{"id":686,"date":"2014-03-05T03:26:47","date_gmt":"2014-03-05T06:26:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.viazap.com.br\/?p=686"},"modified":"2014-03-05T03:26:47","modified_gmt":"2014-03-05T06:26:47","slug":"criando-servidor-de-arquivos-gnulinux-com-raid-virtual-e-dfs-em-rede-windows","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.clusterweb.com.br\/?p=686","title":{"rendered":"Criando servidor de arquivos GNU\/Linux com RAID virtual e DFS em rede Windows"},"content":{"rendered":"<table width=\"100%\" border=\"0\" cellspacing=\"3\" cellpadding=\"3\">\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"2\"><b>Introdu\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<div>Evidente, que estas configura\u00e7\u00f5es funcionaram para mim, e espero que auxilie a outros, entretanto (como \u00e9 de praxe salientar), eu n\u00e3o me responsabilizo por poss\u00edveis problemas que possam surgir ao utiliz\u00e1-lo.<\/p>\n<p>O sistema operacional utilizado foi o\u00a0<em>Ubuntu Server 12.04.3 x64<\/em>\u00a0e o Hardware foi um computador comum Duo Core com 1 GB de RAM, 1 slot IDE (PATA), 4 slots SATA, comunica\u00e7\u00e3o de rede onboard Ethernet e acesso \u00e0 Internet.<\/p>\n<p>O slot PATA foi particularmente interessante, pois ainda \u00e9 comum encontrar placas-m\u00e3e com ela. Como eu possu\u00eda um HD PATA de 160 GB novo (por assim dizer), aproveitei e o utilizei no sistema operacional. Conectei dois HDs SATA iguais de 500 GB para o RAID e servir para armazenar os dados disponibilizados na rede.<\/p>\n<p>Assim, me restaram mais dois slots SATA livres para um upgrade de outro array RAID1, se eu precisar.<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de um HD exclusivo para o sistema operacional n\u00e3o \u00e9 uma regra, mas, \u00e9 uma boa pr\u00e1tica. Mesmo se eu n\u00e3o tivesse o HD PATA, teria adicionado outro HD SATA dedicado ao sistema operacional ou, pensaria em solu\u00e7\u00f5es alternativas, como instalar o Ubuntu Server em um Disk-on-key, em vez de um HD.<\/p>\n<p>Instalei o Ubuntu sem adicionar nenhum pacote extra com o SSH, LAMP, etc. A instala\u00e7\u00e3o do Ubuntu, n\u00e3o ser\u00e1 abordada no texto.<\/p>\n<p>Para a edi\u00e7\u00e3o dos arquivos de configura\u00e7\u00e3o, utilizei o editor de texto\u00a0<em>nano<\/em>, mas n\u00e3o tente usar outro editor como\u00a0<em>Vi<\/em>\u00a0ou\u00a0<em>Emacs<\/em>, pois as configura\u00e7\u00f5es n\u00e3o ir\u00e3o funcionar. \ud83d\ude09<\/p>\n<p>Vale ressaltar, que todos os comandos listados abaixo precisaram de direitos de administrador ou root.\u00a0<!--more--><\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\"><b>RAID<\/b><\/p>\n<div>\n<h1>Criando o RAID virtual<\/h1>\n<p>Instale o gerenciador de RAID virtual, com o seguinte comando:<\/p>\n<p><strong># apt-get install mdadm<\/strong><\/p>\n<p>Durante a instala\u00e7\u00e3o, opte por\u00a0<span>No Configuration<\/span>\u00a0para Postfix. O arquivo de configura\u00e7\u00e3o\u00a0<span>mdadm.conf<\/span>, est\u00e1 localizado em\u00a0<span>\/etc\/mdadm<\/span>\u00a0no Debian\/Ubuntu ou, no\u00a0<span>\/etc<\/span>\u00a0em distribui\u00e7\u00f5es n\u00e3o baseadas no Debian.<\/p>\n<p>Criaremos agora, um array (disco virtual que ser\u00e1 refer\u00eancia para o RAID) em que os dois discos ser\u00e3o vinculados:<\/p>\n<p><strong># mdadm &#8211;create &#8211;verbose \/dev\/md0 &#8211;level=1 -n2 \/dev\/sdX1 \/dev\/sdZ1<br \/>\n# mdadm &#8211;detail &#8211;scan &gt;&gt; \/etc\/mdadm\/mdadm.conf<\/strong><\/p>\n<p>As referencias\u00a0<span>\/dev\/sdX1<\/span>\u00a0e\u00a0<span>\/dev\/sdZ1<\/span>\u00a0s\u00e3o para os discos SATA, onde\u00a0<span>sdX1<\/span>\u00a0e\u00a0<span>sdZ1<\/span>, geralmente, correspondem a\u00a0<span>sdb1<\/span>\u00a0e\u00a0<span>sdc1<\/span>. (voc\u00ea poder verificar os dispositivos conectados ao computador atrav\u00e9s do comando:\u00a0<span>fdisk -l<\/span>)<\/p>\n<p>Ao executar este dois comandos acima (<span>mdadm<\/span>), ser\u00e3o criadas a refer\u00eancia ao RAID virtual\u00a0<span>\/dev\/md0<\/span>\u00a0(primeiro comando) e suas configura\u00e7\u00f5es ser\u00e3o guardadas no arquivo de configura\u00e7\u00f5es de RAID virtual (segundo comando).<\/p>\n<p>Para verificar se est\u00e1 tudo funcionando corretamente, execute o comando:<\/p>\n<p><strong>$ cat \/proc\/mdstat<\/strong><\/p>\n<p>Obs.: para este comando, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio direitos de administrador.<\/p>\n<p>Deve aparecer algo semelhante \u00e0s linhas abaixo:<\/p>\n<blockquote><p>Personalities : [linear] [multipath] [raid0] [raid1] [raid6] [raid5] [raid4] [raid10]<br \/>\nmd127 : active raid1 sdb1[0] sdc1[1]<br \/>\n488253248 blocks super 1.2 [2\/2] [UU]<\/p><\/blockquote>\n<p>O\u00a0<span>[UU]<\/span>, indica que os discos est\u00e3o ativos no RAID. Veja no final deste tutorial, outras dicas de gerenciamento do RAID.<\/p>\n<h1>Formatando o RAID<\/h1>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel utilizar qualquer sistema de arquivos para o RAID. Eu utilizei o XFS, por ser um sistema de arquivos antigo (1994), est\u00e1vel, robusto e muito bom para leitura de dados, que \u00e9 a minha necessidade. Entretanto, voc\u00ea pode utilizar o formato padr\u00e3o do Ubuntu (ext4) ou, at\u00e9 mesmo o NTFS do Windows.<\/p>\n<p>Para quem decidiu pelo XFS, como eu, instale os pacotes\u00a0<span>xfsprogs<\/span>\u00a0e\u00a0<span>xfsdump<\/span>:<\/p>\n<p><strong># apt-get install xfsprogs xfsdump<\/strong><\/p>\n<p>Em seguida, execute o seguinte comando para formatar o RAID virtual:<\/p>\n<p><strong># mkfs.xfs -f \/dev\/md0<\/strong><\/p>\n<p>Caso prefira o formato ext4, simplesmente utilize o comando:<\/p>\n<p><strong># mkfs.ext4 \/dev\/md0<\/strong><\/p>\n<p>Eu, realmente, n\u00e3o encontrei nenhuma vantagem em utilizar NTFS, mas se voc\u00ea o preferir, poder\u00e1 formatar o RAID com este sistema de arquivos, com o comando:<\/p>\n<p><strong># mkntfs \/dev\/md0<\/strong><\/p>\n<p>Veja mais dicas no final do texto, sobre tratamento de HDs.<\/p>\n<h1>Montando o RAID<\/h1>\n<p>Precisamos de um diret\u00f3rio para a montagem do RAID. Crie um no diret\u00f3rio em\u00a0<span>\/mnt<\/span>, como no exemplo abaixo:<\/p>\n<p><strong># mkdir \/mnt\/raid_a<\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea precisar\u00e1 do n\u00famero de identifica\u00e7\u00e3o do RAID para acrescentarmos no\u00a0<span>\/etc\/fstab<\/span>. Para isso, execute o seguinte comando:<\/p>\n<p><strong># blkid<\/strong><br \/>\nOu:<br \/>\n<strong># ls -l \/dev\/disk\/by-uuid\/<\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea deve copiar o c\u00f3digo ID referenciado por\u00a0<span>&#8230;\/md0<\/span>.<\/p>\n<p>Caso tenha formatado o RAID virtual como XFS, voc\u00ea encontrar\u00e1 um ID no seguinte formato:<\/p>\n<div>XXXXXXXX-XXXX-XXXX-XXXX-XXXXXXXXXXXX<\/div>\n<p>Caso tenha formatado o RAID virtual como NTFS, voc\u00ea encontrar\u00e1 um ID no formato:<\/p>\n<div>XXXXXXXXXXXX<\/div>\n<p>* Aten\u00e7\u00e3o: eu executei este comando ap\u00f3s o rein\u00edcio do computador. E a refer\u00eancia do c\u00f3digo ID mudou de\u00a0<span>&#8230;\/md0<\/span>\u00a0para\u00a0<span>&#8230;\/md127<\/span>. N\u00e3o encontrei nenhuma explica\u00e7\u00e3o para tal fato, entretanto, isso n\u00e3o altera em nada os pr\u00f3ximos passos.<\/p>\n<p>Outro fato interessante, \u00e9 que, mesmo formatando RAID virtual (\/dev\/md0) como XFS, os discos continuaram com o seu formato original (NTFS), entretanto, isso n\u00e3o afetou o funcionamento do RAID.<\/p>\n<p>Execute o comando\u00a0<span>fdisk -l<\/span>, para verificar todos os detalhes dos dispositivos.<\/p>\n<p>Agora, configuraremos a montagem autom\u00e1tica do RAID ap\u00f3s o boot do sistema. Para isso, edite o arquivo\u00a0<span>\/etc\/fstab<\/span>:<\/p>\n<p><strong># nano \/etc\/fstab<\/strong><\/p>\n<p>No final do arquivo, inclua a seguinte linha para o RAID formatado como XFS\/ext4:<\/p>\n<div>UUID=XXXXXXXX-XXXX-XXXX-XXXX-XXXXXXXXXXXX\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \/mnt\/raid_a\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 xfs\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 rw 0 0<\/div>\n<p>Ou, para o RAID formatado como NTFS:<\/p>\n<div>UUID=XXXXXXXXXXXXX\u00a0\u00a0\/mnt\/raid_a ntfs-3g quiet,defaults,locale=en_US.utf8,umask=0,noexec\u00a0\u00a00\u00a0\u00a00<\/div>\n<p>Reinicie o computador e verifique se tudo funciona como devido.<\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\"><b>\u00c1rvore de diret\u00f3rios \/ Acesso remoto \/ Sincronizando hor\u00e1rio<\/b><\/p>\n<div>\n<h1>Criando a \u00e1rvore de diret\u00f3rios<\/h1>\n<p>\u00c9 uma boa pr\u00e1tica, criar um diret\u00f3rio dentro do\u00a0<span>\/mnt\/raid_a<\/span>\u00a0para abrigar os documentos que ser\u00e3o armazenados no servidor. Assim, n\u00e3o haver\u00e1 confus\u00e3o, caso queira utilizar o espa\u00e7o dispon\u00edvel nos discos do RAID para outros fins. No nosso caso, o DFS tamb\u00e9m ser\u00e1 instalado no RAID.<\/p>\n<p>Por enquanto, criaremos os seguintes diret\u00f3rios:<\/p>\n<p><strong># mkdir \/mnt\/raid_a\/ddata<br \/>\n# mkdir \/mnt\/raid_a\/dirraid<\/strong><\/p>\n<p>Caso tenha optado pelo XFS\/ext4, \u00e9 necess\u00e1rio mudar as permiss\u00f5es da pasta. Esta mudan\u00e7a n\u00e3o foi necess\u00e1ria, quando testei o RAID formatado como NTFS:<\/p>\n<p><strong># chmod 777 \/mnt\/raid_a\/ddata<\/strong><\/p>\n<p>Agora, terminarei de descrever a configura\u00e7\u00e3o do servidor. Depois, retornaremos \u00e0s pastas compartilhadas e DFS.<\/p>\n<h1>Permitindo acesso remoto ao servidor<\/h1>\n<p>O acesso remoto a servidores\u00a0<a href=\"http:\/\/www.vivaolinux.com.br\/linux\/\">GNU\/Linux<\/a>, \u00e9 bem conhecido e simples de configurar, mas, prefiro incluir todos os passos que realizei e na mesma sequ\u00eancia, para diminuir a possibilidade de falhas.<\/p>\n<p>Assim, instale o\u00a0<span>ssh-server<\/span>\u00a0da seguinte forma:<\/p>\n<p><strong># apt-get install openssh-server<\/strong><\/p>\n<p>Agora, voc\u00ea pode acessar o seu servidor atrav\u00e9s de clientes SSH como o PuTTY, ou o KiTTY.<\/p>\n<h1>Sincronizando o hor\u00e1rio com o Domain Windows<\/h1>\n<p>O servidor NTP oferece o servi\u00e7o de sincroniza\u00e7\u00e3o de data e hora, com a sua data e hora interna aos computadores da rede.<\/p>\n<p>A sincroniza\u00e7\u00e3o da data e hora \u00e9 particularmente importante em redes Windows, para que os computadores e cliente membros do Domain possam ser autenticados. Por isso os servidores Windows, quando atuam como Domain Controler (DC), geralmente s\u00e3o servidores NTP.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, \u00e9 uma boa pr\u00e1tica que todos os hosts da rede tenham como refer\u00eancia, um servidor NTP interno. Portanto, o nosso servidor ser\u00e1 sincronizado com o DC da rede.<\/p>\n<p>Instale o pacote NTP atrav\u00e9s do comando:<\/p>\n<p><strong># apt-get install ntp<\/strong><\/p>\n<p>Ajuste manualmente a data e hora do servidor em rela\u00e7\u00e3o ao Domain Controler (DC):<\/p>\n<p><strong># ntpdate -u &lt;nomedodcserver&gt;.&lt;nomedarede&gt;<\/strong><\/p>\n<p>Onde:<\/p>\n<ul>\n<li><span>&lt;nomedodcserver&gt;<\/span>\u00a0:: \u00e9 o nome do servidor atual como Domain Controler.<\/li>\n<li><span>&lt;nomedarede&gt;<\/span>\u00a0:: \u00e9 o nome do dom\u00ednio.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Editaremos o arquivo\u00a0<span>\/etc\/ntp.conf<\/span>\u00a0para que o ajuste do hor\u00e1rio seja autom\u00e1tico, da seguinte forma:<\/p>\n<p><strong># nano \/etc\/ntp.conf<\/strong><\/p>\n<p>Comente as seguintes linhas como demonstrado abaixo:<\/p>\n<div>#server 0.ubuntu.pool.ntp.org<br \/>\n#server 1.ubuntu.pool.ntp.org<br \/>\n#server 2.ubuntu.pool.ntp.org<br \/>\n#server 3.ubuntu.pool.ntp.org<\/div>\n<p>E adicione as seguintes linhas e salve as altera\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<div>server &lt;nomedodcserver&gt;.&lt;nomedarede&gt; iburst<br \/>\npeer &lt;nomedodcserver&gt;. &lt;nomedarede&gt;<\/div>\n<p>Reinicie o servi\u00e7o NTP, executando o seguinte comando:<\/p>\n<p><strong># service ntp restart<\/strong><\/p>\n<p>Para verificar se o NTP est\u00e1 devidamente configurado, execute:<\/p>\n<p><strong># ntpdc -p<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\"><b>Associando o servidor \/ Liberando login de usu\u00e1rios \/ Active Directory<\/b><\/p>\n<div>\n<h1>Associando o servidor \u00e0 rede Windows<\/h1>\n<p>Instalaremos agora, os pacotes necess\u00e1rios para que um servidor\u00a0<a href=\"http:\/\/www.vivaolinux.com.br\/linux\/\">GNU\/Linux<\/a>\u00a0possa ser um Member Server de uma rede Windows. Em seguida, realizaremos todas as configura\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que isso seja poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong># apt-get install samba winbind libpam-modules<\/strong><\/p>\n<p>Ao configurar o Samba, estaremos dando continuidade ao item 4, que falava sobre pastas compartilhadas e, em paralelo, dando continuidade \u00e0 configura\u00e7\u00e3o do servidor.<\/p>\n<p>Criamos dois diret\u00f3rios com os seguintes prop\u00f3sitos:<\/p>\n<ul>\n<li><span>\/mnt\/raid_a\/ddata<\/span>\u00a0:: pasta de dados que o servidor armazenar\u00e1.<\/li>\n<li><span>\/mnt\/raid_a\/dirraid<\/span>\u00a0:: root do DFS.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Vamos para a configura\u00e7\u00e3o do Samba Winbind. Edite o arquivo:<\/p>\n<p><strong># nano \/etc\/samba\/smb.conf<\/strong><\/p>\n<p>Como descrito a seguir:<\/p>\n<div>[global]<br \/>\nworkgroup = &lt;nome da rede Domain&gt;<br \/>\nrealm = &lt;nome da rede Domain.exten\u00e7\u00f5es&gt;<br \/>\nnetbios name = &lt;nome deste servido&gt;<br \/>\nserver string = %h server<br \/>\nsecurity = domain<br \/>\nallow trusted domains = no<br \/>\nidmap config &lt;nome da rede&gt;: default = yes<br \/>\nidmap config &lt;nome da rede&gt;: backend = rid<br \/>\nidmap config &lt;nome da rede&gt;: readonly = yes<br \/>\nidmap config &lt;nome da rede&gt;: range = 1000000-10000000<br \/>\nidmap alloc config: range = 1000000-10000000<\/p>\n<p>idmap uid = 1000000-10000000<br \/>\nidmap gid = 1000000-10000000<\/p>\n<p>template shell = \/bin\/bash<br \/>\ntemplate homedir = \/home\/%U<br \/>\nwinbind use default domain = yes<br \/>\nwinbind enum users = yes<br \/>\nwinbind enum groups = yes<br \/>\nwinbind nested groups = yes<\/p>\n<p>load printers = no<br \/>\ndomain master = no<br \/>\npreferred master = no<br \/>\ndomain logons = no<br \/>\nwins support = no<br \/>\nwins proxy = no<br \/>\ndns proxy = no<br \/>\npassword server = &lt;nome do servidor dc&gt;.&lt;nome da rede Domain.exten\u00e7\u00e3o&gt;<\/p>\n<p>[Dados]<br \/>\npath = \/mnt\/raid_a\/ddata<br \/>\ncomment = Sources files to devices<br \/>\nvfs objects = acl_xattr<br \/>\nmap acl inherit = Yes<br \/>\nstore dos attributes = Yes<br \/>\nbrowseable\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0= yes<br \/>\nvalid users\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 = @&#8221;Domain Users&#8221;<br \/>\nwrite list\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0= @&#8221;enterprise admins&#8221; @&#8221;Alfa&#8221;<\/p>\n<p>#shared home<br \/>\n[homes]<br \/>\ncomment = shared home<br \/>\nbrowseable = no<br \/>\nwritable = yes<br \/>\nread only = no<br \/>\ncreate mask = 0664<br \/>\ndirectory mask = 0775<\/p><\/div>\n<p>Modifique o arquivo\u00a0<span>\/etc\/nsswitch.conf<\/span>, para que as linhas fiquem desta forma:<\/p>\n<div>passwd: compat winbind<br \/>\ngroup:\u00a0\u00a0compat winbind<br \/>\nshadow: compat winbind<\/div>\n<p>Reinicie os servi\u00e7os do Samba e do Winbind:<\/p>\n<p><strong># service smbd start<br \/>\n# service winbind start<\/strong><\/p>\n<p>Ingressaremos no dom\u00ednio (Windows Group Management) com o comando:<\/p>\n<p><strong># net rpc join member -U &lt;Domain Administrator&gt;<\/strong><\/p>\n<p>Ser\u00e1 solicitada a senha da conta\u00a0<span>&lt;Domain Adminstrator&gt;<\/span>.<br \/>\nCaso ocorra algum problema, adicione o par\u00e2metro:\u00a0<span>-S &lt; nomedodcserver&gt;<\/span><\/p>\n<h1>Liberando login de usu\u00e1rios do Domain ao servidor<\/h1>\n<p>Instale o Kerberos, usando o comando:<\/p>\n<p><strong># apt-get install krb5-user libkrb53<\/strong><\/p>\n<p>Agora, ser\u00e1 descrita uma lista de arquivos que ser\u00e3o editados. Os coment\u00e1rios ser\u00e3o suprimidos, para uma melhor visualiza\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><strong># nano \/etc\/pam.d\/common-account<\/strong>\u00a0\u00a0# O Winbind configura automaticamente, mas conv\u00e9m verificar.<\/p>\n<div>account [success=2 new_authtok_reqd=done default=ignore]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0pam_unix.so<br \/>\naccount [success=1 new_authtok_reqd=done default=ignore]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0pam_winbind.so<br \/>\naccount requisite\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0pam_deny.so<br \/>\naccount required\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0pam_permit.so<\/div>\n<p><strong># nano \/etc\/pam.d\/common-auth<\/strong>\u00a0\u00a0# O Winbind configura automaticamente, mas conv\u00e9m verificar.<\/p>\n<div>auth\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[success=2 default=ignore]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0pam_unix.so nullok_secure<br \/>\nauth\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0[success=1 default=ignore]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0pam_winbind.so krb5_auth krb5_ccache_type=FILE cached_login try_first_pass<br \/>\nauth\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0requisite\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0pam_deny.so<br \/>\nauth\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0required\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0pam_permit.so<\/div>\n<p><strong># nano \/etc\/pam.d\/common-session<\/strong><\/p>\n<div>session [default=1]\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0pam_permit.so<br \/>\nsession requisite\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0pam_deny.so<br \/>\nsession required\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0pam_permit.so<br \/>\nsession optional\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0pam_umask.so<br \/>\nsession required\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0pam_unix.so<br \/>\nsession required\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0pam_mkhomedir.so skel=\/etc\/skel\/ umask=0022<br \/>\nsession optional\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0pam_winbind.so<\/div>\n<p>Ao final reinicie o servidor.<\/p>\n<h1>Associando o servidor ao Active Directory<\/h1>\n<p>Para adicionar o servidor GNU\/Linux ao Active Directory, execute o comando a seguir:<\/p>\n<p><strong># net ads join -U &lt;administrator do domain&gt;<\/strong><\/p>\n<p>Um texto parecido com o seguinte, ser\u00e1 mostrado:<\/p>\n<blockquote><p><em>Joined &#8216;FILESERVERNAME&#8217; to realm &#8216;exemple.local&#8217;<br \/>\nNo DNS domain configured for datdserver. Unable to perform DNS Update.<br \/>\nDNS update failed!<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Para verificar se est\u00e1 tudo OK, use o comando abaixo:<\/p>\n<p><strong># wbinfo -t<\/strong><\/p>\n<p>O seguinte texto deve ser retornado:<\/p>\n<blockquote><p><em>Checking the trust secret for domain DOMAINAME via RPC calls succeeded<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Outros comandos interessantes, que podem ser utilizados para verificar se o servidor est\u00e1 integrado ao Domain, s\u00e3o:<\/p>\n<p><strong># wbinfo -u<br \/>\n# wbinfo -b<\/strong><\/p>\n<p>Lista os usu\u00e1rios e grupos dos Domain. Um outro comando que pode ser utilizado para testar referenciando semente a um usu\u00e1rio, \u00e9:<\/p>\n<p><strong># wbinfo -a DOAMINAME\\\\user%&#8217;password&#8217;<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\"><b>Permiss\u00e3o de usu\u00e1rios \/ DFS \/ SSH \/ Firewall<\/b><\/p>\n<div>\n<h1>Permitindo que usu\u00e1rios do Domain atuem como root do servidor<\/h1>\n<p>Para isso, basta alterar o arquivo\u00a0<span>\/etc\/sudoers<\/span>\u00a0e acrescentar as seguintes linhas:<\/p>\n<div>root\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0ALL=(ALL:ALL) ALL<br \/>\n&lt;usu\u00e1rio&gt;\u00a0\u00a0 ALL=(ALL:ALL) ALL<\/div>\n<h1>Configurando o DFS<\/h1>\n<p>Para que as pastas compartilhadas pelo Samba possam ser referenciadas pelo servi\u00e7o DFS do Windows, \u00e9 necess\u00e1rio ativar este servi\u00e7o no Samba. Para isso, adicione a seguinte linha no final do bloco [global] do\u00a0<span>\/etc\/samba\/smb.conf<\/span>:<\/p>\n<div>host msdfs = yes<\/div>\n<p>Se a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 possibilitar ao servidor\u00a0<a href=\"http:\/\/www.vivaolinux.com.br\/linux\/\">GNU\/Linux<\/a>\u00a0agir como DFS, como no meu caso, ent\u00e3o, crie a pasta que servir\u00e1 de pasta raiz do DFS.<\/p>\n<p>Como mencionado no in\u00edcio do tutorial, eu utilizarei o RAID para armazenar esta pasta raiz:<\/p>\n<p><strong># mkdir \/mnt\/raid_a\/dfsroot<br \/>\n# chmod 755 \/mnt\/raid_a\/dfsroot<\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea pode escolher qualquer outro nome, al\u00e9m de\u00a0<span>dfsroot<\/span>.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o bloco [global], adicione as seguintes linhas para definir o diret\u00f3rio raiz do DFS:<\/p>\n<div>[dfsroot]<br \/>\npath = \/mnt\/raid_a\/dfsroot<br \/>\nvalid users\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 = @&#8221;Domain Users&#8221;<br \/>\nwrite list\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0= @&#8221;enterprise admins&#8221;<br \/>\nmsdfs root = yes<\/div>\n<p>Agora, criaremos os links necess\u00e1rios para serem disponibilizados pelo DFS.<\/p>\n<p>O primeiro link, ser\u00e1 para o diret\u00f3rio\u00a0<span>Dados<\/span>, que disponibilizamos anteriormente.<\/p>\n<p>Mas, existe uma ressalva, se digitarmos o caminho\u00a0<span>\\\\seuserv\\Dados<\/span>, este ser\u00e1 vis\u00edvel. Ap\u00f3s criarmos o link no DFS, poderemos acessar a mesma pasta atrav\u00e9s do caminho\u00a0<span>\\\\seuserv\\dfsroot\\Dados<\/span>.<\/p>\n<p>Do meu ponto de vista, isso n\u00e3o \u00e9 elegante. Ent\u00e3o, para solucionar esta situa\u00e7\u00e3o, podemos tornar a pasta\u00a0<span>\\\\seuserv\\Dados<\/span>\u00a0invis\u00edvel, acrescentando o sinal\u00a0<span>$<\/span>\u00a0no\u00a0<span>smb.conf<\/span>, da seguinte forma:<\/p>\n<div>[Dados$]<\/div>\n<p>Ap\u00f3s os devidos ajustes, acesse a pasta\u00a0<span>\/mnt\/raid_a\/dfsroot<\/span>\u00a0e execute o seguinte comando:<\/p>\n<p><strong># ln -s msfs:seuserv\\\\Dados$ Dados<\/strong><\/p>\n<p>Como o DFS n\u00e3o tem muito sentido se n\u00e3o houver refer\u00eancias \u00e0s pastas compartilhadas em outros servidores, segue alguns exemplos de links que poder\u00e3o ser criados neste mesmo diret\u00f3rio.<\/p>\n<p>Cria uma pasta compartilhada\u00a0<span>\\\\seuserv\\dfsroot\\OutrasPastas<\/span>\u00a0em refer\u00eancia a outro servidor da rede:<\/p>\n<p><strong># ln -s msdfs:outroserv\\\\outrapasta OutrasPastas<\/strong><\/p>\n<p>Cria uma pasta compartilhada com espa\u00e7o no nome\u00a0<span>\\\\seuserv\\dfsroot\\Pasta 2<\/span>, em refer\u00eancia a uma pasta tamb\u00e9m com espa\u00e7o no nome:<\/p>\n<p><strong># ln -s &#8220;msdfs:outroserv\\\\pasta com espacos&#8221; &#8220;Pasta 2&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>* Importante: O servi\u00e7o DFS precisa estar ativo no servidor ao qual voc\u00ea fizer refer\u00eancia, tanto em servidores Windows, quanto em servidores GNU\/Linux.<\/p>\n<h1>Definindo o acesso ao servidor via SSH<\/h1>\n<p>\u00c9 muito recomendado definir que usu\u00e1rios, ou grupo de usu\u00e1rios, possuam acesso ao servidor via SSH.<\/p>\n<p>Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio alterar o arquivo\u00a0<span>\/etc\/ssh\/sshd_config<\/span>. Para definir que somente os administradores do dom\u00ednio tenham acesso a este servidor, acrescente a seguinte linha no final do arquivo:<\/p>\n<div>AllowGroups admin &#8220;domain admins&#8221;<\/div>\n<p>E, em seguida, reinicie o servi\u00e7o SSH:<\/p>\n<p><strong># service ssh restart<\/strong><\/p>\n<p>Vale ressaltar que o root (que vem desativado por padr\u00e3o no Ubuntu) e a conta administrativa criada do GNU\/Linux, n\u00e3o ter\u00e3o mais acesso ao sistema via SSH, somente pelo terminal.<\/p>\n<h1>Ativando o Firewall<\/h1>\n<p>A Canonical (empresa respons\u00e1vel pelo Ubuntu) trouxe a interface UFW (Uncomplicated Firewall), que veio para facilitar o gerenciamento do Firewall do GNU\/Linux. O UFW nada mais \u00e9 do que uma interface para o IPtables. O UFW j\u00e1 vem pr\u00e9-configurado para diversos servi\u00e7os como, por exemplo, DHCP Client, DNS Client e ICMP. O UFW vem desativado por padr\u00e3o.<\/p>\n<p>Como a nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 utiliz\u00e1-lo, ent\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio adicionar algumas regras, simples, para liberar o acesso dos servi\u00e7os do nosso servidor.<\/p>\n<p>N\u00f3s temos apenas dois servi\u00e7os que precisam ser liberados, que s\u00e3o para o SSH e Samba:<\/p>\n<p><strong># ufw allow ssh<br \/>\n# ufw allow samba<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, \u00e9 uma boa pr\u00e1tica incluir uma restri\u00e7\u00e3o aos IPs permitidos para acessar o servidor. Minha rede est\u00e1 configurada para a rede Classe C 192.168.1:<\/p>\n<p><strong># ufw allow from 192.168.1.0\/24<\/strong><\/p>\n<p>Para finalizar, ative o Firewall:<\/p>\n<p><strong># ufw enable<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\"><b>Dicas<\/b><\/p>\n<div>\n<h1>Prevenindo erro de escrita no RAID<\/h1>\n<p>Com uma falha no fornecimento de energia, existe uma pequena possibilidade de haver perda dos dados mais recentes (em cache), em especial em sistemas RAID. Nos casos mais graves, podem ocorrer uma corrup\u00e7\u00e3o do sistema de arquivos.<\/p>\n<p>Vale ressaltar, que o XFS possui seu pr\u00f3prio sistema de Write Back. Caso voc\u00ea seja paranoico (como eu), desabilite o Write Back para cada um dos HDs, com os seguintes comandos:<\/p>\n<p><strong># hdparm -W0 \/dev\/sdX<br \/>\n# hdparm -W0 \/dev\/sdZ<\/strong><\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o ao\u00a0<span>W<\/span>. Ele tem que estar em mai\u00fasculo!<\/p>\n<p>Se for mostrado algum erro, \u00e9 porque o seu HD n\u00e3o suporta o comando e nada ser\u00e1 alterado, nem nenhum dado perdido.<\/p>\n<p>Verifique se est\u00e1 tudo funcionando, com o comando:<\/p>\n<p><strong># hdparm -I \/dev\/sdX<\/strong><\/p>\n<p>Para que esta configura\u00e7\u00e3o esteja ativa no pr\u00f3ximo boot, adicione estas linhas no final do arquivo\u00a0<span>\/etc\/rc.local<\/span>, logo antes do comando\u00a0<span>exit 0<\/span>\u00a0(se ele existir):<\/p>\n<div>hdparm -W0 \/dev\/sdX<br \/>\nhdparm -W0 \/dev\/sdZ<\/div>\n<h1>Manuten\u00e7\u00e3o do RAID virtual<\/h1>\n<p>Removendo disco de um array:<\/p>\n<p><strong># mdadm &#8211;fail \/dev\/md0 \/dev\/sdX1 &#8211;remove \/dev\/sdX1<\/strong><\/p>\n<p>Adicionando um disco ao array:<\/p>\n<p><strong># mdadm &#8211;add \/dev\/md0 \/dev\/sdY1<\/strong><\/p>\n<p>Verificando o status do array:<\/p>\n<p><strong># mdadm &#8211;detail \/dev\/md0<\/strong><br \/>\nOu:<br \/>\n<strong># cat \/proc\/mdstat<\/strong><\/p>\n<p>Removendo um array:<\/p>\n<p><strong># mdadm &#8211;stop \/dev\/md0<br \/>\n# mdadm &#8211;remove \/dev\/md0<\/strong><\/p>\n<h1>&#8220;Zerando&#8221; o HD para formata\u00e7\u00e3o NTFS<\/h1>\n<p>Uma boa pr\u00e1tica \u00e9 &#8220;zerar&#8221; completamente o HD, para depois format\u00e1-lo como NTFS, assim, siga os seguintes passos para cada um deles (<span>\/dev\/sd<\/span>X e\u00a0<span>\/dev\/sdZ<\/span>):<\/p>\n<p><strong># fdisk \/dev\/sdX<\/strong><\/p>\n<p>Dicas:<\/p>\n<ul>\n<li>Clique\u00a0<span>m<\/span>, para obter uma lista de comandos poss\u00edveis.<\/li>\n<li>Clique\u00a0<span>p<\/span>, para listar as parti\u00e7\u00f5es em\u00a0<span>sdX<\/span>.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Comando (<span>m<\/span>\u00a0para ajuda):\u00a0<span>d<\/span><br \/>\nParti\u00e7\u00e3o selecionada 1<\/p>\n<p>Comando (m para ajuda):\u00a0<span>n<\/span>\u00a0Comando &#8211; a\u00e7\u00e3o<br \/>\n<span>e<\/span>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0estendida<br \/>\n<span>p<\/span>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0parti\u00e7\u00e3o primaria (1-4)<\/p>\n<p><span>p<\/span><br \/>\nNumero da parti\u00e7\u00e3o (1-4): 1<br \/>\nPrimeiro cilindro (1-121601, padr\u00e3o 1):<br \/>\nUsando valor padr\u00e3o 1<br \/>\nLast cilindro, +cilindros or +size{K,M,G} (1-121601, padr\u00e3o 121601):<br \/>\nUsando valor padr\u00e3o 121601<\/p>\n<p>Comando (m para ajuda):\u00a0<span>t<\/span><\/p>\n<p>Parti\u00e7\u00e3o selecionada 1<br \/>\nC\u00f3digo hexadecimal (digite L para listar os c\u00f3digos): 7<br \/>\nO tipo da parti\u00e7\u00e3o 1 foi alterado para 7 (HPFS ou NTFS)<\/p>\n<p>Comando (m para ajuda):\u00a0<span>w<\/span><\/p>\n<p><strong># mkntfs \/dev\/sdX1<\/strong><\/p>\n<p>Outros comandos interessantes para o gerenciamento de parti\u00e7\u00f5es NTFS em\u00a0<a href=\"http:\/\/www.vivaolinux.com.br\/linux\/\">GNU\/Linux<\/a>\u00a0s\u00e3o:<\/p>\n<p>Altera o nome da parti\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><strong># ntfslabel \/dev\/sdX1 NovoNome<\/strong><\/p>\n<p>Para corrigir erros na parti\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1ria a instala\u00e7\u00e3o do pacote\u00a0<span>ntfs-3g<\/span>, que inclusive, j\u00e1 cont\u00e9m os comandos do pacote\u00a0<span>ntfsprogs<\/span>:<\/p>\n<p><strong># apt-get install ntfs-3g<br \/>\n# ntfsfix \/dev\/sdX1<\/strong><\/p>\n<p>Pode ser necess\u00e1rio garantir ao grupo do administrador do dom\u00ednio acesso de administrador dos HDs do servidor. Para isso, execute o seguinte comando no servidor GNU\/Linux:<\/p>\n<p><strong># net rpc rights grant &#8216;nome da rede Domain\\Domain Admins&#8217; SeDiskOperatorPrivilege -U &lt;nome do administrador do dom\u00ednio&gt;<\/strong><\/p>\n<h1>Op\u00e7\u00f5es de configura\u00e7\u00e3o do XFS no fstab<\/h1>\n<p>Esta foi uma contribui\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"http:\/\/ubuntuforum-br.org\/index.php?action=profile;u=95\">Galactus<\/a>\u00a0neste\u00a0<a href=\"http:\/\/ubuntuforum-br.org\/index.php?topic=105729.0\">t\u00f3pico<\/a>\u00a0do Ubuntu F\u00f3rum:<\/p>\n<p><span>noatime<\/span>\u00a0:: os tempos de acesso dos dados n\u00e3o ser\u00e3o atualizados quando lidos, apenas quando gravados. N\u00e3o h\u00e1 risco de perda de dados com essa op\u00e7\u00e3o. Se o tempo de acesso dos dados for importante para voc\u00ea n\u00e3o use essa op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span>nodiratime<\/span>\u00a0:: os tempos de acesso dos diret\u00f3rios n\u00e3o ser\u00e3o atualizados quando lidos, apenas quando gravados. N\u00e3o h\u00e1 risco de perda de dados com essa op\u00e7\u00e3o. Se o tempo de acesso dos diret\u00f3rios for importante para voc\u00ea n\u00e3o use essa op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><span>nobarrier<\/span>\u00a0:: essa op\u00e7\u00e3o faz com que a verifica\u00e7\u00e3o dos dados entre o cache do disco e o buffer da mem\u00f3ria n\u00e3o sejam mais feitas. Com essa op\u00e7\u00e3o ativa voc\u00ea acelera a grava\u00e7\u00e3o dos dados mas existe o risco de perda de dados em uma queda de energia ou travamento do sistema, aquilo que estiver aberto pode ser perdido.<\/p>\n<p><span>logbufs<\/span>\u00a0:: diz o n\u00famero de buffers que devem ser guardados na mem\u00f3ria, esse n\u00famero varia de 2 a 8. Nos kerneis mais recentes o 8 j\u00e1 \u00e9 o padr\u00e3o. Essa op\u00e7\u00e3o ajuda muito o XFS a lidar com arquivos pequenos e aumenta o consumo de RAM. Use 8 e seja feliz!<\/p>\n<p><span>logbsize<\/span>\u00a0:: especifica o tamanho de cada buffer na mem\u00f3ria. Voc\u00ea pode especificar o tamanho em bytes ou kilobytes, o padr\u00e3o \u00e9 32k nas vers\u00f5es mais recentes do kernel. Voc\u00ea pode aumentar esse valor para 64k, 128k at\u00e9 o m\u00e1ximo de 256k. Essa op\u00e7\u00e3o ajuda muito o XFS a lidar com arquivos pequenos e aumenta o consumo de RAM. Use 256k e seja feliz!<\/p>\n<p><span>allocsize<\/span>\u00a0:: determina o tamanho final da pr\u00e9-aloca\u00e7\u00e3o do buffer de I\/O. Seu tamanho varia de 64Kib a 1Gib. Essa op\u00e7\u00e3o ajuda a diminuir a fragmenta\u00e7\u00e3o do disco e aumenta a velocidade de transfer\u00eancia de arquivos grandes. No caso do disco r\u00edgido servir apenas para arquivos grandes como imagens ISO, use 512mb, no geral 64mb est\u00e1 de bom tamanho. Voc\u00ea n\u00e3o aumenta o risco de perda de dados com essa op\u00e7\u00e3o. Na pr\u00e1tica notei que quanto maior esse n\u00famero, melhor a taxa de transfer\u00eancia, mas tamb\u00e9m o sistema fica mais &#8220;preso&#8221; a essa transfer\u00eancia, ent\u00e3o n\u00e3o abuse.<\/p>\n<p><span>delaylog<\/span>\u00a0:: atrasa a grava\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es no journal do XFS o m\u00e1ximo poss\u00edvel. S\u00e3o par\u00e2metros internos do XFS que determinar\u00e3o quando as informa\u00e7\u00f5es ser\u00e3o salvas. Essa op\u00e7\u00e3o acelera muito o XFS mas aumenta o risco de perda de dados no caso de uma queda de energia ou travamento do sistema. Note que voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 desativando o Journal, apenas atrasando a grava\u00e7\u00e3o dos dados nele. A op\u00e7\u00e3o delaylog n\u00e3o funciona em vers\u00f5es antigas do XFS ou do kernel Linux.<\/p>\n<p><span>osynciosync<\/span>\u00a0:: essa aqui \u00e9 complicada, mas resumindo, essa op\u00e7\u00e3o tem haver com uma esp\u00e9cie de garantia de que as grava\u00e7\u00f5es dos dados e metadados ocorram em sincronia com o cache do disco. Entendeu? Eu tamb\u00e9m n\u00e3o! Para piorar ainda mais, dizem que essa op\u00e7\u00e3o \u00e9 obsoleta e n\u00e3o faz mais &#8220;efeito&#8221;. Na pr\u00e1tica o que notei \u00e9 que o XFS pode ficar mais \u00e1gil com essa op\u00e7\u00e3o no fstab do que sem ela, dependendo da carga no sistema! Para quem usa kerneis mais novos, talvez o melhor seja n\u00e3o usar essa op\u00e7\u00e3o. Fa\u00e7a os seus testes e observe se ela ajuda mais que prejudica seu sistema. Ah sim, ela n\u00e3o \u00e9 indicada para quem vai ter grandes bancos de dados no disco r\u00edgido.<\/p>\n<p><span>inode64<\/span>\u00a0:: indica que o XFS pode criar inodes em qualquer lugar do sistema de arquivos, essa op\u00e7\u00e3o pode criar problemas em aplica\u00e7\u00f5es de backup que n\u00e3o podem lidar com grande n\u00famero de inodes. Essa op\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre indicada em grandes servidores de arquivos. Na pr\u00e1tica achei que aumenta a lat\u00eancia em geral para o desktop. Tamb\u00e9m notei o seguinte, ou voc\u00ea usa o inode64 ou usa o allocsize para melhor desempenho. Os dois juntos atrasaram o tempo de resposta do desktop! Eu prefiro o allocsize para desktop e o inode64 para servidores de arquivos. Fa\u00e7a os seus testes e verifique se ele \u00e9 bom pra voc\u00ea.<\/p>\n<h1>Desfragmenta\u00e7\u00e3o de parti\u00e7\u00f5es XFS<\/h1>\n<p>Mais uma contribui\u00e7\u00e3o do Galactus, dispon\u00edvel neste\u00a0<a href=\"http:\/\/ubuntuforum-br.org\/index.php?topic=94105.0\">t\u00f3pido<\/a>:<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma grande vantagem, frente a outros sistemas de arquivos que sua distro pode usar. O XFS \u00e9 capaz de ser desfragmentado com suas parti\u00e7\u00f5es montadas e ativas, sem risco de perda de dados.<\/p>\n<p>Contudo, eu sugiro que o ideal seja fazer isso com todos os programas e arquivos fechados. O motivo \u00e9 simples, se for detectado que um arquivo est\u00e1 em uso, este arquivo em particular, n\u00e3o \u00e9 desfragmentado.<\/p>\n<p>Quanto mais potente for o seu processador, mais r\u00e1pida ser\u00e1 a sua desfragmenta\u00e7\u00e3o. A primeira desfragmenta\u00e7\u00e3o\/reorganiza\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante demorada. O comando para desfragmentar \u00e9 o\u00a0<span>xfs_fsr<\/span>\u00a0e deve ser dado como root. Ele vai reorganizar o sistema de arquivos, um arquivo por vez, procurando compactar e melhorar a disposi\u00e7\u00e3o das extens\u00f5es dos arquivos junto aos blocos e inodes. Ele tamb\u00e9m desfragmenta os 10% de arquivos mais fragmentados por vez que \u00e9 executado.<\/p>\n<p>Como root, voc\u00ea pode fazer:<\/p>\n<p><strong># xfs_fsr -t 8000 \/dev\/sdxy -v<\/strong><\/p>\n<p>Onde:<\/p>\n<ul>\n<li>O\u00a0<span>-t<\/span>, \u00e9 o tempo m\u00e1ximo que ele pode levar para desfragmentar\/reorganizar em segundos. Se n\u00e3o colocar o\u00a0<span>-t<\/span>, o valor padr\u00e3o \u00e9 7200 ou 2 horas.<\/li>\n<li>O\u00a0<span>-v<\/span>, \u00e9 o modo verbose, ou seja, ele vai te mostrar o que est\u00e1 fazendo, muito bom para saber se ele pulou algum arquivo que estava aberto.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Voc\u00ea tamb\u00e9m pode saber o qu\u00e3o desfragmentado o seu disco r\u00edgido est\u00e1, antes de executar uma desfragmenta\u00e7\u00e3o. O comando \u00e9:<\/p>\n<p><strong># xfs_db -c frag -r \/dev\/sdxy<\/strong><\/p>\n<p>Exemplo da sa\u00edda do comando:<\/p>\n<p><strong># xfs_db -c frag -r \/dev\/sda5<\/strong><\/p>\n<pre>  \r\n  actual 232989, ideal 232230, fragmentation factor 0.33%<\/pre>\n<p>Eu recomendo que voc\u00ea fa\u00e7a uso do\u00a0<span>xfs_fsr<\/span>, todas as vezes que uma quantidade grande de programas forem instalados ou removidos, assim, como se os seus dados forem inseridos, alterados ou deletados do disco.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o espero a fragmenta\u00e7\u00e3o aumentar, como ele reorganiza os inodes, o sistema fica sempre \u00e1gil com a execu\u00e7\u00e3o frequente do\u00a0<span>xfs_fsr<\/span>.<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Introdu\u00e7\u00e3o Evidente, que estas configura\u00e7\u00f5es funcionaram para mim, e espero que auxilie a outros, entretanto (como \u00e9 de praxe salientar), eu n\u00e3o me responsabilizo por poss\u00edveis problemas que possam surgir ao utiliz\u00e1-lo. 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