abr 032017
 

FAZENDO A MIGRAÇÃO DO SISTEMA PROPRIETÁRIO PARA O LINUX

 

PLATAFORMA DO SOFTWARE PROPRIETÁRIO (WINDOWS)

O parque de máquinas da empresa usa o sistema operacional Windows, porém, grande parte do parque de máquinas não possui licenças do sistema, foi detectada a necessidade de adotar um sistema operacional livre para gerar economia para a empresa na compra de licenças e, também, trazer mais segurança para a rede de computadores da empresa, pois a maioria dos softwares maliciosos, conhecidos como vírus, foram desenvolvidos para os sistemas operacionais proprietários.

 

DISTRIBUIÇÃO LINUX UTILIZADA

A distribuição escolhida para implantação foi o Debian 8, codinome Jessie, com a interface gráfica LXDE. A distribuição Debian é conhecida mundialmente por sua estabilidade, cada pacote do sistema passa por diversos testes. Após 2 anos de testes, é lançada uma nova versão do sistema operacional estável para download. A distribuição Debian tem um ótimo suporte, pois possui uma comunidade de usuários e mantenedores grande.

Dica no início:

  • Faça dual boot.
  • Acostume-se com o Linux aos poucos. Se não for assim, você se frustrará com o Linux, já que é usuário de Windows e a adaptação da sua forma de usar os sistemas pode ser meio difícil, porque você terá que aprender as coisas tentando fazê-las.
  • Estou sendo realista, mas persista!
  • Vale a pena sair do Windows.

Colaboração do amigo toolstore.

INTERFACE GRÁFICA LXDE

O LXDE (Lightweight X11 Desktop Environment) é um ambiente de área de trabalho extremamente rápido, ágil e poupador de energia. Ele é mantido por uma comunidade internacional de desenvolvedores e vem com uma bonita interface para o usuário. Suporte a múltiplos idiomas, atalhos de teclado padrões e características adicionais, como um gerenciador de arquivos com navegação em abas. O LXDE exige menos da CPU e consome menos memória RAM.

Ele é desenhado especialmente para computadores em nuvem com especificações de hardware limitadas, como Netbooks, dispositivos móveis (ex.: MIDs) ou computadores antigos[3]. Com o sistema operacional rodando sem nenhuma aplicação em execução, a interface gráfica consome somente 120 MB de memória, o que é extremamente baixo se comparado com outras interfaces gráficas.

FERRAMENTAS

Esta seção vem apresentar as ferramentas que deverão ser instaladas e, também, as ferramentas que já vem incluídas no sistema operacional Debian 8 Jessie.

PACOTE CIFS-UTILS

O protocolo SMB/CIFS fornece suporte para compartilhamento de arquivos interplataforma com sistemas Microsoft Windows, OS X e outros Unix. Este pacote fornece utilitários para gerenciar montagens de sistemas de arquivos de rede CIFS.

PACOTE SMBCLIENT

Samba é uma implementação do protocolo SMB/CIFS para sistemas Unix, fornecendo suporte para compartilhamento de impressoras e arquivos interplataforma com o Microsoft Windows, OS X e outros sistemas Unix.

Este pacote contém utilitários em linha de comando para acessar servidores Samba e Microsoft Windows, incluindo SMBClient, SMBtar e SMBspool. Utilitários para montar compartilhamentos localmente, estão no pacote CIFS-utils.

TEMA DO WINDOWS 8 PARA INTERFACE LXDE

Este tema tem como finalidade, facilitar a adaptação do usuário com o Linux, pois o tema deixa o sistema bem parecido com o Windows 8. O download deste tema pode ser feito no link abaixo:

FSTAB

O “fstab” (/etc/fstab) é um arquivo presente no sistema operacional Linux, que contém todas as informações sobre mídias e partições do seu computador. Ele é utilizado juntamente com o “mount”, que geralmente lê no “fstab”, informações como: onde montar a partição X e como montar.

CUPS

CUPS (anteriormente um acrônimo para “Common Unix Printing System”, mas agora com nenhuma expansão oficial), um sistema de impressão para sistemas operativos de computador tipo Unix, permite que um computador aja como um servidor de impressão.

Um computador rodando o CUPS, é um hospedeiro que pode aceitar tarefas de impressão de computadores clientes, processá-los e enviá-los à impressora correta; além disso, é possível monitorar impressões, relatar erros de impressões, visualizar relatórios sobre número de páginas impressas, data e horário da mesma.

Compare: Pacote Office X Libreoffice e Outlook X Thunderbird

SISTEMA DE CHAMADOS TI – OCOMON

Pacote empresarial – Sistema usado pela empresa (por exemplo) o Apollo, fazer uma versão web, assim diminui com TS e com Windows.

Sistema de hospedagem de arquivos online – Dropbox.

Problemas:

  • Considere o tempo de transição?
  • Considere os problemas durante a transição?
  • Como vai ser feita a transição, de uma vez, ou em partes?
  • Como e quando o sistema antigo vai ser desligado e o novo vai operar a 100%?
  • A equipe de transição recebeu treinamento? Sabem operar o novo sistema? Sabem “ensinar” os novos usuários?
  • Considerou os problemas pós transição?

A NÃO ACEITAÇÃO POR PARTE DOS FUNCIONÁRIOS

Os problemas que podem acontecer nessa transição. Considere o fator humano? A resistência que as pessoas vão ter no novo sistema? A resistência vem por vários meios e motivos, e cabe a você achar eles e propor soluções.

Pensei em um treinamento diferente (puxado para o motivacional) falando sobre a importância da utilização desse novo sistema tanto na empresa quanto na vida (até mesmo pessoal) do funcionário.

O setores de contabilidade, RH e financeiro, precisam de algumas coisas específicas, como sistemas contábeis, que fazem ligação direta com a Fazenda e, infelizmente, muitos de maneira esmagadora, são feitos pro Windows, e em formato proprietário. Tem que ver como a migração desses arquivos vai ser resolvida, diante às novas soluções, pois precisa ter uma compatibilidade entre todos os backups desse setor.

Fora os outros setores, que precisam ter seus backups convertidos, ou mesmo, algum programa que fala a “ponte” para que esses backups fiquem acessíveis.

Pense bem nisso, pois muitas empresas usam programas muito antigos e é um trabalho enorme gerenciar seus backups para novos formatos.

Criar documentação para as pessoas-chaves no processo, pois isso ajuda muito.

Todo o treinamento, os colaboradores vão gastar recursos da empresa. A empresa tem que manter esses colaboradores até que esses custos sejam cobertos.

Se um colaborador sair da empresa após o treinamento, a empresa vai ter que gastar duas vezes praticamente com treinamento.

Realocar um colaborador para outro área, que não tenha se acostumado com o sistema tem que ser estudado, isso funciona, se o colaborador estiver “afim” de sair de sua zona de conforto.

A resistência ocorre mais por desconhecimento e boatos criados pelos próprios colaboradores. Assim, cabe à empresa explicar o que será feito.

Publicações internas na empresa (intranet – Apache), voltada para os colaboradores ajudam também. Aí, já é voltado ao setor de Marketing. Quanto menos resistência tiver e quanto mais informações os colaboradores tiverem e suas dúvidas forem sanadas, menos resistência você terá.

Isso são só algumas coisas que se deve levar em conta em qualquer transição de sistemas.

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