{"id":4352,"date":"2017-09-13T20:00:07","date_gmt":"2017-09-13T23:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.clusterweb.com.br\/?p=4352"},"modified":"2017-09-13T20:00:07","modified_gmt":"2017-09-13T23:00:07","slug":"sistemas-raid-redundant-array-of-independent-disks","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.clusterweb.com.br\/?p=4352","title":{"rendered":"Sistemas RAID (Redundant Array of Independent Disks)"},"content":{"rendered":"<h2>Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Mais do que simplesmente guardar dados, solu\u00e7\u00f5es de armazenamento devem fornecer acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o de maneira eficiente, em tempo h\u00e1bil e, dependendo do caso, oferecendo algum tipo de prote\u00e7\u00e3o contra falhas. \u00c9 neste ponto que os sistemas\u00a0<strong>RAID<\/strong>\u00a0(<strong>Redundant Array of Independent Disks<\/strong>) entram em a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas pr\u00f3ximas linhas, o InfoWester explicar\u00e1 o que \u00e9 RAID e mostrar\u00e1 quais os seus principais n\u00edveis.<!--more--><\/p>\n<h2 id=\"raid\">O que \u00e9 RAID?<\/h2>\n<p>Tal como j\u00e1 mencionado, RAID \u00e9 a sigla para\u00a0<em>Redundant Array of Independent Disks<\/em>\u00a0ou, em tradu\u00e7\u00e3o livre, algo como &#8220;Matriz Redundante de Discos Independentes&#8221;. Trata-se, basicamente, de uma solu\u00e7\u00e3o computacional que combina v\u00e1rios\u00a0discos r\u00edgidos (HDs)\u00a0para formar uma \u00fanica unidade l\u00f3gica de armazenamento de dados.<\/p>\n<p>E o que \u00e9 unidade l\u00f3gica? Em poucas palavras, no que se refere a RAID, trata-se de fazer com que o sistema operacional enxergue o conjunto de HDs como uma \u00fanica unidade de armazenamento, independente da quantidade de dispositivos que estiver em uso. Hoje, al\u00e9m de HDs, \u00e9 poss\u00edvel montar sistemas RAID baseados em\u00a0SSD.<\/p>\n<p>Fazer com que v\u00e1rias unidades de armazenamento trabalhem em conjunto resulta em muitas possibilidades:<\/p>\n<p>&#8211; Se um HD sofrer danos, os dados existentes nele n\u00e3o ser\u00e3o perdidos, pois podem ser replicados em outra unidade (<em>redund\u00e2ncia<\/em>);<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 poss\u00edvel aumentar a capacidade de armazenamento a qualquer momento com a adi\u00e7\u00e3o de mais HDs;<\/p>\n<p>&#8211; O acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o pode se tornar mais r\u00e1pido, pois os dados s\u00e3o distribu\u00eddos a todos os discos;<\/p>\n<p>&#8211; Dependendo do caso, h\u00e1 maior toler\u00e2ncia a falhas, pois o sistema n\u00e3o \u00e9 paralisado se uma unidade parar de funcionar;<\/p>\n<p>&#8211; Um sistema RAID pode ser mais barato que um dispositivo de armazenamento mais sofisticado e, ao mesmo tempo, oferecer praticamente os mesmos resultados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>N\u00edveis de RAID<\/h2>\n<p>Para que um sistema RAID seja criado, \u00e9 necess\u00e1rio utilizar pelo menos dois HDs (ou SSDs). Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso: \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m definir o\u00a0<em>n\u00edvel de RAID do sistema<\/em>. Cada n\u00edvel possui caracter\u00edsticas distintas justamente para atender \u00e0s mais variadas necessidades. A seguir, os n\u00edveis mais comuns:<\/p>\n<h3 id=\"raid0\">RAID 0 (zero)<\/h3>\n<p>Tamb\u00e9m conhecido como\u00a0<em>striping<\/em>\u00a0(fracionamento), o n\u00edvel\u00a0<strong>RAID 0<\/strong>\u00a0\u00e9 aquele onde os dados s\u00e3o divididos em pequenos segmentos e distribu\u00eddos entre os discos. Trata-se de um n\u00edvel que n\u00e3o oferece prote\u00e7\u00e3o contra falhas, j\u00e1 que nele n\u00e3o existe redund\u00e2ncia. Isso significa que uma falha em qualquer um dos discos pode ocasionar perda de informa\u00e7\u00f5es para o sistema todo, especialmente porque &#8220;peda\u00e7os&#8221; do mesmo arquivo podem ficar armazenados em discos diferentes.<\/p>\n<p>O foco do RAID 0 acaba sendo o desempenho, uma vez que o sistema praticamente soma a velocidade de transmiss\u00e3o de dados de cada unidade. Assim, pelo menos teoricamente, quanto mais discos houver no sistema, maior \u00e9 a sua taxa de transfer\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil entender o porqu\u00ea: como os dados s\u00e3o divididos, cada parte de um arquivo \u00e9 gravada em unidades diferentes ao mesmo tempo. Se este processo acontecesse apenas em um \u00fanico HD, a grava\u00e7\u00e3o seria uma pouco mais lenta, j\u00e1 que teria que ser feita sequencialmente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" title=\"RAID 0\" src=\"https:\/\/www.infowester.com\/img_art\/raid0.jpg\" alt=\"RAID 0\" \/><\/p>\n<p>Por ter estas caracter\u00edsticas, o RAID 0 \u00e9 muito utilizado em aplica\u00e7\u00f5es que lidam com grandes volumes de dados e n\u00e3o podem apresentar lentid\u00e3o, como tratamento de imagens e edi\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos.<\/p>\n<h3 id=\"raid1\">RAID 1<\/h3>\n<p>O\u00a0<strong>RAID 1<\/strong>\u00a0\u00e9, provavelmente, o modelo mais conhecido. Nele, uma unidade &#8220;duplica&#8221; a outra, isto \u00e9, faz uma &#8220;c\u00f3pia&#8221; da primeira, raz\u00e3o pela qual o n\u00edvel tamb\u00e9m \u00e9 conhecido como\u00a0<em>mirroring<\/em>(espelhamento). Com isso, se o disco principal falhar, os dados podem ser recuperados imediatamente porque existe c\u00f3pias no outro.<\/p>\n<p>Perceba que, por conta desta caracter\u00edstica, sistemas RAID 1 devem funcionar em pares, de forma que uma unidade sempre tenha um &#8220;clone&#8221;. Na pr\u00e1tica, isso significa que um sistema RAID composto por dois HDs com 500 GB cada ter\u00e1 justamente esta capacidade, em vez de 1 TB.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" title=\"RAID 1\" src=\"https:\/\/www.infowester.com\/img_art\/raid1.jpg\" alt=\"RAID 1\" \/><\/p>\n<p>O n\u00edvel RAID 1 \u00e9 claramente focado na prote\u00e7\u00e3o dos dados, ou seja, n\u00e3o torna o acesso mais r\u00e1pido. Na verdade, pode at\u00e9 ocorrer uma ligeira perda de desempenho, uma vez que o processo de grava\u00e7\u00e3o acaba tendo que acontecer duas vezes, uma em cada unidade.<\/p>\n<p>\u00c9 importante observar, no entanto, que o uso de RAID 1 n\u00e3o dispensa solu\u00e7\u00f5es de\u00a0backup. Como a duplica\u00e7\u00e3o dos dados \u00e9 feita praticamente em tempo real, significa que se uma informa\u00e7\u00e3o indevida for gravada na primeira unidade (como um\u00a0v\u00edrus) ou se um arquivo importante for apagado por engano, o mesmo acontecer\u00e1 no segundo disco. Por isso, RAID 1 se mostra mais adequado para proteger o sistema de falhas &#8220;f\u00edsicas&#8221; das unidades.<\/p>\n<h3 id=\"raid01\">RAID 0+1 e RAID 10<\/h3>\n<p>Tal como voc\u00ea j\u00e1 deve ter imaginado, o n\u00edvel\u00a0<strong>RAID 0+1<\/strong>\u00a0\u00e9 um sistema &#8220;h\u00edbrido&#8221; (<em>hybrid RAID<\/em>), ou seja, que combina RAID 0 com RAID 1. Para isso, o sistema precisa ter pelo menos quatro unidades de armazenamento, duas para cada n\u00edvel. Assim, tem-se uma solu\u00e7\u00e3o RAID que considera tanto o aspecto do desempenho quanto o da redund\u00e2ncia.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" title=\"RAID 0+1\" src=\"https:\/\/www.infowester.com\/img_art\/raid01.jpg\" alt=\"RAID 0+1\" \/><\/p>\n<p>H\u00e1 uma varia\u00e7\u00e3o chamada\u00a0<strong>RAID 10<\/strong>\u00a0(ou\u00a0<strong>RAID 1+0<\/strong>) de funcionamento semelhante. A diferen\u00e7a essencial \u00e9 que, no RAID 0+1, o sistema se transforma em RAID 0 em caso de falha; no RAID 1+0, o sistema assume o n\u00edvel RAID 1.<\/p>\n<h3 id=\"raid5\">RAID 5<\/h3>\n<p>O\u00a0<strong>RAID 5<\/strong>\u00a0\u00e9 outro n\u00edvel bastante conhecido. Nele, o aspecto da redund\u00e2ncia tamb\u00e9m \u00e9 considerado, mas de maneira diferente: em vez de existir uma unidade de armazenamento inteira como r\u00e9plica, os pr\u00f3prios discos servem de prote\u00e7\u00e3o. Deste modo, pode-se inclusive montar o sistema com quantidade \u00edmpar de unidades. Mas, como isso \u00e9 poss\u00edvel? Com o uso de um esquema de\u00a0<em>paridade<\/em>.<\/p>\n<p>Neste m\u00e9todo de prote\u00e7\u00e3o, os dados s\u00e3o divididos em pequenos blocos. Cada um deles recebe um\u00a0bit\u00a0adicional &#8211; o bit de paridade &#8211; de acordo com a seguinte regra: se a quantidade de bits &#8216;1&#8217; do bloco for par, seu bit de paridade \u00e9 &#8216;0&#8217;; se a quantidade de bits &#8216;1&#8217; for \u00edmpar, o bit de paridade \u00e9 &#8216;1&#8217;.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es de paridade &#8211; assim como os pr\u00f3prios dados &#8211; s\u00e3o distribu\u00eddas entre todos os discos do sistema. Via de regra, o espa\u00e7o destinado \u00e0 paridade \u00e9 equivalente ao tamanho de um dos discos. Assim, um array formado por tr\u00eas HDs de 500 GB ter\u00e1 1 TB para armazenamento e 500 GB para paridade.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, se em uma tarefa de verifica\u00e7\u00e3o o sistema constatar, por exemplo, que o bit de paridade de um bloco \u00e9 &#8216;1&#8217;, mas ali h\u00e1 uma quantidade par de bits, percebe que h\u00e1 um erro. Se houver apenas um bit com problema e se o sistema conseguir identific\u00e1-lo, conseguir\u00e1 substitu\u00ed-lo imediatamente. A restaura\u00e7\u00e3o dos dados poder\u00e1 ser feita inclusive depois de o HD ter sido trocado.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" title=\"RAID 5\" src=\"https:\/\/www.infowester.com\/img_art\/raid5.jpg\" alt=\"RAID 5\" \/><\/p>\n<p>Como exemplo, imagine um bloco de dados com os bits &#8216;110X&#8217; e paridade &#8216;1&#8217;. O X indica um bit perdido, mas ser\u00e1 que ele \u00e9 &#8216;0&#8217; ou &#8216;1&#8217;? Como a paridade \u00e9 &#8216;1&#8217;, significa que o bloco \u00e9 composto por quantidade \u00edmpar de bits &#8216;1&#8217;. Logo, se X fosse &#8216;0&#8217;, a paridade tamb\u00e9m deveria ser &#8216;0&#8217;, pois ali existiria quantidade par de bits &#8216;1&#8217;. Isso significa que o bit X s\u00f3 pode ser &#8216;1&#8217;.<\/p>\n<p>Durante a substitui\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel manter o sistema em funcionamento, principalmente com o uso de equipamentos que suportam\u00a0<em>hot-swaping<\/em>, ou seja, a troca de componentes sem necessidade de desligamento do computador. Isso \u00e9 poss\u00edvel porque os dados s\u00e3o distribu\u00eddos entre todos os discos. Caso um falhe, o esquema de paridade permite recuperar os dados a partir das informa\u00e7\u00f5es existentes nas demais unidades.<\/p>\n<h3 id=\"raid6\">RAID 6<\/h3>\n<p>O RAID 5 \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o bastante interessante para sistemas que precisam aliar redund\u00e2ncia com custos (relativamente) baixos, mas tem uma limita\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel: consegue proteger o sistema se apenas um disco apresentar falha.<\/p>\n<p>Uma maneira de lidar com isso \u00e9 acrescentando um recurso de nome\u00a0<em>hot-spare<\/em>\u00a0ao sistema. Trata-se de um esquema onde um ou mais discos s\u00e3o acrescentados para ficar de reserva, entrando em a\u00e7\u00e3o t\u00e3o logo uma unidade apresente problemas.<\/p>\n<p>Outra alternativa interessante \u00e9 o uso de\u00a0<strong>RAID 6<\/strong>. Trata-se de uma especifica\u00e7\u00e3o mais recente e parecida com o RAID 5, mas com uma importante diferen\u00e7a: trabalha com dois bits de paridade. Com isso, \u00e9 poss\u00edvel oferecer redund\u00e2ncia para at\u00e9 dois HDs no sistema, em vez de apenas um.<\/p>\n<h3>RAID 2, 3 e 4<\/h3>\n<p>Os n\u00edveis de RAID mostrados at\u00e9 agora s\u00e3o os mais utilizados, mas h\u00e1 alguns menos conhecidos, entre eles, RAID 2, RAID 3 e RAID 4:<\/p>\n<h4 id=\"raid2\">RAID 2<\/h4>\n<p>RAID \u00e9 um tipo de solu\u00e7\u00e3o de armazenamento que surgiu no final dos anos 1980. Naquela \u00e9poca e nos anos seguintes, os HDs n\u00e3o tinham o mesmo padr\u00e3o de confiabilidade que t\u00eam hoje. Por este motivo, foi criado o\u00a0<strong>RAID 2<\/strong>. Ele \u00e9, at\u00e9 certo ponto, parecido com o RAID 0, mas conta com um mecanismo de detec\u00e7\u00e3o de falhas do tipo ECC (<em>Error Correcting Code<\/em>). Hoje, este n\u00edvel quase n\u00e3o \u00e9 mais utilizado, uma vez que praticamente todos os HDs contam com o referido recurso.<\/p>\n<h4 id=\"raid3\">RAID 3<\/h4>\n<p>Este \u00e9 um n\u00edvel parecido com o RAID 5 por utilizar paridade. A principal diferen\u00e7a \u00e9 que o RAID 3 reserva uma unidade de armazenamento apenas para guardar as informa\u00e7\u00f5es de paridade, raz\u00e3o pela qual s\u00e3o necess\u00e1rios pelo menos tr\u00eas discos para montar o sistema. Este n\u00edvel tamb\u00e9m pode apresentar maior complexidade de implementa\u00e7\u00e3o pelo fato de as opera\u00e7\u00f5es de escrita e leitura de dados considerarem todos os discos em vez de trat\u00e1-los individualmente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" title=\"RAID 3\" src=\"https:\/\/www.infowester.com\/img_art\/raid3.jpg\" alt=\"RAID 3\" \/><\/p>\n<h4 id=\"raid4\">RAID 4<\/h4>\n<p>O RAID 4 tamb\u00e9m utiliza o esquema de paridade, tendo funcionamento similar ao RAID 3, com o diferencial de dividir os dados em blocos maiores e de oferecer acesso individual a cada disco do sistema.<\/p>\n<p>Este n\u00edvel pode apresentar algum comprometimento de desempenho, pois toda e qualquer opera\u00e7\u00e3o de grava\u00e7\u00e3o exige atualiza\u00e7\u00e3o na unidade de paridade. Por este motivo, seu uso \u00e9 mais indicado em sistemas que priorizam a leitura de dados, ou seja, que realizam muito mais consultas do que grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3 id=\"jbod\">JBOD (Just a Bunch Of Disks)<\/h3>\n<p>Quando o assunto \u00e9 RAID, voc\u00ea tamb\u00e9m pode ouvir falar de\u00a0<strong>JBOD<\/strong>, sigla para\u00a0<em>Just a Bunch Of Disks<\/em>(algo como &#8220;Apenas um Conjunto de Discos&#8221;). N\u00e3o se trata de um n\u00edvel de RAID, mas sim de um m\u00e9todo que simplesmente permite o uso em conjunto de dois ou mais HDs (independente de sua capacidade) de forma a fazer com que o sistema operacional enxergue o arranjo como uma \u00fanica unidade l\u00f3gica.<\/p>\n<p>De fato, JBOD \u00e9 semelhante ao RAID, mas n\u00e3o possui foco em desempenho ou redund\u00e2ncia, considerando apenas o aumento da capacidade de armazenamento. Aqui, os dados s\u00e3o simplesmente gravados e, quando um disco fica lotado, a opera\u00e7\u00e3o continua no outro. Desta forma, se um HD sofrer danos, os dados existentes nos demais n\u00e3o s\u00e3o prejudicados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 id=\"implementacao\">Implementa\u00e7\u00e3o de RAID<\/h2>\n<p>Antigamente, montar sistemas RAID n\u00e3o era uma tarefa das mais simples e seu uso normalmente se limitava a servidores. Hoje, no entanto, \u00e9 poss\u00edvel implement\u00e1-los at\u00e9 mesmo em computadores pessoais, mesmo porque praticamente qualquer sistema operacional moderno (Windows, Linux, Mac OS X, entre outros) suporta este recurso.<\/p>\n<p>A maneira mais f\u00e1cil de fazer isso \u00e9 adquirindo uma placa-m\u00e3e que conta com uma controladora RAID. Em poucas palavras, este dispositivo, que pode funcionar com interfaces\u00a0PATA,\u00a0SATA\u00a0ou\u00a0SCSI, identifica as unidades de armazenamento conectadas e as fazem trabalhar como um sistema RAID. Sua configura\u00e7\u00e3o geralmente \u00e9 feita a partir do setup do BIOS, embora algum software de controle possa ser fornecido para funcionar no sistema operacional.<\/p>\n<p>Se a placa-m\u00e3e n\u00e3o possuir controladora RAID, \u00e9 poss\u00edvel adicionar placas que acrescentam esta fun\u00e7\u00e3o. Estes dispositivos normalmente podem ser encontrados utilizando interface PCI ou\u00a0PCI Express. A placa abaixo \u00e9 um exemplo. Ela \u00e9 conectada ao computador por meio de um slot PCI Express e possui quatro conectores SATA. S\u00e3o neles que os HDs (ou SSDs) que far\u00e3o parte do sistema RAID dever\u00e3o ser ligados:<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" title=\"Placa HighPoint RocketRAID 2320: com PCI Express e portas SATA\" src=\"https:\/\/www.infowester.com\/img_art\/placa_raid.jpg\" alt=\"Placa HighPoint RocketRAID 2320: com PCI Express e portas SATA\" \/><br \/>\n<small>Placa HighPoint RocketRAID 2320: com PCI Express e portas SATA<\/small><\/p>\n<p>Um sistema RAID tamb\u00e9m pode ser implementado via software, sem a necessidade de controladoras. Nestes casos, o gerenciamento todo \u00e9 feito a partir do sistema operacional, portanto, \u00e9 necess\u00e1rio contar com uma boa configura\u00e7\u00e3o de hardware para que o computador n\u00e3o fique sobrecarregado.<\/p>\n<p>Uma observa\u00e7\u00e3o importante: nas placas-m\u00e3e, \u00e9 comum encontrar controladoras RAID que, na verdade, misturam recursos de software dispon\u00edveis a partir do sistema operacional com algumas funcionalidades que podem ser ativadas via BIOS. Nestes casos, o desempenho do sistema RAID costuma ser inferior em compara\u00e7\u00e3o ao que pode ser oferecido por uma controladora &#8220;de verdade&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Finalizando<\/h2>\n<p>RAID n\u00e3o \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o nova. Surgiu em 1987 pelas m\u00e3os de\u00a0<em>David Patterson<\/em>,\u00a0<em>Garth Gibson<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Randy Katz<\/em>, na \u00e9poca, pesquisadores da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos. A d\u00favida que fica no ar \u00e9: uma tecnologia com tanto tempo de exist\u00eancia ainda tem utilidade nos dias de hoje? A resposta \u00e9 um sonoro SIM.<\/p>\n<p>Utilizar RAID hoje pode ser muito mais vantajoso do que a anos atr\u00e1s. Primeiro porque os custos diminu\u00edram. Antigamente s\u00f3 era poss\u00edvel fazer RAID com unidades SCSI (mais caras), por exemplo. Atualmente, controladoras RAID s\u00e3o um pouco mais baratas, compat\u00edveis com v\u00e1rias interfaces e de implementa\u00e7\u00e3o relativamente simples.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, hoje h\u00e1 muito mais aplica\u00e7\u00f5es que se beneficiam deste tipo de sistema. Logo, mesmo com o surgimento de novas tecnologias de armazenamento de dados, ouviremos falar de RAID ainda por um longo tempo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o Mais do que simplesmente guardar dados, solu\u00e7\u00f5es de armazenamento devem fornecer acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o de maneira eficiente, em tempo h\u00e1bil e, dependendo do caso, oferecendo algum tipo de prote\u00e7\u00e3o contra falhas. \u00c9 neste ponto que os sistemas\u00a0RAID\u00a0(Redundant Array of Independent Disks) entram em a\u00e7\u00e3o. Nas pr\u00f3ximas linhas, o InfoWester explicar\u00e1 o que \u00e9 RAID [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[42,439,495,271,127],"tags":[53,1123,1122,52,1121,242],"class_list":["post-4352","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-leitura-recomendada","category-midia","category-profissional-de-ti","category-seguranca-2","category-sistemas-de-armazenamento","tag-array","tag-disks","tag-of-independent","tag-raid","tag-redundant","tag-sistemas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.clusterweb.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4352","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.clusterweb.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.clusterweb.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.clusterweb.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.clusterweb.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4352"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.clusterweb.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4352\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4353,"href":"https:\/\/blog.clusterweb.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4352\/revisions\/4353"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.clusterweb.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4352"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.clusterweb.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4352"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.clusterweb.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4352"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}