n  fixed-address 187.22.179.60;\r\n  option subnet-mask 255.255.252.0;\r\n  option dhcp-lease-time 10800;\r\n  option routers 187.22.176.1;\r\n  option dhcp-message-type 5;\r\n  option dhcp-server-identifier 201.46.240.45;\r\n  option domain-name-servers 201.46.240.40,201.46.240.45;\r\n  option dhcp-renewal-time 5400;\r\n  option dhcp-rebinding-time 9450;\r\n  renew 1 2012\/05\/14 13:02:34;\r\n  rebind 1 2012\/05\/14 14:15:36;\r\n  expire 1 2012\/05\/14 14:38:06;\r\n}\r\n<\/pre>\n<h1>ISC-DHCP CLIENTE<\/h1>\n<p>O ISC-DHCP tamb\u00e9m possui um cliente, como dito anteriormente, no arquivo <em>\/var\/lib\/dhcp\/dhclient.leases<\/em>, voc\u00ea tem um monitoramento onde verifica as a\u00e7\u00f5es do cliente quando recebe o endere\u00e7amento.<\/p>\n<p>Com o ISC cliente instalado, voc\u00ea ter\u00e1 o programa <em>dhclient<\/em>, com ele voc\u00ea pode &#8220;resetar&#8221; uma placa com IP manual, para pegar IP pelo DHCP Server, removendo assim, as configura\u00e7\u00f5es de IP feitas manualmente.<\/p>\n<p>Abaixo, o resultado do comando:<\/p>\n<p><strong># dhclient eth0 -v<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>Internet Systems Consortium DHCP Client<br \/>\nFor info, please visit https:\/\/www.isc.org\/software\/dhcp\/<br \/>\nListening on LPF\/eth0\/10:78:d2:1e:32:30<br \/>\nSending on LPF\/eth0\/10:78:d2:1e:32:30<br \/>\nSending on Socket\/fallback<br \/>\nDHCPDISCOVER on eth0 to 255.255.255.255 port 67 interval 8<br \/>\nDHCPOFFER from 192.168.0.1<br \/>\nDHCPREQUEST on eth0 to 255.255.255.255 port 67<br \/>\nDHCPACK from 192.168.0.1<br \/>\nbound to 192.168.0.40 &#8212; renewal in 270 seconds.<\/p><\/blockquote>\n<p>No log acima, meu servidor DHCP \u00e9 o &#8220;192.168.0.1&#8221;, meu host recebeu o IP &#8220;192.168.0.40&#8221; na interface &#8220;eth0&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>MODELOS DE DHCPD.CONF E CONFIGURA\u00c7\u00d5ES OPCIONAIS\/AVAN\u00c7ADAS<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<h1>EXEMPLO 1<\/h1>\n<pre class=\"prettyprint\">subnet 172.16.200.0 netmask 255.255.255.0 {\r\nrange 172.16.200.50 172.16.200.200;\r\nrange 172.16.200.230 172.16.200.253;\r\noption domain-name-servers 172.16.200.1, 172.16.200.2;\r\noption domain-name \"teste.com.br\";\r\noption routers 172.16.200.254;\r\n}\r\n\r\n\r\nsubnet 192.168.0.0 netmask 255.255.255.0 {\r\nrange 192.168.0.30 192.168.0.100;\r\nrange 192.168.0.120 192.168.0.200;\r\noption domain-name-servers 192.168.0.5;\r\noption domain-name \"reload.br\";\r\noption routers 192.168.0.252;\r\n}\r\n\r\n\r\ngroup servidores {\r\noption domain-name-servers 172.16.200.7;\r\nhost server01 {\r\nhardware ethernet 00:50:51:e1:00:01;\r\nfixed-address 172.16.200.43;\r\noption routers 172.16.200.2; }\r\nhost server02 {\r\nhardware ethernet 00:80:54:c5:30:02;\r\nfixed-address 172.16.200.39;\r\noption routers 172.16.200.9;}\r\n}\r\n\r\n\r\ngroup roteadores {\r\noption routers 172.16.200.1;\r\noption domain-name-servers 172.16.200.41; \r\nhost router01 {\r\nhardware ethernet 00:20:51:e1:00:21;\r\nfixed-address 172.16.200.13;}\r\nhost router02 {\r\nhardware ethernet 00:80:14:c5:32:22;\r\nfixed-address 172.16.200.19;}\r\n} \r\n\r\n\r\ngroup dmz {\r\noption routers 192.168.0.1;\r\noption domain-name-servers 192.168.0.32;\r\nhost mail1 {\r\nhardware ethernet 00:20:51:e1:03:29;\r\nfixed-address 192.168.0.32; }\r\nhost mail2 {\r\nhardware ethernet 00:80:14:c5:15:63;\r\nfixed-address 192.168.0.7;}\r\n}\r\n\r\n\r\ngroup hosts {\r\nhost financeiro01 {\r\nhardware ethernet 00:20:51:e1:00:50;\r\nfixed-address 192.168.0.13;}\r\nhost financeiro02 {\r\nhardware ethernet 00:80:14:c5:32:51;\r\nfixed-address 192.168.0.19;}\r\n}\r\n<\/pre>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>INTERFACE GR\u00c1FICA E INTERFACE WEB PARA GERENCIAMENTO E MONITORAMENTO<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<h1>INTERFACE GR\u00c1FICA PARA GERENCIAMENTO\/MONITORAMENTO<\/h1>\n<p>Criar, gerenciar, realizar altera\u00e7\u00f5es e manuten\u00e7\u00f5es no arquivo de configura\u00e7\u00e3o do DHCP via terminal, n\u00e3o \u00e9 problema algum para um administrador de redes\/servidores <a href=\"http:\/\/www.vivaolinux.com.br\/linux\/\">GNU\/Linux<\/a>. Por\u00e9m, quanto maior as particularidades que possuir em sua rede, quanto mais r\u00e1pido devem ser realizadas as mudan\u00e7as, relat\u00f3rios, documenta\u00e7\u00e3o, ou outras variedades de raz\u00f5es, podem ser \u00f3timos motivos para a utiliza\u00e7\u00e3o de interfaces gr\u00e1ficas de gerenciamento.<\/p>\n<p>As interfaces gr\u00e1ficas para gerenciamento de servidores no GNU\/Linux s\u00e3o extremamente intuitivas e muito avan\u00e7adas, al\u00e9m do excelente grau de maturidade destas ferramentas. Muitos administradores possuem resist\u00eancia \u00e0 ado\u00e7\u00e3o destas ferramentas em sistemas GNU\/Linux, mas esta vis\u00e3o \u00e9 ultrapassada, e n\u00e3o h\u00e1 argumentos que impe\u00e7am seu uso, n\u00e3o h\u00e1 bons motivos para n\u00e3o usar. \ud83d\ude09<\/p>\n<p>Estas interfaces possibilitam gerenciar todos os servi\u00e7os implantados num servidor (banco de dados, servidor Web, DHCP, DNS, firewall, LDAP, controlador de dom\u00ednio, compartilhamento de arquivos, etc.. ), al\u00e9m de realizar configura\u00e7\u00f5es do S.O., monitoramento, relat\u00f3rios e outras possibilidades.<\/p>\n<p>Podemos dividir as interfaces gr\u00e1ficas para gerenciamento de servidores em 2 grupos b\u00e1sicos: Aplica\u00e7\u00e3o e Interface Web<\/p>\n<h1>APLICA\u00c7\u00c3O<\/h1>\n<p>Aplicativo instalado no servidor (quando o mesmo possui ambiente gr\u00e1fico, como <em>GNOME, KDE, Xfce, LXDE<\/em>, &#8230;). Os aplicativos que permitem o gerenciamento\/configura\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os implantados no servidor s\u00e3o acess\u00edveis atrav\u00e9s do menu do desktop.<\/p>\n<p>Vantagem:<\/p>\n<ul>\n<li>Os paranoicos n\u00e3o precisam esquentar a cabe\u00e7a sobre a transmiss\u00e3o de dados via rede ou algum sniffer.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Desvantagem:<\/p>\n<ul>\n<li>Precisa acessar o ambiente gr\u00e1fico do servidor, ou seja, ter um teclado+mouse+monitor em seu servidor ou configurar algum acesso remoto como VNC por exemplo. Outro problema, \u00e9 que grande parte dos servidores GNU\/Linux n\u00e3o possuem ambiente gr\u00e1fico, o que impossibilita usar este tipo de programa.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Um exemplo \u00e9 o <em>GAdmin<\/em>, que possui um modulo para DHCP.<\/p>\n<h1>WEB<\/h1>\n<p>Servi\u00e7o instalado no servidor, por\u00e9m, acess\u00edvel via rede (ou dispon\u00edvel tamb\u00e9m com acesso pela Internet, caso o firewall esteja devidamente configurado), ao instalar, \u00e9 liberada uma determinada porta no servidor, e o administrador ir\u00e1 acessar via navegador atrav\u00e9s de qualquer host dentro da rede. \u00c9 o modo mais utilizado e mais comum de se encontrar em servidores instalados.<\/p>\n<p>Vantagem:<\/p>\n<ul>\n<li>Mais r\u00e1pido, acess\u00edvel atrav\u00e9s de qualquer m\u00e1quina, pode-se determinar qual porta ser\u00e1 usada e habilitar o HTTPS (para os paranoicos), o servidor continua em modo texto, sem ambiente gr\u00e1fico, n\u00e3o precisa realizar nenhuma configura\u00e7\u00e3o a mais no servidor.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Desvantagem:<\/p>\n<ul>\n<li>Nenhuma. Apenas precau\u00e7\u00e3o, pois voc\u00ea ir\u00e1 acessar atrav\u00e9s de qualquer m\u00e1quina, cuidado ao fazer login, keyloggers, etc&#8230; Outro ponto \u00e9, caso a rede parar, voc\u00ea n\u00e3o ter\u00e1 acesso (mas caso sua rede pare, o DHCP ser\u00e1 o \u00faltimo dos seus problemas&#8230;.)<\/li>\n<\/ul>\n<p>Existem diversas ferramentas para administra\u00e7\u00e3o\/gerenciamento e configura\u00e7\u00e3o de servidores GNU\/Linux via Web. Algumas distribui\u00e7\u00f5es com foco para uso em servidores possuem suas pr\u00f3prias interfaces j\u00e1 instaladas, outras interfaces possuem pacotes para instala\u00e7\u00e3o nos mais diversos GNU\/Linux e outros (como BSD por exemplo).<\/p>\n<p>Exemplos: A mais famosa das interfaces, com certeza \u00e9 o <em>Webmin<\/em>, com diversos temas, muitos m\u00f3dulos (cada um para tipos de servi\u00e7os e aplica\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p>Algumas distribui\u00e7\u00f5es focadas para servidor, possuem suas pr\u00f3prias interfaces Web, \u00e9 o caso do <em>ClearOS<\/em> (Red Hat), <em>openSUSE<\/em>, <em>Zentyal<\/em>(Ubuntu), <em>pfSense<\/em> (BSD), <em>Zeroshell, Endian<\/em>&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>COISAS QUE FALTARAM&#8230;<\/h1>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>Algumas coisas ficaram de fora. \ud83d\ude09<\/p>\n<p>O que faltou neste artigo: Failover de DHCP (redund\u00e2ncia com 2 servidores, prim\u00e1rio e secund\u00e1rio), al\u00e9m de mais quatro ou cinco pontos interessantes&#8230;<\/p>\n<p>Uma vez em que a rede esteja configurada com o uso de um servidor de DHCP, este passa a ser extremamente essencial para o funcionamento da rede, pois ele ir\u00e1 endere\u00e7ar os equipamentos e fornecer informa\u00e7\u00f5es como m\u00e1scara, gateway e DNS.<\/p>\n<p>Caso, por algum motivo o servido fique inacess\u00edvel, como por exemplo desligado, travado, desconectado, defeito no cabeamento, para na sua placa de rede, etc, toda a rede ir\u00e1 paralisar.<\/p>\n<p>Nos casos em que o servidor DHCP n\u00e3o esteja dentro da rede, a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 redobrada, pois deve-se ficar atento tamb\u00e9m a poss\u00edveis problemas nos roteadores, por exemplo.<\/p>\n<p>O DHCP consome poucos recursos do sistema, por isso, ele n\u00e3o \u00e1 aplicado como um servidor dedicado de DHCP, ou seja, um sistema\/servidor completo em que somente prove este servi\u00e7o. O mais comum desde pequenas a grandes redes de computadores, \u00e9 um ambiente em que o sistema que prove o DHCP tamb\u00e9m disponibilize e exerce outros servi\u00e7os como firewall, proxy, sistema de gerenciamento e monitoramento, etc.<\/p>\n<p>O dhcp3-server usado no <a href=\"http:\/\/www.vivaolinux.com.br\/linux\/\">GNU\/Linux<\/a>, \u00e9 bastante r\u00e1pido (desde que a configura\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja muito complexa), por isso, costuma responder antes dos servidores DHCP usados nos servidores Windows e na maioria dos modems ADSL e\/ou roteadores.<\/p>\n<p>Ao utilizar roteadores para prover o servi\u00e7o de DHCP em nosso ambiente, haver\u00e1 duas situa\u00e7\u00f5es, na primeira, os custos ser\u00e3o baixos e a configura\u00e7\u00e3o \u00e9 simples e intuitiva, por\u00e9m n\u00e3o suportar\u00e1 grandes mudan\u00e7as, e a evolu\u00e7\u00e3o da pequena rede.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da quest\u00e3o da seguran\u00e7a, pois estes equipamentos n\u00e3o disp\u00f5em de complexos sistemas de seguran\u00e7a, e para destruir todas as configura\u00e7\u00f5es feitas, basta apertar o bot\u00e3o reset, localizado no corpo do equipamento.<\/p>\n<p>Na segunda situa\u00e7\u00e3o, os custos s\u00e3o altos, al\u00e9m da configura\u00e7\u00e3o e implanta\u00e7\u00e3o serem complexas, deparando-se com as in\u00fameras possibilidades do IOS Cisco e seu pre\u00e7o, por\u00e9m, o equipamento j\u00e1 estaria pronto para sofrer modifica\u00e7\u00f5es em sua configura\u00e7\u00e3o e suportar todo o crescimento da rede e sua evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O guia completo: <a href=\"http:\/\/www.esli-nux.com\/2012\/07\/dhcp-guia-completo.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">DHCP &#8211; Guia Completo \u00ab www.esli-nux.com<\/a><\/p>\n<p>L\u00e1, al\u00e9m deste texto, tem algumas screenshots (h\u00e3??) e tamb\u00e9m o How-to sobre DHCP com Windwos Server, Small routers e equipamentos Cisco (atrav\u00e9s da CLI, Cisco IOS).<\/p>\n<h1>REFER\u00caNCIAS<\/h1>\n<p>&#8211; Man Pages. \ud83d\ude09 (Tudo encontra-se nas Man, mas ningu\u00e9m procura l\u00e1&#8230;.)<\/p>\n<p>&#8211; DROMS, R. RFC 2131 Dynamic Host Configuration Protocol. Mai\/1997. (Sobrep\u00f5e a RFC 1541 e RFC 1531). Dispon\u00edvel em:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/www.ietf.org\/rfc\/rfc2131.txt?number=2131\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">http:\/\/www.ietf.org<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8211; Distrowatch:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/www.distrowatch.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">http:\/\/www.distrowatch.com<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8211; ISC \u2013 Internet Systems Consortium:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/www.isc.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">http:\/\/www.isc.org<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8211; Hugo Azevedo: <a href=\"http:\/\/www.hugoazevedo.eti.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">http:\/\/www.hugoazevedo.eti.br<\/a><\/p>\n<p>Os excelentes livros, que valem cada centavo investido, pois vivo consultando-os (s\u00edndrome da pregui\u00e7a de ler Man-pages):<\/p>\n<ul>\n<li>SCHRODE, Carla. <a href=\"http:\/\/www.vivaolinux.com.br\/linux\/\">Linux<\/a> Networking Cookbook. O\u2019reilly Media Inc., 2008. Rio de Janeiro: Alta Books.<\/li>\n<li>VIGLIASI, Douglas. Redes Locais com Linux. 2. Ed. Florian\u00f3polis: Visual Book, 2007.<\/li>\n<li>MORIMOTO, Carlos Eduardo. Redes &#8211; Guia Pr\u00e1tico. Porto Alegre: Sul Editores, 2009.<\/li>\n<li>MORIMOTO, Carlos Eduardo. Servidores Linux &#8211; Guia Pr\u00e1tico. Porto Alegre: Sul Editores, 2009.<\/li>\n<li>FERREIRA, Rubem E. Linux &#8211; Guia do Administrador de Sistema. S\u00e3o Paulo: Editora Novatec Ltda., 2003.<\/li>\n<li>CARMONA, Tadeu. Treinamento Profissional em Redes \u2013 Guia Avan\u00e7ado de Manuten\u00e7\u00e3o e Auditoria em Rede de Computadores. S\u00e3o Paulo: Digerati Books, 2006.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DHCP &nbsp; Este pequeno guia faz parte de um artigo postado no site esli-nux.com, por\u00e9m l\u00e1, al\u00e9m de DHCP Server usando GNU\/Linux, tamb\u00e9m h\u00e1 um passo a passo demonstrando sob Windows Server, Equipamento CISCO (via CLI) e esses roteadores SOHO &#8220;tudo em 1&#8221;, de R$ 100. 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