nov 092020
 

Introdução

LVM significa Logical Volume Manager. Como o nome diz, essa ferramenta é capaz de gerenciar os chamados volumes lógicos, substituindo assim as tradicionais partições nos discos. Ao longo do tempo, várias empresas fizeram suas implementações de LVM e o Linux não ficou para trás: ele também possui uma implementação (e muito boa) de LVM, que na época da escrita deste documento está na versão 2.

Utilizar volumes lógicos ao invés do esquema de particionamento comum traz algumas boas vantagens. Mas antes de saber destas vantagens, precisamos saber o que são esses tais volumes lógicos. Um volume lógico é nada mais nada menos que uma representação virtuais de pedaços de um dispositivo fixo. Enquanto as partições definem estes pedaços “cruamente”, o volume lógico permite flexibilidade na hora de definir quem são esses pedaços. Por exemplo, um volume lógico pode ter seu espaço dividido em 3 ou mais HDs, mas para o sistema operacional vai parecer como se fosse apenas um dispositivo. Sendo assim começa a ficar clara as vantagens, não?

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nov 132015
 

1. LVM

LVM significa “Logic Volume Manager”, em português “Gerenciador de volume lógico”, ele gerencia discos e dispositivos de armazenamento em massa. No LVM um volume é o equivalente a uma partição de um disco.

1.1 Usos do LVM

O LVM é muito utilizado em servidores linux por oferecer uma capacidade de ajuste dinâmico de seus volumes.

Se você por exemplo que refazer o desenho de partições de um disco, no método tradicional você precisaria fazer backup dos dados, apagar as partições, criar um novo layout de partições, formatar as partições, reinstalar o sistema operacional e depois ainda fazer o restore dos dados, algo chato e demorado.

Se você utilizar LVM estará administrando seu armazenamento em uma camada de abstração, você trabalhará com volumes físicos (PV), grupos de volumes (VG) e volumes lógicos (LV), guarde esses nomes.

Quando você cria uma partição do disco destinada a uso via LVM esta partição será um PV (Physical Volume), e fará parte de algum VG (Volume Group), já os LV são ‘fatias’ de algum VG.

Um VG pode ser criado com um ou mais PVs e o LVM lhe permite adicionar outros PVs a um VG para aumentar a capacidade de armazenamento quando for necessário.

Imagine um VG como se fosse um grande dispositivo de armazenamento composto por vários PVs, a capacidade total de armazenamento de um VG é a soma da capacidade dos PVs associados a ele.

LVs (Logical Volumes) são fatias do seu VG (volume group), imagine que você tem um VG com capacidade de 100 GB, você pode ter 10 LVs de 10GB ou dois LVs de 50GB, isso é configurável, para o sistema operacional linux, um LV equivale a uma partição de um disco, pode ser formatada e montada da mesma forma que uma partição de um disco comum.

A grande vantagem do LVM é que você pode redimensionar VGs e LVs, aumentando ou diminuindo seu tamanho, e se estiver utilizando um sistema de arquivos que suporte resize, algo como ext3 ou ext4, poderá também aumentar e diminuir o sistema de arquivos sem precisar reconstruir todas as partições e reinstalar seu ambiente.

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ago 112015
 

Infelizmente o assunto é bastante extenso, mas ao decorrer do tutorial vou sempre dar exemplos para tornar a leitura bastante didática e clara.

Vamos falar sobre uma ferramenta bastante difundida, o LVM, mas que as vezes por falta de informação acaba deixando de ser usada.

O LVM (Logical Volume Manager) é um “Gerênciador de Volumes Lógicos”, bastante flexivel, sua implementação no Linux segue os mesmos padrões (comandos) do HP-UX, então este tutorial servirá também para o HP-UX, visto a similaridade dos comandos.

Oque muda no HP-UX, é que pra saber quais são os discos usa o comando

  # /usr/sbin/ioscan -fC disk

Não pense que você não precisaria do LVM, por saber usar o “parted”, são coisas distintas, o LVM vai bem mais além do que simplesmente aumentar uma partição…

Quando começamos a instalação de um novo servidor, geralmente já temos em mente qual será a sua aplicação, a partir dessas informações, definimos quantos filesystems teremos, qual vai ser o tamanho deles, quantos discos etc…

Mas como nem tudo é perfeito, esse servidor pode ter depois um trafego maior do que o esperado, um numero de usuarios maior do que planejamos, enfim, são varias possibilidades que podem definitivamente te dar algum trabalho extra, de ter que aumentar uma partição, adcionar mais um disco, mas como fazer isso da melhor maneira possivel e sem traumas ?

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Introdução ao LVM – Gerenciamento de Volumes Lógicos

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set 062014
 

Mudar de sistema operacional é algo que pode intimidar bastante aqueles que estão conhecendo o Linux agora. Embora ele seja bem parecido com outros sistemas operacionais baseados no UNIX, como o BSD, o Solaris e o OS X, ele é muito diferente do Windows. Hoje em dia a maioria das distribuições é muito fácil de usar e (seja isso bom ou ruim) abstrai o sistema complexo e poderoso que há por baixo do capô. Com isso as distribuições se tornam fáceis de usar, e os usuários muitas vezes sabem pouco sobre o sistema em si. Hoje vamos dar uma olhada no LVM – Gerenciamento de Unidades Lógicas, que oferece aos usuários a capacidade de redimensionar partições enquanto elas estão em uso.

Primeiro, algumas informações sobre HDs e partições. O HD é onde todos os seus dados são armazenados permanentemente. Não confunda com a memória do sistema, usada para armazenar informações temporariamente como ocorre quando você executa aplicativos ou cria arquivos. Quem vem do Windows deve conhecer as letras de unidades usadas pelo sistema, como C: e D: (unidades C e D). A maioria dos usuários sabe que seus arquivos estão ali, mas nem todos sabem o que é o C:. Para armazenar informações no disco rígido, o computador precisa saber como ler e escrever dados nele. É preciso dizer ao computador em quais áreas do HD ele pode escrever. Essas áreas são as partições. O disco pode ser todo ocupado por uma única partição ou ser dividido em várias partições menores. O computador também precisa saber como armazenar os dados em cada partição, e isso é feito com a criação de um sistema de arquivos nela. O Linux tem vários sistemas de arquivos excelentes para você escolher, incluindo (dentre outros) ReiserFS, XFS, JFS, Btrfs, ext2, ext3 e agora o ext4. O Windows geralmente usa os sistemas de arquivo NTFS e FAT32, enquanto o OS X usa o HFS+. A maioria dos dispositivos para o consumidor, como cartões de memória, vem formatada em FAT32.
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