fev 112019
 

On some of our development servers, we run many instances of the Apache httpd web server on the same system. By “many”, I mean 30 or more separate Apache instances, each with its own configuration file and child processes. This is not unusual on DevCamps setups with many developers working on many projects on the same server at the same time, each project having a complete software stack nearly identical to production.

On Red Hat Enterprise Linux 5, with somewhere in the range of 30 to 40 Apache instances on a server, you can run into failures at startup time with this error or another similar one in the error log:

[error] (28)No space left on device: Cannot create SSLMutex

The exact error will depend on what Apache modules you are running. The “space left on device” error does not mean you’ve run out of disk space or free inodes on your filesystem, but that you have run out of SysV IPC semaphores.

You can see what your limits are like this:

# cat /proc/sys/kernel/sem
250 32000 32 128

I typically double those limits by adding this line to /etc/sysctl.conf:

kernel.sem = 500 64000 64 256

That makes sure you’ll get the change at the next boot. To make the change take immediate effect:

# sysctl -p

With those limits I’ve run 100 Apache instances on the same server.

fev 112019
 

The service “httpd” appears to be down.

OK just to give an update on this thread, so hopefully it helps someone else in the future.

Apologies in advance to any Level 18 Fire Breathing +5 SysAdmins; this is noob stuff :)

The cPanel team examined my server and determined that Apache had ran out of Semaphores.

Each time HTTPD crashed it didn’t release the semaphores and eventually my server ran out (I had 128). The cPanel team kindly cleared down the “locked” semaphores as follows:

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dez 072018
 

CONFIGURANDO O APACHE2 DO PRIMEIRO SERVIDOR

Vamos começar instalando o apache2 e algumas libs:

 sudo apt-get install apache2 php7.2 libapache2-mod-php7.2
$ sudo apt-get install libapache2-mod-auth-mysql php7.2-mysql
$ sudo apt-get install apache2-prefork-dev

Habilitando os módulos do apache para o redirecionamento e para o proxy pass:

 sudo a2enmod env proxy_ajp proxy_balancer proxy proxy_connect proxy_http rewrite ssl headers

Para desabilitar os mods basta usar:

 sudo a2dismod [nome-dos-módulos]

Agora iremos criar o arquivo na pasta do apache2:

 sudo nano /etc/apache2/sites-available/meuSite

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INSTALANDO APACHE, MARIADB E PHP COM HTTPS NO ARCH LINUX

 Apache2, CentOS 7 / RHEL 7, Clusterweb, ClusterWeb, Debian, Linux  Comentários desativados em INSTALANDO APACHE, MARIADB E PHP COM HTTPS NO ARCH LINUX
jul 262018
 

APACHE

 

Ambiente:

  • Sistema: Linux arch 4.17.3-1-ARCH
  • Domínio: dominio.com.br
  • Ip: 192.168.0.1

1. Update do sistema:

# pacman -Syu

2. Instalando Apache:

# pacman -S apache

Habilitando e iniciando servidor Apache:

# systemctl enable httpd
# systemctl restart httpd

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APACHE – COMPARTILHAMENTO DE RECURSOS – VIRTUALHOSTS

 Apache2, CentOS 7 / RHEL 7, Clusterweb, ClusterWeb, Debian, Hospedagem, Leitura Recomendada, Linux, Profissional de TI, Ubuntu  Comentários desativados em APACHE – COMPARTILHAMENTO DE RECURSOS – VIRTUALHOSTS
jun 192018
 

INSTALAÇÃO E CONFIGURAÇÕES DO APACHE

 

Recentemente me deparei com uma necessidade incomum em minha breve, mas ativa, carreira de desenvolvedor/suporte. Eu estava envolvido em alguns projetos distintos que precisavam ser disponibilizados para testes antes do uso efetivo das ferramentas, todos na mesma época e usando estruturas de pastas diferentes entre si.

A princípio, a resolução deste “problema” é simples, hospedar estes projetos em servidores diferentes ou jogar todos estes projetos no Document Root do Apache e referenciar os diretórios pela URL. Ok, funcionaria, mas, na ocasião, era necessário informar domínios diferentes para cada projeto.

Então, para que fique mais claro, o cenário era o seguinte:

  • Apenas um servidor para hospedar os projetos;
  • Projetos com estrutura de pastas diferentes;
  • Necessidade de uso de domínios diferentes para acessar cada projeto.

Na época encontrei diversas dicas como “crie um arquivo .httpsaccess na raiz do seu projeto…”, “altere o arquivo do framework X, caso seu projeto use esse framework…”, alguns como “crie um arquivo PHP com essa classe aqui…” e alguns engenhosos recomendando o cadastro regras de NAT do IPTables para usar portas diferentes e passar o link especificando a porta. Todas estas sugestões funcionariam? Sim, algumas demandando mais tempo, outras menos, mas, em minha opinião, nenhuma era a ideal.

Então, como resolver? A maioria das pessoas que conheço -me incluo aqui-, talvez pela facilidade de instalação e uso básico do Apache ou mesmo por ser uma situação incomum em ambientes pequenos, configurar mais de um site por servidor, “lê” guias de instalação do Apache e não se dão conta de que é possível hospedar diversos sites usando uma única instalação do Apache.

Basicamente, o que faremos é fazer com o que o Apache “leia” a URL e decida o que fazer de acordo com o endereço informado. Por exemplo:

  • Se o usuário indicar a URL “https://meusite.com.br”, redirecione a requisição pra pasta “meusite/”;
  • Se o usuário indicar a URL “https://projeto.com.br”, redirecione, então, para “projeto/public”;
  • Se o usuário indicar a URL “https://projeto.com.br/admdb”, redirecione para o diretório do PHPMyAdmin, que não tem nada a ver com o diretório “projeto”.

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nov 232015
 
Tudo que você precisa para hospedar sites e emails em Cloud Server sem precisar se preocupar com configuração e otimização: servidores, sites, emails, domínios, monitoramento em tempo real e um suporte incrível.
 
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out 072015
 

cPanel logs most activity that happens on a server to log files so you can go back and review log entries for problems, instead of having to be on the server at the time of them happening.

This guide will cover the locations of the log files for things such as access logs, Apache web server logs, email logs, error logs, ftp logs, MySQL logs, and WHM logs.

If you’d like to have a poster of the 2013 cPanel logs location reference, you can request them from cPanel directly.

You can also view a digitial copy of this poster directly online at go.cPanel.net/logposter.

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ago 182015
 

O QUE É O APACHE HADOOP

 

Apache Hadoop é um framework livre administrado pela Apache Software Foundation construído em Java para computação distribuída, de alta escalabilidade, grande confiabilidade e tolerância a falhas. O Hadoop foi desenhado para trabalhar com modelos de programação simples para o processamento de grandes volumes de dados (Díaz-Zorita, 2011) usando clusters de computadores de hardware commodity, computadores comuns (deRoos; et al, 2014).

ESTRUTURA HADOOP

Segundo Carmen Placios a arquitetura das versões do Hadoop 0 e 1 se dividem em três pilares fundamentais:

  • Hadoop MapReduce: que podemos definir como o motor ou modelo de programação que impulsiona o Hadoop.
  • Sistema de arquivos: Hadoop utiliza seu próprio sistema de arquivos distribuídos, denominado Apache Hadoop Distributed File System (HDFS).
  • Hadoop Common: utilitários que possibilitam a integração dos subprojetos do ecossistema Hadoop.

Durante o processo de amadurecimento do Apache Hadoop um quarto pilar, denominado Yarn, foi inserido a partir da versão 2 (Apache, 2012):

Hadoop Yarn: pode ser considerado a evolução do MapReduce, ou MRv2 como veremos mais adiante.
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jun 232015
 

INSTALAÇÃO DO REDMINE E DEPENDÊNCIAS

 

Instalando alguns pacotes básicos.

Entre como superusuário e execute:

# aptitude install ruby
# aptitude install libapache2-mod-passenger
# aptitude install libmagickcore-dev
# aptitude install libmagickwand-dev
# aptitude install ruby-dev
# aptitude install libmysqlclient-dev
# aptitude install mysql-server

RESOLVENDO PROBLEMAS NA INSTALAÇÃO DO MYSQL-SERVER

Se você instalou sem problemas o mysql-server no comando acima pode pular para o próximo tópico.

Quando tentamos instalar o mysql-server ele pode apresentar um erro de repositório, pois busca os arquivos na unidade de cdrom.

Se isso acontecer, rode comando a seguir. Este comenta a linha referente ao cdrom e também roda o apt-get update para atualizar a lista de repositórios.

# mv /etc/apt/sources.list /etc/apt/sources.list0 && cat /etc/apt/sources.list0 | sed ‘s/deb cdrom:/#deb cdrom:/’ >> /etc/apt/sources.list && apt-get update
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abr 112015
 

Com esse post irei configurar um Load Balance com dois nós utilizando uma configuração ativa/passiva utilizando HAProxy e keepalived. O load balancer fica entre os usuários e 2 servidores web apache, que mantenham o mesmo conteúdo. O load balancer distribui os pedidos para os 2 servidores apache e também verifica o estado dos mesmos, caso um dos servidores esteja fora, os pedidos serão automaticamente redirecionados para o outro servidor. O HAProxy trabalha com sessões, que significa que você pode usá-lo com qualquer aplicação web que faça uso de sessões (fóruns, sites de compras – carrinho, etc). Continue reading »

Configurando o Apache para Ler Páginas Pessoais dos Usuários

 Apache2, Clusterweb, Leitura Recomendada, Linux, Profissional de TI, Programação, Redes, Segurança  Comentários desativados em Configurando o Apache para Ler Páginas Pessoais dos Usuários
ago 262014
 

Esta dica é bem simples: se você usa o Apache 2 e quer permitir que cada usuário do sistema tenha sua página pessoal, residindo dentro de sua própria pasta, onde a página possa ser criada, modificada e atualizada pelo próprio usuário, sem interferência do administrador do sistema, então a solução que você procura está neste artigo!!

  • Criando as Pastas Pessoais dos Usuários


Em cada diretório de usuário (o famoso /home/usuario), você deve criar uma pasta chamada “public_html”, que deve ter permissão de acesso e escrita para o próprio usuário; Assim, suponhamos que temos um usuário genérico chamado “usuario”. Façamos, como root:

mkdir /home/usuario/public_html
chown usuario /home/usuario/public_html
chgrp usuario /home/usuario/public_html

Estes comandos não só criam a pasta pública onde será armazenada a página pessoal do usuário como também concede ao usuário em questão as permissões de acesso à mesma. É preciso fazer isto para cada usuário!! Claro que fica mais fácil se estes comandos estiverem dentro de um script. Se você quer saber como descobrir todos os usuários do sistema para criar este script!!


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Apache

 Clusterweb, Leitura Recomendada  Comentários desativados em Apache
ago 092012
 

Introdução
O servidor web é um programa responsável por disponibilizar páginas, fotos, ou qualquer outro tipo
de objeto ao navegador do cliente. Ele também pode operar recebendo dados do cliente,
processando e enviando o resultado para que o cliente possa tomar a ação desejada (como em
aplicações CGI’s, banco de dados web, preenchimento de formulários, etc).
O Apache é um servidor Web extremamente configurável, robusto e de alta performance
desenvolvido por uma equipe de voluntários (conhecida como Apache Group) buscando criar
um servidor web com muitas características e com código fonte disponível gratuitamente via
Internet. Segundo a Netcraft (http://www.netcraft.com/), o Apache é mais usado que
todos os outros servidores web do mundo juntos.
Este capítulo não tenta ser um guia completo ao Apache, mas tentará mostrar como sua estrutura é
organizada, as diretivas principais de configuração, diretivas de segurança, virtual hosting, proxy, o
uso de utilitários de gerenciamento do servidor, como personalizar algumas partes do servidor e
programas úteis de terceiros para análise e diagnóstico do servidor web. Não deixe também de ver
Exemplo comentado de um arquivo de configuração do Apache, Seção 12.14 pois contém diretivas
básicas de configuração comentadas e explicações interessante e faz parte do aprendizado.
12.1.1 Versão
É assumido que esteja usando a versão 1.3.22 do apache. As explicações contidas aqui podem
funcionar para versões posteriores, mas é recomendável que leia a documentação sobre
modificações no programa (changelog) em busca de mudanças que alterem o sentido das
explicações fornecidas aqui.
12.1.2 Um resumo da História do Apache
O Apache tem como base o servidor web NCSA 1.3 (National Center of Supercomputing
Applications), que foi desenvolvido por Rob McCool. Quando Rob deixou o NCSA, o
desenvolvimento foi interrompido, assim muitos desenvolvedores buscaram personalizar sua
própria versão do NCSA ou adicionar mais características para atender as suas necessidades. Neste
momento começa a história do Apache com Brian Behlendorf e Cliff Skolnick abrindo uma lista de
discussão para interessados no desenvolvimento, conseguindo espaço em um servidor doado pela
HotWired e trocando patches corrigindo problemas, adicionando recursos e discutindo idéias com
outros desenvolvedores e hackers interessados neste projeto.
A primeira versão oficial do Apache foi a 0.6.2, lançada em Abril de 1995 (neste período a NCSA
retomava o desenvolvimento de seu servidor web, tendo como desenvolvedores Brandon Long e
Beth Frank que também se tornaram membros especiais do grupo Apache, compartilhando idéias
sobre seus projetos).
Nas versões 2.x do Apache, a escalabilidade do servidor foi ampliada suportando as plataformas
Win32 (não obtendo o mesmo desempenho que em plataformas UNIX mas sendo melhorado
gradativamente).
12.1.3 Enviando Correções/Contribuindo com o projeto
Um formulário está disponível na Web para o envio de correções/sugestões em
http://www.apache.org/bug_report.html/. Uma lista de anuncio sobre o Apache
está disponível em apache-announce@apache.org que divulgam correções, novas versões e
realização de eventos.
Mais detalhes sobre o desenvolvimento do Apache podem ser visualizadas na URL
http://dev.apache.org/.
12.1.4 Características do Apache
Abaixo estão algumas características que fazem esse servidor web o preferido entre os
administradores de sistemas:
• Possui suporte a scripts cgi usando linguagens como Perl, PHP, Shell Script, ASP, etc.
• Suporte a autorização de acesso podendo ser especificadas restrições de acesso
separadamente para cada endereço/arquivo/diretório acessado no servidor.
• Autenticação requerendo um nome de usuário e senha válidos para acesso a alguma
página/sub-diretório/arquivo (suportando criptografia via Crypto e MD5).
• Negociação de conteúdo, permitindo a exibição da página Web no idioma requisitado pelo
Cliente Navegador.
• Suporte a tipos mime.
• Personalização de logs.
• Mensagens de erro.
• Suporte a virtual hosting (é possível servir 2 ou mais páginas com endereços/ portas
diferentes através do mesmo processo ou usar mais de um processo para controlar mais de
um endereço).
• Suporte a IP virtual hosting.
• Suporte a name virtual hosting.
• Suporte a servidor Proxy ftp e http, com limite de acesso, caching (todas flexivelmente
configuráveis).
• Suporte a proxy e redirecionamentos baseados em URLs para endereços Internos.
• Suporte a criptografia via SSL,Certificados digitais
• Módulos DSO (Dynamic Shared Objects) permitem adicionar/remover funcionalidades e
recursos sem necessidade de recompilação do programa.
12.1.5 Ficha técnica
Pacote: apache
Utilitários:
• apache – Servidor Web Principal
• apachectl – Shell script que faz interface com o apache de forma mais amigável
• apacheconfig – Script em Perl para configuração interativa básica do Apache
• htpasswd – Cria/Gerencia senhas criptografadas Crypto/MD5
• htdigest – Cria/Gerencia senhas criptografadas Crypto/MD5
• dbmmanage – Cria/Gerencia senhas em formato DBM (Perl)
• logresolve – Faz um DNS reverso dos arquivos de log do Apache para obter o
endereço de hosts com base nos endereços IP’s.
• ab – Apache Benchmarcking – Ferramenta de medida de desempenho do servidor Web
Apache.
Por padrão, os arquivos de configuração do Apache residem no diretório /etc/apache:
httpd.conf
Arquivo de configuração principal do Apache, possui diretivas que controlam a operação do
daemon servidor. Um arquivo de configuração alternativo pode ser especificado através da
opção “-f” da linha de comando.
srm.conf
Contém diretivas que controlam a especificação de documentos que o servidor oferece aos
clientes. O nome desse arquivo pode ser substituído através da diretiva ResourceConfig no
arquivo principal de configuração.
access.conf
Contém diretivas que controlam o acesso aos documentos. O nome desse arquivo pode ser
substituído através da diretiva AccessConfig no arquivo principal de configuração.
O servidor Web lê os arquivos acima na ordem que estão especificados (httpd.conf,
srm.conf e access.conf). As configurações também podem ser especificadas diretamente no
arquivo httpd.conf. Note que não é obrigatório usar os arquivos srm.conf e
access.conf, mas isto proporciona uma melhor organização das diretivas do servidor,
principalmente quando se tem um grande conjunto de diretivas. Um exemplo comentado destes três
arquivos de configuração é encontrado em Exemplo comentado de um arquivo de configuração do
Apache, Seção 12.14.
12.1.6 Requerimentos
A máquina mínima para se rodar um servidor Apache para atender a uma rede padrão 10MB/s é
um Pentium 90, 24MB de RAM, um HD com um bom desempenho e espaço em disco considerável
de acordo com o tamanho projetado de seu servidor web (considerando seu crescimento).
Uma configuração mais rápida para redes 100MB/s teria como processador um Cyrix MX ou Intel
Pentium MMX como plataforma mínima (Cyrix é o recomendado pelo alto desempenho no
processamento de strings), barramento de HD SCSI com uma boa placa controladora (Adaptec
19160 ou superior) com 64MB de RAM no mínimo.
12.1.7 Arquivos de log criados pelo Apache
O servidor httpd grava seus arquivos de log geralmente em /var/log/apache, não é possível
descrever os arquivos de logs usados porque tanto seus nomes como conteúdo podem ser
personalizados no arquivo httpd.conf. Mesmo assim, os arquivos de logs encontrados na
instalação padrão do Apache são os seguintes:
• access.log – Registra detalhes sobre o acesso as páginas do servidor httpd.
• error.log – Registra detalhes saber erros de acesso as páginas ou erros internos do
servidor.
• agent.log – Registra o nome do navegador do cliente (campo UserAgent do cabeçalho
http).
Mais referências podem ser encontradas em Sistema de Log do Apache, Seção 12.10. Um bom
programa para geração de estatísticas de acesso com gráficos é o Relatório gráfico de acesso ao
sistema, Seção 12.10.15.
12.1.8 Instalação
apt-get install apache apache-doc
(o pacote apache-doc contém a documentação de referencia do Apache, é recomendável
instala-lo se estiver curioso e deseja entender melhor seu funcionamento ou consultar diretivas).
12.1.9 Iniciando o servidor/reiniciando/recarregando a configuração
O Apache pode ser executado tanto como um servidor Inetd ou como um Daemon. A inicialização
de programas pelo Inetd é uma boa estratégia quando você precisa de um controle de acesso básico
(o fornecido pelo tcpd), e o serviço é pouco usado na máquina.
A segurança de um serviço iniciado pelo inetd pode ser substituída e melhorada por um firewall
bem configurado, garantindo facilidades extras como um relatório de tráfego para a porta do
servidor web, por exemplo. Mesmo assim se o servidor Apache estiver rodando como daemon e
estiver ocioso, ele será movido para swap liberando a memória RAM para a execução de outros
programas.
Neste capítulo será assumido seu funcionamento do Apache como Daemon, que é o método de
funcionamento recomendado para sites de grande tráfego onde ele é freqüentemente requisitado e
considerado um serviço crítico.
O método padrão para iniciar programas como daemons na Debian é através dos diretórios
/etc/rc?.d. Cada diretório deste contém os programas que serão executados/interrompidos no
nível de execução “?” (rc1.d/, rc2.d/ …). O conteúdo destes diretórios são links para os scripts
originais em /etc/init.d/programa, o nosso programa alvo é /etc/init.d/apache. O
/etc/init.d/apache aceita os seguintes parâmetros:
• start – Inicia o Apache
• stop – Finaliza o Apache
• restart – Reinicia o Apache, efetuando uma pausa de 5 segundos entre a interrupção do
seu funcionamento e reinicio.
• reload – Recarrega os arquivos de configuração do Apache, as alterações entram em
funcionamento imediatamente.
• reload-modules – Recarrega os módulos. Basicamente é feito um restart no servidor.
• force-reload – Faz a mesma função que o reload
Para reiniciar o Apache usando o /etc/init.d/apache, digite:
./etc/init.d/apache restart
ou
cd /etc/init.d;./apache restart
Na realidade, o que o /etc/init.d/apache faz é interagir diretamente com o shell script
apachectl.
O apachectl recebe os parâmetros enviados pelo usuário e converte para sinais que serão
enviados para o binário apache. Da mesma forma ele verifica os códigos de saída do apache e
os transforma em mensagens de erro legíveis para o usuário comum. Os seguintes comandos são
aceitos pelo apachectl:
• httpd-server/start – Inicia o Apache
• stop – Finaliza o Apache (enviando um sinal TERM)
• restart – Reinicia o Apache (enviando um sinal HUP)
• graceful – Recarrega os arquivos de configuração do Apache (enviando um sinal
USR1)
• fullstatus – Mostra o status completo do servidor Apache (requer o lynx e o módulo
mod_status carregado).
• status – Mostra o status do processo do servidor Apache (requer o lynx e o módulo
mod_status carregado).
• configtest – Verifica se a sintaxe dos arquivos de configuração está OK (executa um
apache -t).
12.1.10 Opções de linha de comando
• -D nome – define um nome que será usado na diretiva <IfDefine nome>.
• -d diretório – especifica o diretório ServerRoot (substitui o do arquivo de
configuração).
• -f arquivo – especifica um arquivo ServerConfigFile alternativo.
• -C “diretiva” – processa a diretiva antes de ler os arquivo de configuração.
• -c “diretiva” – processa a diretiva depois de ler os arquivos de configuração.
• -v – mostra a versão do programa.
• -V – mostra opções usadas na compilação do Apache.
• -h – Mostra o help on-line do programa
• -l – lista módulos compilados junto com o Apache (embutidos)
• -L – lista diretivas de configurações disponíveis
• -S – Mostra configurações de Virtual Hosting
• -t – executa a checagem de sintaxe nos arquivos de configuração do Apache (incluindo a
checagem da diretiva DocRoot).
• -T – executa a checagem de sintaxe nos arquivos de configuração do Apache (menos da
diretiva DocRoot).
12.2 Configurando a porta padrão do Apache
Use a diretiva Port para configurar a porta padrão que o Apache receberá requisições por padrão.
A diretiva Listen também é usada para ajustar o endereço/portas alternativas (usadas também em
Virtual Hosts) e substituirá as definições de Port(veja Especificando endereços/portas
adicionais (a diretiva Listen ), Seção 12.5 para detalhes).
OBS:: Somente uma diretiva Port e um argumento poderão ser especificados. Para mais controle
sobre as portas do sistema use a diretiva Listen.
12.3 Adicionando uma página no Apache
Existem dois tipos de páginas que podem ser adicionadas ao Apache: a página raíz e sub-páginas.
Página Raíz
A página raíz é especificada através da diretiva DocumentRoot e será mostrada quando se
entrar no domínio principal, como http://www.guiafoca.org. Na configuração
padrão do Apache, DocumentRoot aponta para o diretório /home/viaza132/www. Este diretório será
assumido como raíz caso os diretórios não sejam iniciados por uma /:
• home/focalinux – Aponta para /home/viaza132/www/home/focalinux
• /home/focalinux – Aponta para /home/focalinux
Este diretório deve conter um arquivo de índice válido (especificado pela diretiva
DocumentIndex no srm.conf) e permissões de acesso válidas no arquivo access.conf
para autorizar o acesso as páginas em /home/viaza132/www (veja Restrições de Acesso, Seção 12.7
para detalhes).
Sub-páginas
Sub páginas são armazenadas abaixo do diretório da Página raíz, como
http://www.guiafoca.org/download. Elas podem ser um subdiretório da página
principal em /home/viaza132/www ou serem criadas através da diretiva Alias no arquivo srm.conf.
Caso seja um sub-diretório, as permissões de acesso de /home/viaza132/www serão herdadas para este
subdiretório, mas também poderão ser modificadas com a especificação de uma nova diretiva
de acesso.
Através da diretiva Alias a página pode estar localizada em outro diretório do disco (até
mesmo outro sistema de arquivos) e as permissões de acesso deverão ser definidas para
aquela página. Para criar um endereço http://www.guiafoca.org/iniciante que
aponta para o diretório /home/focalinux/download/iniciante no disco local,
basta usar a seguinte diretiva no srm.conf:
Alias /iniciante /home/focalinux/download/iniciante
Pode ser necessário permitir o acesso a nova página caso o servidor tenha uma configuração
restritiva por padrão (veja Restrições de Acesso, Seção 12.7 para detalhes). Após isto, faça o
servidor httpd re-ler os arquivos de configuração ou reinicia-lo. Após isto, a página
/home/focalinux/download/iniciante estará acessível via
http://www.guiafoca.org/iniciante.
OBS: Caso inclua uma / no diretório que será acessível via URL, o endereço somente estará
disponível caso você entre com / no final da URL:
Alias /doc/ /usr/doc/
O diretório /doc somente poderá ser acessado usando
http://www.guiafoca.org/doc/, o uso de http://www.guiafoca.org/doc
retornará uma mensagem de URL não encontrada.
12.4 Configurando as interfaces que o Apache atenderá
A diretiva BindAddress é usada para especificar endereços IP das interfaces ou endereços FQDN
que o Apache responderá requisições. Mais de um endereço podem ser especificados separados
por espaços. Caso não seja definido, o Apache assumirá o valor “*” (atenderá requisições vindas
de qualquer interface).
OBS1: – É permitido usar somente uma diretiva BindAddress. A diretiva Listen deverá ser usada se
desejar mais controle sobre as portas do servidor web. Veja Especificando endereços/portas
adicionais (a diretiva Listen ), Seção 12.5 para detalhes.
OBS2: – As interfaces especificadas pela diretiva Listen substituirá as especificadas em
BindAddress.
Exemplo:
• BindAddress 192.168.1.1 – Especifica que os usuários da faixa de rede
192.168.1.* terão acesso ao servidor httpd. Isto assume que a máquina possui o
endereço 192.168.1.1 em sua interface de rede interna.
• BindAddress * – Atenderá requisições vindas de qualquer interface de rede.
12.5 Especificando endereços/portas adicionais (a diretiva
Listen)
A diretiva Listen é usada para se ter um controle maior sobre a especificação de endereços/portas
alternativas que o servidor web esperará por requisições externas. Esta diretiva é muito usada na
construção de Virtual Hosts. Esta diretiva pode substituir completamente as diretivas Port e
BindAddress. Podem ser usados o número da porta, ou o par endereço:porta:
Listen 192.168.1.1:80
Listen 192.168.7.1:81
Listen 60000
O endereço que deverá ser usado é o da interface de rede (assim como na diretiva BindAddress). No
exemplo acima, o servidor httpd esperará por requisições vindas de 192.168.1.* na porta 80 e
também 60000, e requisições vindas de 192.168.7.1 na porta 81 e também 60000.
12.6 Especificando opções/permissões para as páginas
As opções de restrição podem tanto ser especificadas nas diretivas <Directory>, <Location> ou
<Files> quanto nos arquivos .htaccess (ou outro nome de arquivo de controle de acesso
especificado pela opção AccessFileName do arquivo de configuração do Apache). Cada diretiva
de acesso é especificada entre <tags> e devem ser fechadas com </tag> (como na linguagem
HTML). As seguintes diretivas de acesso são válidas no Apache:
Directory
As restrição afetará o diretório no disco especificado, conseqüentemente a página armazenada
nele. Por exemplo:
<Directory /home/viaza132/www>
Order deny,allow
deny from all
allow from 10.1.0.1
<Directory>
O acesso ao diretório /home/viaza132/www será permitido somente ao computador com o endereço IP
10.1.0.1.
DirectoryMatch
Funciona como a diretiva <Directory> mas trabalha com expressões regulares como
argumento. Por exemplo:
<DirectoryMatch “^/www/.*”>
Order deny,allow
deny from all
<DirectoryMatch>
Bloqueará o acesso ao diretório /www e sub-diretórios dentro dele.
Files
As restrições afetarão os arquivos do disco que conferem com o especificado. É possível usar
os coringas ? e * como no shell. Também podem ser usadas expressões regulares
especificando um “~” após Files e antes da expressão. Por exemplo:
<Files *.txt>
Order deny,allow
deny from all
</Files>
Bloqueia o acesso a todos os arquivos com a extensão .txt
<Files ~ “\.(gif|jpe?g|bmp|png)$”>
Order deny,allow
</Files>
Bloqueia o acesso a arquivos gif, jpg, jpeg, bmp, png (note que o “~” ativa o
modo de interpretação de expressões regulares).
FilesMatch
Permite usar expressões regulares na especificação de arquivos (equivalente a diretiva <Files
~ “expressão”>). Por exemplo:
<FilesMatch “\.(gif|jpe?g|bmp|png)$”>
Order deny,allow
</FilesMatch>
Bloqueia o acesso a arquivos gif, jpg, jpeg, bmp, png.
Location
As restrições afetarão o diretório base especificado na URL e seus sub-diretórios. Por
exemplo:
<Location /security>
Order allow,deny
</Location>
Bloqueia o acesso de todos os usuários ao diretório /security da URL (a explicação
porque o acesso é bloqueado neste caso será explicado em Autorização, Seção 12.7.1).
LocationMatch
Idêntico a diretiva <Location> mas trabalha com expressões regulares. Por exemplo:
<LocationMatch “/(extra|special)/data”>
Order deny,allow
deny from all
</LocationMatch>
Bloqueará URLs que contém a substring “/extra/data” ou “/special/data”.
O uso das diretivas <Directory> e <Files> é apropriada quando você deseja trabalhar com
permissões a nível de diretórios/arquivos no disco local (o controle do proxy também é feito via
<Directory>), o uso da diretiva <Location> é adequado para trabalhar com permissões a nível de
URL. A ordem de processamento das diretivas de acesso são processadas é a seguinte:
• A diretiva <Directory> (com exceção de <DirectoryMatch>) e os arquivos .htaccess são
processados simultaneamente. As definições dos arquivos .htaccess substituem as de
<Directory>)
• Expressões regulares de <DirectoryMatch>, <Directory>.
• <Files> e <FilesMatch> são processados simultaneamente.
• <Location> e <LocationMatch> são processados simultaneamente.
Normalmente é encontrado a opção Options dentro de uma das diretivas acima, a função desta
diretiva é controlar os seguintes aspectos da listagem de diretórios:
All
Todas as opções são usadas exceto a MultiViews. É a padrão caso a opção Options não
seja especificada.
ExecCGI
Permite a execução de scripts CGI.
FollowSymLinks
O servidor seguirá links simbólicos neste diretório (o caminho não é modificado). Esta opção
é ignorada caso apareça dentro das diretivas <Location>, <LocationMatch> e
<DirectoryMatch>.
Includes
É permitido o uso de includes no lado do servidor.
IncludesNOEXEC
É permitido o uso de includes do lado do servidor, mas o comando #exec e #include de
um script CGI são desativados.
Indexes
Se não existir um arquivo especificado pela diretiva <DirectoryIndex> no diretório
especificado, o servidor formatará automaticamente a listagem ao invés de gerar uma resposta
de acesso negado.
MultiViews
Permite o uso da Negociação de conteúdo naquele diretório. A negociação de conteúdo
permite o envio de um documento no idioma requisitado pelo navegador do cliente.
SymLinksIfOwnerMatch
O servidor somente seguirá links simbólicos se o arquivo ou diretório alvo tiver como dono o
mesmo user ID do link. Esta opção é ignorada caso apareça dentro das diretivas <Location>,
<LocationMatch> e <DirectoryMatch>.
Múltiplos parâmetros para Options podem ser especificados através de espaços.
OBS1: A opção Options não tem efeito dentro da diretiva FILES.
OBS2: Tanto faz usar maiúsculas quanto minúsculas nas diretivas de configuração, opções e
parâmetros de configuração do Apache, a capitalização apenas ajuda a leitura e interpretação:
SymLinksIfOwnerMatch (LinksSimbólicosSeDonoConferir).
As opções especificadas para o diretório afetam também seus sub-diretórios, a não ser que sejam
especificadas opções separadas para o sub-diretório:
<Directory /home/viaza132/www>
Options Indexes FollowSymLinks
</Directory>
Ao acessar o diretório /home/viaza132/www/focalinux, as permissões usadas serão de /home/viaza132/www, ao
menos que uma diretiva <Directory> ou <Location> seja especificada:
<Directory /home/viaza132/www>
Options Indexes FollowSymLinks
</Directory>
<Directory /home/viaza132/www/focalinux>
Options Includes
</Directory>
As opções e restrições de acesso de /home/viaza132/www/focalinux serão EXATAMENTE as
especificadas no bloco da diretiva <Directory /home/viaza132/www/focalinux> e somente os includes serão
permitidos. Para adicionar ou remover uma opção individual definidas por diretivas anteriores,
podem ser usado os sinais “+” ou “-“, por exemplo:
<Directory /home/viaza132/www>
Options Indexes FollowSymLinks
</Directory>
<Directory /home/viaza132/www/focalinux>
Options +Includes -Indexes
</Directory>
As opções Indexes e FollowSymLinks são definidas para o diretório /home/viaza132/www, então as
permissões do diretório /home/viaza132/www/focalinux serão FollowSymLinks (do diretório
/web/docs) e Includes (adicionada) e o parâmetro Indexes não terá efeito neste diretório.
É permitido fazer um aninhamento das diretivas <Directory> e <Files>:
<Directory /home/viaza132/www>
Order allow,deny
allow from all
<Files LEIAME-DONO.txt>
Order deny,allow
deny from all
</Files>
</Directory>
Neste caso, somente os arquivos LEIAME-DONO.txt existentes no diretório /home/viaza132/www e seus
sub-diretórios serão bloqueados.
Se a diretiva <Files> for usada fora de uma estrutura <Directory>, ela terá efeito em todos os
arquivos disponibilizados pelo servidor. Este é excelente método para proteger os arquivos de
acesso, senhas e grupos, conforme será explicado mais adiante.
Qualquer outro tipo de aninhamento de diretivas resultará em um erro de configuração ao se tentar
carregar/recarregar o Apache. Um exemplo de diretiva incorreta:
<Directory /home/viaza132/www>
Options Indexes FollowSymLinks
<Directory /home/viaza132/www/focalinux>
Options +Includes -Indexes
</Directory>
</Directory>
O correto é:
<Directory /home/viaza132/www>
Options Indexes FollowSymLinks
</Directory>
<Directory /home/viaza132/www/focalinux>
Options +Includes -Indexes
</Directory>
Espero que tenha observado o erro no exemplo acima.
OBS1: Você pode verificar se a configuração do apache está correta digitando apache -t como
usuário root, se tudo estiver correto com suas configurações ele retornará a mensagem: “Syntax
OK”.
OBS2: Se Options não for especificado, o padrão será permitir tudo exceto MultiViews.
OBS3: Qualquer restrição afetará o diretório atual e todos os seus sub-diretórios! Defina permissões
de sub-diretórios específicos separadamente caso precise de um nível de acesso diferente. Veja
também a seção sobre arquivos OverRide (.htaccess) para detalhes sobre este tipo de arquivo.
OBS4: A diretiva de acesso “<Directory />” não afetará outros sistemas de arquivos montados
dentro de seus subdiretórios. Caso uma diretiva de acesso padrão não seja especificada para outros
sistemas de arquivos, o acesso será automaticamente negado.
12.7 Restrições de Acesso
A restrição de acesso do Apache é feita através de Autorização (Autorização, Seção 12.7.1) e
Autenticação (Autenticação, Seção 12.7.2). Através da autorização, é checado se o endereço/rede
especificada tem ou não permissão para acessar a página. A autenticação requer que seja passado
nome e senha para garantir acesso a página. Os métodos de Autorização e Autenticação podem ser
combinados como veremos mais adiante.
12.7.1 Autorização
A restrição de acesso por autorização (controlado pelo módulo mod_access), permite ou não o
acesso ao cliente de acordo com o endereço/rede especificada. As restrições afetam também os subdiretórios
do diretório alvo. Abaixo um exemplo de restrição de acesso que bloqueia o acesso de
qualquer host que faz parte do domínio .spammers.com.br a URL http://servidor/teste:
<Location /teste>
Option Indexes
Order allow,deny
allow from all
deny from .spammers.com.br
</Location>
A opção Option foi explicada acima, seguem as explicações das outras diretivas:
Order
Especifica em que ordem as opções de acesso allow/deny serão pesquisadas. Caso não seja
especificada, o padrão será deny/allow. Note que a ordem de pesquisa de allow e deny é a
inversa da especificada. A diretiva Order aceita os seguintes valores:
• deny,allow – Esta é a padrão, significa um servidor mais restritivo; a diretiva allow
é processada primeiro e somente depois a diretiva deny. Caso nenhuma diretiva allow
e deny forem especificadas ou não conferirem, PERMITE TUDO como padrão.
• allow,deny – Significa um servidor mais permissivo, a opção deny é processada
primeiro e somente depois a opção allow. Caso nenhuma diretiva allow e deny for
especificadas ou não conferirem, BLOQUEIA TUDO como padrão.
• mutual-failure – Somente permite o acesso se o usuário receber autorização
através da opção allow e NÃO ser bloqueado pela opção deny, caso uma das
checagens falhe, o acesso é imediatamente negado. É uma opção interessante quando
você quer somente pessoas de um determinado endereço/rede acessando o seu sistema
e não estejam em sua lista negra 🙂
ATENÇÃO: É importante saber se a página será permissiva ou restritiva para escolher a
ordem mais adequada ao seu caso, também leve em consideração a possibilidade do
processamento cair na diretiva de acesso padrão, caso nem a diretiva allow e deny conferiram
e estiver usando a ordem de acesso “allow,deny” ou “deny,allow”. Um sistema mal
configurado neste aspecto poderá trazer sérias conseqüências.
É comum em páginas permissivas se definir a seguinte configuração:
Order allow,deny
allow from all
O motivo é que em um grande site, se forem adicionadas mais restrições nesta página (devido
a alguns domínios que tem usuários mal comportados, bloqueio de acesso a rede do
concorrente, potenciais atacantes, etc…), estas deverão ser lidas antes da diretiva “allow from
all” e podem passar desapercebidas ao administrador e podem simplesmente não funcionar
caso a opção Order não esteja ajustada corretamente (lembre-se, você é o administrador e a
integridade do site depende de sua atenção na escolha da ordem correta das diretivas de
acesso).
allow from
Especifica o endereço que terá acesso ao recurso especificado. A diretiva allow from aceita os
seguintes valores:
• all – O acesso é permitido a todos.
• um endereço de domínio completo (FQDN). Por exemplo www.debian.org.br.
• um endereço de domínio parcial. Qualquer computador que confira com o inicio ou
fim terá o acesso permitido. Por exemplo, .spammers.com.br, .debian.org.
• um endereço IP completo, como 192.168.1.1
• um endereço IP parcial como 192.168.1.
• um par rede/máscara como 10.1.0.0/255.255.0.0 ou 10.1.0.0/16, uma
faixa de acesso a máquinas de uma mesma rede pode ser definida facilmente através
deste método.
OBS1: É necessário reiniciar o Apache depois de qualquer modificação em seu arquivo de
configuração (executando apachectl restart), ou recarregar os arquivos de
configuração (apachectl graceful).
OBS2: Mais de um host pode ser especificado separando com um espaço:
allow from 192.168. .debian.org.br
Permitirá o acesso de qualquer máquina que o endereço IP confira com 192.168.*.* e
qualquer computador do domínio debian.org.br
OBS3: Regras baseadas em nomes simples de hosts (como www) não conferirão! Deverá ser
usado o FQDN ou IP: www.dominio.com.br
OBS4: Caso Order não seja especificado, deny,allow será usado como padrão (ou seja,
permitirá tudo como padrão).
deny from
Especifica os endereços que NÃO terão acesso ao recurso especificado. As explicações
referentes a esta diretiva de acesso são idêntica as de allow from.
É recomendável o uso de endereços IP ao invés de endereços DNS e um mecanismo anti-spoofing
no firewall ou código de roteamento, pois ficará mais difícil um ataque baseado em DNS spoofing,
aumentando consideravelmente a segurança de seu servidor web.
ATENÇÃO: Caso receba erros 403 (acesso negado) sem bloquear a URL nas diretivas de acesso,
uma dos seguintes problemas pode ser a causa:
• O servidor Web não tem permissões para acessar/abrir o diretório da página. Certifique-se
que o dono e grupo do processo Apache (especificado pela diretiva User e Group)
possuem permissões de acesso àquele diretório.
• Quando quer fazer uma listagem de arquivos do diretório e não especifica a opção Option
Indexes como opção de listagem.
• Quando não está usando Option Indexes para impedir a listagem de conteúdo do
diretório e o não foi encontrado um arquivo de índice válido dentre os existentes na diretiva
DirectoryIndex no diretório atual.
Abaixo alguns exemplos de permissões de acesso:
<Directory /home/viaza132/www>
Options SymLinksIfOwnerMatch Indexes MultiViews
Order allow,deny
allow from all
</Directory>
Permite o acesso a de qualquer usuário de qualquer lugar (allow from all), permite também a
visualização da listagem formatada de arquivos caso nenhum arquivo especificado na diretiva
DirectoryIndex seja encontrado (Indexes), permite negociação de conteúdo (MultiViews) e seguir
links caso o dono do arquivo confira com o nome do link (SymLinksIfOwnerMatch).
<Directory /home/viaza132/www>
Options SymLinksIfOwnerMatch Indexes MultiViews
</Directory>
Tem o mesmo significado da diretiva acima por métodos diferentes; quando nenhuma opção Order
é especificada, deny,allow é definido como padrão, e como nenhuma opção de acesso allow/deny
foi especificada, o padrão “Order deny,allow” é usado e permite TUDO como padrão.
<Directory /home/viaza132/www>
Options Indexes
Order deny,allow
deny from all
</Directory>
Esta regra acima não tem muita lógica pois restringe o acesso de todos os usuários ao diretório
/home/viaza132/www, ao menos se esta for sua intenção…
<Location /focalinux>
Options All
Order allow,deny
allow from all
</Location>
A regra acima permite o acesso a URL http://www.servidor.org/focalinux de
qualquer host na Internet
<Files .htaccess>
Order deny,allow
deny from all
</Files>
Bloqueia o acesso a qualquer arquivo .htaccess do sistema
<Files ~ “leiame-(arm|alpha|m68k|sparc|powerpc)\.txt”>
Order deny,allow
deny from all
</Files>
Bloqueia o acesso a qualquer arquivo leiame-arm.txt, leiame-alpha.txt, leiamem68k.
txt, leiame-sparc.txt e leiame-powerpc.txt fazendo uso de expressões
regulares.
<Directory /home/viaza132/www>
Options Indexes
Order mutual-failure
allow from .dominio.com.br
deny from lammer.dominio.com.br
</Directory>
A diretiva acima somente permite acesso ao diretório /home/viaza132/www de máquinas pertencentes ao
domínio .dominio.com.br desde que não seja lammer.dominio.com.br.
<Directory /home/viaza132/www>
Options Indexes MultiViews
Order allow,deny
deny from .com .com.br
allow from all
</Directory>
Bloqueia o acesso ao diretório /home/viaza132/www de computadores pertencentes aos domínios .com e
.com.br.
<Directory /home/viaza132/www>
Options None
Order deny,allow
allow from 192.168.1. .guiafoca.org .debian.org
deny from 200.200.123.
</Directory>
A regra acima permite o acesso de máquinas da rede 192.168.1.*, do domínio
*.guiafoca.org e *.debian.org, o acesso de máquinas da rede 200.200.123.* é
bloqueado (nada contra, peguei nesse número ao acaso :-).
Note que a máquina 192.168.4.10 terá acesso LIVRE a regra acima, pois não conferirá nem
com allow nem com deny, então o processamento cairá na diretiva padrão de deny,allow, que neste
caso permite o acesso caso nem allow e deny conferiram com o padrão.
<Directory /home/viaza132/www>
Options None
Order allow,deny
allow from 192.168.1. .cipsga.org.br .debian.org
deny from 200.200.123.
</Directory>
A regra acima é idêntica a anterior somente com a mudança da opção Order. Bloqueia o acesso de
máquinas da rede 200.200.123.* e permite o acesso de máquinas da rede 192.168.1.*, do
domínio *.cipsga.org.br e *.debian.org.
Note que a máquina 192.168.4.10 terá acesso BLOQUEADO a regra acima, pois não conferirá
nem com allow nem com deny, então o processamento cairá na diretiva padrão de allow,deny que
neste caso bloqueia o acesso.
12.7.2 Autenticação
Através da autenticação (controlado pelo módulo mod_auth) é possível especificar um nome e
senha para acesso ao recurso solicitado. As senhas são gravadas em formato criptografado usando
Crypto ou MD5 (conforme desejado). O arquivo de senhas pode ser centralizado ou especificado
individualmente por usuário, diretório ou até mesmo por arquivo acessado.
12.7.2.1 Criando um arquivo de Senhas
O arquivo de senhas pode ser criado e mantido através do uso de 3 utilitários: htpasswd,
htdigest e dbmmanage:
12.7.2.1.1 htpasswd
Este é usado para criar o arquivo de senhas. Para criar um banco de dados com o nome senhas
para o usuário convidado, é usada a seguinte sintaxe:
htpasswd -c -m senhas convidado
Você será perguntado por uma senha para o usuário convidado e para redigita-la. A opção “-c”
indica que deverá ser criado um arquivo, a opção “-m” indica a utilização de senhas criptografadas
usando o algoritmo MD5, que garante maior segurança que o método Crypto. A senha pode ser
especificada diretamente na linha de comando através da opção “-b” (isto é um ótimo recurso para
utilização em shell scripts ou programas CGI de integração com o navegador).
htpasswd -b -d senhas chefe abcdef
No exemplo acima, uma senha de alta segurança será introduzida no banco de dados senhas
tornando impossível o acesso a página do usuário 🙂
Note que esta senha foi cadastrada usando o algoritmo de criptografia Crypto (opção -d). O
algoritmo SHA também pode ser usado como alternativa, através da opção “-s”. Para modificar a
senha do usuário convidado, basta usar a mesma sintaxe (sem a opção “-c” que é usada para criar
um novo arquivo):
htpasswd -m senhas convidado
ou
htpasswd -b -m senhas convidado nova_senha
Opcionalmente você pode especificar a opção “-d” para atualizar também o formato da senha para
Crypto. Podem existir senhas de criptografias mistas (SHA, Crypto, MD5) no mesmo arquivo sem
nenhum problema.
A mudança do formato de senhas é útil quando se deseja aumentar o nível de segurança oferecido
por um melhor sistema ou para manter a compatibilidade com alguns scripts/programas que
compartilhem o arquivo de senhas.
12.7.2.1.2 htdigest e dbmmanage
Estes são idênticos ao htpasswd, a diferença é que o htdigest permite criar/manter um
arquivo de senhas usando a autenticação Digest, enquanto o dbmmanage permite manter o banco
de dados de senhas em um arquivo DB, DBM, GDBM e NDBM, formatos conhecidos pelo Perl.
12.7.2.2 Autenticação através de usuários
Através deste método é possível especificar que usuários terão acesso ao recurso definido, usando
senhas de acesso individuais criptografadas usando um dos utilitários da seção anterior. Para
restringir o acesso ao endereço http://servidor.org/teste:
<Location /teste>
AuthName “Acesso a página do Foca Linux”
AuthType basic
AuthUserFile /home/gleydson/SenhaUsuario
# AuthGroupFile /home/users/SenhaGrupo
Require valid-user
</Location>
Ao tentar acessar o endereço http://servidor/teste, será aberta uma janela no navegador
com o título Enter username for Acesso a página do Foca Linux at servidor.org, a diretiva Require
valid-user definem que o usuário e senha digitados devem existir no arquivo especificado por
AuthUserFile para que o acesso seja garantido. Uma explicação de cada opção de acesso usado na
autenticação:
AuthName
Será o nome que aparecerá na janela de autenticação do seu navegador indicando qual área
restrita está solicitando senha (podem existir várias no servidor, bastando especificar várias
diretivas de restrições).
AuthType
Especifica o método de que o nome e senha serão passados ao servidor. Este método de
autenticação pode ser Basic ou Digest
• Basic – Utiliza a codificação base64 para encodificação de nome e senha, enviando o
resultado ao servidor. Este é um método muito usado e pouco seguro, pois qualquer
sniffer instalado em um roteador pode capturar e descobrir facilmente seu nome e
senha.
• Digest – Transmite os dados de uma maneira que não pode ser facilmente
decodificada, incluindo a codificação da área protegida (especificada pela diretiva
AuthName) que possui a seqüencia de login/senha válida. A diferença deste método é
que você precisará de arquivos de senhas diferentes para cada área protegida
especificada por AuthName (também chamada de Realm).
AuthUserFile
É o arquivo gerado pelo utilitário htpasswd que contém a senha correspondente ao usuário
AuthGroupFile
É um arquivo texto que contém o nome do grupo, dois pontos (“:”) e o nome dos usuários que
podem ter acesso ao recurso, separados por vírgulas. No exemplo acima ele se encontra
comentado, mas a seguir encontrará exemplos que explicam em detalhes o funcionamento
desta diretiva.
Require
Especifica que usuários podem ter acesso ao diretório. Podem ser usadas uma das 3 sintaxes:
• Require user usuário1 usuário2 usuário3 – Somente os usuários
especificados são considerados válidos para ter acesso ao diretório.
• Require group grupo1 grupo2 grupo3 – Somente os usuários dos grupos
especificados são considerados válidos para terem acesso ao diretório. Esta diretiva é
útil quando deseja que somente alguns usuários de determinado grupo tenham acesso
ao recurso (por exemplo, usuários do grupo admins).
• Require valid-user – Qualquer usuário válido no banco de dados de senhas
pode acessar o diretório. É bem útil quando as opções de acesso especificadas por
Require user são muito longas.
A opção Require deve ser acompanhado das diretivas AuthName, AuthType e as
diretivas AuthUserFile e AuthGroupFile para funcionar adequadamente.
OBS: É necessário reiniciar o Apache depois de qualquer modificação em seu arquivo de
configuração (apachectl restart), ou recarregar os arquivos de configuração (apachectl
graceful). Note que o apachectl é somente um shell script para interação mais amigável com
o servidor web apache, retornando mensagens indicando o sucesso/falha no comando ao invés de
códigos de saída.
Alguns exemplos para melhor assimilação:
<Location /teste>
AuthName “Acesso a página do Foca Linux”
AuthType basic
AuthUserFile /home/gleydson/SenhaUsuario
Require user gleydson
</Location>
As explicações são idênticas a anterior, mas somente permite o acesso do usuário gleydson a
URL http://servidor.org/teste, bloqueando o acesso de outros usuários contidos no
arquivo AuthUserFile.
<Location /teste>
AuthName “Acesso a página do Foca Linux”
AuthType basic
AuthUserFile /home/gleydson/SenhaUsuario
Require user gleydson usuario1 usuario2
</Location>
<Location /teste>
AuthName “Acesso a página do Foca Linux”
AuthType basic
AuthUserFile /home/gleydson/SenhaUsuario
Require user gleydson
Require user usuario1
Require user usuario2
</Location>
As 2 especificações acima são equivalentes e permite o acesso aos usuários gleydson,
usuario1 e usuario2 a página http://servidor.org/teste.
12.7.2.3 Autenticação usando grupos
Há casos onde existem usuários de um arquivo de senhas que devem ter acesso a um diretório e
outros não, neste caso a diretiva valid-user não pode ser especificada (porque permitiria o acesso de
todos os usuários do arquivo de senha ao diretório) e uma grande lista de usuários ficaria bastante
complicada de ser gerenciada com vários usuários na diretiva Require user.
Quando existe esta situação, é recomendado o uso de grupos de usuários. Para fazer uso desse
recurso, primeiro deverá ser criado um arquivo quer armazenará o nome do grupo e dos usuários
pertencente àquele grupo usando a seguinte sintaxe (vamos chamar este arquivo de SenhaGrupo):
admins: gleydson usuario2
usuarios: usuario1 usuario2 usuario3 gleydson
Agora adaptamos o exemplo anterior para que somente os usuários especificados no grupo admins
do arquivo criado acima:
<Location /teste>
AuthName “Acesso a página do Foca Linux”
AuthType basic
AuthUserFile /home/gleydson/SenhaUsuario
AuthGroupFile /home/gleydson/SenhaGrupo
Require group admins
</Location>
Agora somente os usuários pertencentes ao grupo admins (gleydson e usuario2) poderão ter acesso
ao diretório /teste.
OBS1: Verifique se o servidor Web possui acesso a leitura no arquivo de senhas de usuários e
grupos, caso contrário será retornado um código “500 – Internal Server Error”. Este tipo de erro é
caracterizado por tudo estar OK na sintaxe dos arquivos de configuração após checagem com
“apache -t” e todas as diretivas de controle de acesso apontam para os diretórios e arquivos corretos.
OBS2:: Sempre use espaços para separar os nomes de usuários pertencentes a um grupo.
OBS3: NUNCA coloque os arquivos que contém senhas e grupos em diretórios de acesso público
onde usuários podem ter acesso via o servidor Web. Tais localizações são /home/viaza132/www,
/home/”usuario”/public_html e qualquer outro diretório de acesso público que defina em
seu sistema.
É recomendável também ocultar estes arquivos através da diretiva <Files> evitando possíveis riscos
de segurança com usuários acessando os arquivos de senha e grupo.
Na distribuição Debian, qualquer arquivo iniciando com .ht* será automaticamente ocultado
pelo sistema, pois já existe uma diretiva <Files ~ “\.ht”>. Tal diretiva pode também ser especificada
no arquivo de acesso .htaccess. Assim um arquivo .htsenha e .htgroup são bons nomes
se estiver desejando ocultar dados de olhos curiosos…
12.7.3 Usando autorização e autenticação juntos
Os métodos de autorização e autenticação podem ser usados ao mesmo tempo dentro de qualquer
uma das diretivas de controle de acesso. As diretivas de autorização são processadas primeiro
(mod_access) e depois as diretivas de autenticação (mod_auth). Segue um exemplo:
<Directory /home/viaza132/www>
Options Indexes
Order deny,allow
allow from .dominiolocal.com.br
deny from all
AuthName “Acesso ao diretório do servidor Web”
AuthType basic
AuthUserFile /var/cache/apache/senhas
Require valid-user
</Directory>
Para ter acesso ao diretório /home/viaza132/www, primeiro o computador deve fazer parte do domínio
.dominiolocal.com.br, assim ela passa pelo teste de autorização, depois disso será
necessário fornecer o login e senha para acesso a página, digitando o login e senha corretos, o teste
de autenticação será completado com sucesso e o acesso ao diretório /home/viaza132/www autorizado.
<Directory /home/viaza132/www>
Options Indexes
Order mutual-failure
allow from .dominiolocal.com.br
deny from lammer.dominiolocal.com.br
AuthName “Acesso ao diretório do servidor Web”
AuthType basic
AuthUserFile /var/cache/apache/senhas
AuthGroupFile /var/cache/apache/grupos
Require group admins
</Directory>
No exemplo acima, é usado o método de autorização com a opção Order mutual-failure e o método
de autenticação através de grupos. Primeiro é verificado se o usuário pertence ao domínio
.dominiolocal.com.br e se ele não está acessando da máquina
lammer.dominiolocal.com.br, neste caso ele passa pelo teste de autorização. Depois disso
ele precisará fornecer o nome e senha válidos, com o login pertencente ao AuthGroupFile, passando
pelo processo de autenticação e obtendo acesso ao diretório /home/viaza132/www.
12.7.3.1 Acesso diferenciado em uma mesma diretiva
É interessante permitir usuários fazendo conexões de locais confiáveis terem acesso direto sem
precisar fornecer nome e senha e de locais inseguros acessarem somente após comprovarem quem
realmente são. Como é o caso de permitir usuários de uma rede privada terem acesso completo aos
recursos e permitir o acesso externo ao mesmo recurso somente através de senha. Isto pode ser feito
com o uso da diretiva Satisfy junto ao bloco de autorização/autenticação. Vamos tomar como base
o exemplo anterior:
<Directory /home/viaza132/www>
Options Indexes
Order mutual-failure
allow from .dominiolocal.com.br
deny from lammer.dominiolocal.com.br
AuthName “Acesso ao diretório do servidor Web”
AuthType basic
AuthUserFile /var/cache/apache/senhas
AuthGroupFile /var/cache/apache/grupos
Require group admins
Satisfy any
</Directory>
Note que o exemplo é o mesmo com a adição da diretiva Satisfy any no final do bloco do arquivo.
Quando a opção Satisfy não é especificada, ela assumirá “all” como padrão, ou seja, o usuário
deverá passar no teste de autorização e autenticação para ter acesso.
A diferença do exemplo acima em relação ao da seção anterior é se a máquina passar no teste de
autorização ela já terá acesso garantido. Caso falhe no teste de autorização, ainda terá a chance de
ter acesso a página passando na checagem de autenticação.
Isto garante acesso livre aos usuários do domínio .dominiolocal.com.br. Já os outros
usuários, incluindo acessos vindos de lammer.dominiolocal.com.br que pode ser uma
máquina com muito uso, poderá ter acesso ao recurso caso tenha fornecido um nome e senha
válidos para passar pelo processo de autenticação. Tenha isto em mente… este tipo de problema é
comum e depende mais de uma política de segurança e conduta interna, o sistema de segurança não
pode fazer nada a não ser permitir acesso a um nome e senha válidos.
Tenha cuidado com o uso da opção Satisfy em diretivas que especificam somente o método de
autenticação:
<Directory /home/viaza132/www>
Options Indexes
AuthName “Acesso ao diretório do servidor Web”
AuthType basic
AuthUserFile /var/cache/apache/senhas
AuthGroupFile /var/cache/apache/grupos
Require group admins
Satisfy any
</Directory>
ATENÇÃO PARA O DESCUIDO ACIMA!: Como o método de autorização NÃO é especificado, é
assumido deny,allow como padrão, que permite o acesso a TODOS os usuários. O bloco acima
NUNCA executará o método de autenticação por este motivo. A melhor coisa é NÃO usar a opção
Satisfy em casos que só requerem autenticação ou usar Satisfy all (que terá o mesmo efeito de não
usa-la, hehehe).
A falta de atenção nisto pode comprometer silenciosamente a segurança de seu sistema.
12.7.4 O arquivo .htaccess
O arquivo .htaccess deve ser colocado no diretório da página que deverá ter suas permissões de
acesso/listagem controladas. A vantagem em relação a inclusão direta de diretivas de acesso dentro
do arquivo de configuração do Apache, é que o controle de acesso poderá ser definido pelo
próprio webmaster da página, sem precisar ter acesso direto a configuração do Apache, que
requerem privilégios de root.
Outro ponto fundamental é que não há necessidade de reiniciar o servidor Web, pois este arquivo é
lido no momento de cada acesso ao diretório que controla. O nome do arquivo OverRide pode ser
definido através da diretiva AccessFileName no arquivo de configuração do Apache, .htaccess
é usado como padrão.
O controle de que opções estarão disponíveis no .htaccess são definidas na diretiva
AllowOverride que pode conter o seguintes parâmetros:
• None – O servidor não buscará o arquivo .htaccess nos diretórios
• All – O servidor utilizará todas as opções abaixo no arquivo .htaccess
• AuthConfig – Permite o uso de diretivas de autenticação (AuthDBMGroupFile,
AuthDBMUserFile, AuthGroupFile, AuthName, AuthType, AuthUserFile, Require, etc.).
• FileInfo – Permite o uso de diretivas controlando o tipo de documento (AddEncoding,
AddLanguage, AddType, DefaultType, ErrorDocument, LanguagePriority, etc.).
• Indexes – Permite o uso de diretivas controlando a indexação de diretório
(AddDescription, AddIcon, AddIconByEncoding, AddIconByType, DefaultIcon,
DirectoryIndex, FancyIndexing, HeaderName, IndexIgnore, IndexOptions, ReadmeName,
etc.).
• Limit – Permite o uso de diretivas controlando o acesso ao computador (allow, deny e
order).
• Options – Permite o uso de diretivas controlando características específicas do diretório
(Options e XBitHack).
OBS: Não tem sentido usar a opção AllowOverride dentro da diretiva <Location>, ela será
simplesmente ignorada.
Para acesso ao arquivo .htaccess do diretório /home/viaza132/www/focalinux, o Apache buscará os
arquivos .htaccess na seqüencia: /.htaccess, /var/.htaccess,
/home/viaza132/www/.htaccess, /home/viaza132/www/focalinux/.htaccess, qualquer diretiva que não
exista no .htaccess do diretório /home/viaza132/www/focalinux terá seu valor definido pela diretiva
dos arquivos .htaccess dos diretórios anteriores. Somente após esta seqüencia de checagens o
acesso ao documento é permitido (ou negado).
Por este motivo, muitos administradores decidem desativar completamente o uso de arquivos
.htaccess no diretório raíz e habilitar somente nos diretórios especificados pela diretiva
<Directory> no arquivo de configuração do Apache, evitando brechas de segurança na
manipulação destes arquivos (esta é uma boa idéia a não ser que se dedique 24 horas somente na
administração do seu servidor Web e conheça toda sua estrutura hierárquica de segurança:
<Directory />
AllowOverride none
</Directory>
<Directory /home/viaza132/www>
AllowOverride limit authconfig indexes
</Directory>
Na especificação acima, o arquivo .htaccess será procurado no diretório /home/viaza132/www e seus
sub-diretórios, usando somente opções que controlam a autorização de acesso (limit), autenticação e
opções (authconfig) e de indexação de documentos (indexes).
Alguns exemplos do uso do arquivo .htaccess:
Para permitir o acesso direto de usuários da rede 192.168.1.* diretamente, e requerer senha de
acesso para outros usuários, o seguinte arquivo .htaccess deve ser criado no diretório
/home/viaza132/www:
Order deny,allow
allow from 192.168.1.0/24
deny from all
AuthName “Acesso a página Web principal da Empresa”
AuthType basic
AuthUserFile /var/cache/apache/senhas
Require valid-user
Satisfy any
Note que a sintaxe é exatamente a mesma das usadas na diretivas de acesso, por este motivo vou
dispensar explicações detalhadas a respeito.
ATENÇÃO: A diretiva Options Indexes deverá ser especificada no AllowOverRide e não no
arquivo .htaccess. Agora você já sabe o que fazer se estiver recebendo erros 500 ao tentar
acessar a página (Erro interno no servidor)…
12.7.5 Usando a diretiva SetEnvIf com Allow e Deny
É possível especificar o acesso baseado em variáveis de ambiente usando a diretiva SetEnvIf, isto
lhe permite controlar o acesso de acordo com o conteúdo de cabeçalhos HTTP. A sintaxe é a
seguinte:
SetEnvIf [atributo] [expressão] [variável]
Isto poder ser facilmente interpretado como: Se o “atributo” especificado conter a “expressão”, a
“variável” será criada e armazenará o valor verdadeiro. Veja abaixo:
SetEnvIf User-Agent “.*MSIE*.” EXPLODER
<Directory /home/viaza132/www>
Order deny,allow
allow from all
deny from env=EXPLODER
</Directory>
Se o Navegador (campo User-Agent do cabeçalho http) usado para acessar a página for o
Internet Explorer, a variável EXPLODER será criada e terá o valor verdadeiro (porque a
expressão de SetEnvIf conferiu com a expressão).
Note o uso de “deny from env=VARIÁVEL”. Neste caso se o navegador for o Internet
Explorer, o acesso será bloqueado (pois o navegador conferiu, assim a variável EXPLODER
recebeu o valor verdadeiro).
É permitido especificar as diretivas de acesso normais junto com especificação de variáveis de
ambiente, basta separa-los com espaços. Uma descrição completa dos cabeçalhos HTTP, conteúdo e
parâmetros aceitos por cada um são descritos na RFC 2068.
12.7.6 A diretiva <Limit>
Esta diretiva é semelhante a <Directory> mas trabalha com métodos HTTP (como GET, PUT,
POST, etc) ao invés de diretórios. A diretiva <Limit> pode ser usada dentro da diretiva de acesso
<Directory>, <Location>, mas nenhuma diretiva de controle de acesso pode ser colocada dentro de
<Limit>.
Os métodos HTTP válidos são: GET, POST, PUT DELETE, CONNECT, OPTIONS, TRACE,
PATCH, PROPFIND, PROPPATCH, MKCOL, COPY, MOVE, LOCK e UNLOCK. Note que os
métodos são case-sensitive. Por exemplo:
<Directory /home/viaza132/www>
Option Indexes
<Limit POST PUT DELETE>
Order deny,allow
allow from 192.168.1.0/24
deny from all
</Limit>
</Directory>
Somente permitem o uso dos métodos POST, PUT, DELETE de máquinas da rede interna.
OBS1: Se o método GET é bloqueado, o cabeçalho HTTP também será bloqueado.
OBS2: A diretiva de acesso <Limit> somente terá efeito na diretiva <Location> se for especificada
no arquivo de configuração do servidor web. A diretiva <Location> simplesmente é ignorada nos
arquivos .htaccess…
Este abaixo é usado por padrão na distribuição Debian para restringir para somente leitura o
acesso aos diretórios de usuários acessados via módulo mod_userdir:
<Directory /home/*/public_html>
AllowOverride FileInfo AuthConfig Limit
Options MultiViews Indexes SymLinksIfOwnerMatch IncludesNoExec
<Limit GET POST OPTIONS PROPFIND>
Order allow,deny
Allow from all
</Limit>
<Limit PUT DELETE PATCH PROPPATCH MKCOL COPY MOVE LOCK UNLOCK>
Order deny,allow
Deny from all
</Limit>
</Directory>
12.7.7 Diretiva <LimitExcept>
Esta diretiva é semelhante a <Limit>, mas atinge todos os métodos HTTP, menos os especificados.
12.8 Definindo documentos de erro personalizados
Documentos de erros personalizados são definidos através da diretiva ErrorDocument. É possível
especificar códigos de erros que serão atendidos por certos documentos ou colocar esta diretiva
dentro de blocos de controle de acesso <Directory>, <Location> ou <VirtualHost> para que tenham
mensagens de erro personalizadas, ao invés da padrão usada pelo servidor httpd.
ErrorDocument [código de erro] [documento]
Onde:
código de erro
Código de erro da mensagem (veja Códigos HTTP, Seção 12.15 como referência). O código
de erro 401 deve referir-se a um arquivo local.
documento
Documento, mensagem de erro ou redirecionamento que será usado no servidor caso aquele
código de erro seja encontrado:
Para definir uma mensagem de erro padrão para todo servidor web, basta colocar a diretiva
ErrorDocument fora das diretivas que controlam o acesso a diretórios e virtual hosts (o inicio do
arquivo httpd.conf é ideal).
Exemplos:
• ErrorDocument 404 /cgi-bin/erros404.pl – Direciona para um script em Perl
que manda um e-mail ao administrador falando sobre o link quebrado e envia o usuário a
uma página de erro padrão.
• ErrorDocument 404 /naoencontrada.html – Direciona o usuário para o arquivo
naoencontrada.html (dentro de DocumentRoot) quando ocorrer o erro 404. Note que
o diretório / levado em consideração é o especificado pela diretiva DocumentRoot.
• ErrorDocument 500 “Erro Interno no servidor” – Mostra a mensagem na
tela quando ocorrer o erro 500.
• ErrorDocument 401 /obtendoacesso.html – Direciona o usuário ao arquivo
explicando como obter acesso ao sistema.
• ErrorDocument 503 http://www.guiafoca.org/servicos.html –
Redireciona o usuário a URL especificada.
• ErrorDocument 403 “Acesso negado” – Mostra a mensagem na tela no caso de
erros 403.
12.9 Módulos DSO
Os módulos DSO permitem adicionar/remover características do Apache sem necessidade de
recompilar todo o servidor web, assim interrompendo o serviço para a atualização dos arquivos.
Módulos de programas terceiros também podem ser compilados e adicionado sem problemas
através deste recurso.
Os módulos são carregados para a memória no momento que o apache é iniciado através da
diretiva LoadModule no arquivo de configuração. Dessa forma, toda vez que um novo módulo for
adicionado, removido ou alterado, será necessário reiniciar o servidor apache. A sintaxe da linha
para carregar módulos .so é a seguinte:
LoadModule [nome_do_modulo] [caminho_do_arquivo_so]
nome_do_modulo
Especifica o nome do módulo, não deve conter espaços.
caminho_do_arquivo_so
Define a localização do arquivo que contém o módulo especificado. Por padrão os módulos
estão localizados em /usr/lib/apache/[versão]
A posição em que os módulos aparecem podem ter influência em seu funcionamento, alguns
requerem que sejam especificados antes de outros módulos para funcionarem corretamente (como o
módulo php3_module, que deve ser carregado antes de qualquer módulo de controle de CGI’s). Leia
a documentação específica sobe o módulo em caso de dúvidas, os módulos que acompanham o
Apache são documentados em detalhes no manual do Apache.
Para usar uma característica/diretiva/opção do Apache que dependa de um certo módulo,
obviamente você deverá carregar o módulo correspondente (em caso de dúvidas, leia a
documentação sobre o módulo). Veja a httpd.conf, Seção 12.14.1 para exemplos do uso da diretiva
LoadModule.
Por exemplo, se você quiser utilizar as diretivas de autorização (allow, deny, order) deverá ter o
módulo mod_access carregado, para usar as diretivas de autorização (authname, authuserfile,
authtype, etc) deverá ter o módulo mod_auth carregado. Mais detalhes podem ser encontrados em
Autorização, Seção 12.7.1. OBS1: O suporte a DSO atualmente só está disponível para plataforma
UNIX e seus derivados, como o Linux.
Também é possível ativar certas diretivas verificando se o módulo correspondente estiver ou não
carregado através da diretiva IfModule:
<IfModule mod_userdir.c>
UserDir disabled root
UserDir public_html
</IfModule>
Nas linhas acima, as diretivas UserDir somente serão executadas se o módulo mod_userdir.c estiver
carregado através da diretiva LoadModule.
Segue abaixo uma lista de módulos padrões que acompanham do Apache, os módulos marcados
com “*” são ativados por padrão:
Criação de Ambiente
• * mod_env – Ajusta variáveis de ambiente para scripts CGI/SSI
• * mod_setenvif – Ajusta variáveis de ambiente de acordo com cabeçalhos http
• mod_unique_id – Gera identificadores únicos para requisições
Decisão de tipo de conteúdo de arquivos
• * mod_mime – Determinação de tipo/encodificação do conteúdo (configurado)
• mod_mime_magic – Determinação de tipo/encodificação do conteúdo (automático)
• * mod_negotiation – Seleção de conteúdo baseado nos cabeçalhos “HTTP
Accept*”
Mapeamento de URL
• * mod_alias – Tradução e redirecionamento de URL simples
• mod_rewrite – Tradução e redirecionamento de URL avançado
• * mod_userdir – Seleção de diretórios de recursos por nome de usuário
• mod_speling – Correção de URLs digitadas incorretamente
• mod_vhost_alias – Suporte para virtual hosts dinamicamente configurados em
massa.
Manipulação de Diretórios
• * mod_dir – Manipulação de Diretório e arquivo padrão de diretório
• * mod_autoindex – Geração de índice automático de diretório
Controle de Acesso
• * mod_access – Controle de acesso por autorização (usuário, endereço, rede)
• * mod_auth – Autenticação HTTP básica (usuário, senha)
• mod_auth_dbm – Autenticação HTTP básica (através de arquivos NDBM do Unix)
• mod_auth_db – Autenticação HTTP básica (através de arquivos Berkeley-DB)
• mod_auth_anon – Autenticação HTTP básica para usuários no estilo anônimo
• mod_auth_digest – Autenticação MD5
• mod_digest – Autenticação HTTP Digest
Respostas HTTP
• mod_headers – Cabeçalhos de respostas HTTP (configurado)
• mod_cern_meta – Cabeçalhos de respostas HTTP (arquivos no estilo CERN)
• mod_expires – Respostas de expiração HTTP
• * mod_asis – Respostas HTTP em formato simples (raw)
Scripts
• * mod_include – Suporte a Includes no lado do servidor (SSI – Server Sides
Includes)
• * mod_cgi – Suporte a CGI (Common Gateway Interface)
• * mod_actions – Mapeia scripts CGI para funcionarem como ‘handlers’ internos.
Manipuladores de conteúdo Interno
• * mod_status – Visualiza status do servidor em tempo de execução.
• mod_info – Visualiza sumário de configuração do servidor.
Registros de Requisições
• * mod_log_config – Registro de requisições personalizáveis
• mod_log_agent – Registro especializado do User-Agent HTTP (depreciado)
• mod_log_refer – Registro especializado do Referrer HTTP (depreciado)
• mod_usertrack – Registro de cliques de usuários através de Cookies HTTP
Outros
• * mod_imap – Suporte a Mapeamento de Imagem no lado do servidor.
• mod_proxy – Módulo de Cache do Proxy (HTTP, HTTPS, FTP).
• mod_so – Inicialização do Dynamic Shared Object (DSO)
Experimental
• mod_mmap_static – Cache de páginas freqüentemente servidas via mmap()
Desenvolvimento
• mod_example – Demonstração da API do Apache (somente desenvolvedores)
12.10 Sistema de Log do Apache
O Apache é bem flexível na especificação do que será registrado em seus arquivos de log,
possibilitando utilizar um arquivo de log único, diversos arquivos de logs registrando cada evento
ocorrido no sistema (conexão, navegador, bloqueio de acesso, erros, etc) incluindo os campos que
deseja em cada arquivo e a ordem dos campos em cada um deles.
Enfim qualquer coisa pode ser especificada de forma que atenda as suas necessidades particulares
de logging.
12.10.1 AgentLog
AgentLog arquivo/pipe: Indica o nome do arquivo que registrará o nome do navegador que
está acessando a página (conteúdo do cabeçalho User-Agent). É possível usar o pipe “|” para
direcionar os erros para um programa de formatação ou processamento. ATENÇÃO: Se um
programa for usado como pipe, ele será executado sob o usuário que iniciou o apache. Revise o
código fonte do programa para ter certeza que não contém falhas que possam comprometer a
segurança de seu sistema.
Exemplo: AgentLog /var/log/apache/agent.log
12.10.2 ErrorLog
ErrorLog arquivo/pipe – Especifica o arquivo que registrará as mensagens de erro do
servidor Apache. É possível usar o pipe “|” para direcionar os erros para um programa de
formatação ou processamento.
Exemplo: ErrorLog /var/log/apache/errors.log
12.10.3 CustomLog
Permite especificar onde os logs serão gravados para os arquivos de logs personalizados. Esta
diretiva também aceita apelidos definidos pela diretiva LogFormat.
CustomLog [arquivo/pipe] [formato/nome]
Onde:
arquivo/pipe
Arquivo de log personalizado ou pipe.
formato/nome
Especifica o formato do arquivo de log (da mesma forma que o especificado na opção
LogFormat). Deverá ser especificado entre “aspas” caso tiver espaços. Veja LogFormat, Seção
12.10.10 para detalhes.
Ao invés de especificar o formato, também é possível usar um apelido definido pela opção
LogFormat (LogFormat, Seção 12.10.10), neste caso os parâmetros definidos pelo LogFormat para
“nome” serão atribuídos a diretiva CustomLog.
Exemplos:
• CustomLog /var/log/apache/common.log “%h %l %u %t \”%r\” %>s
%b”
• CustomLog /var/log/apache/common.log common
12.10.4 RefererLog
RefererLog [arquivo/pipe]: Indica que arquivo/pipe registrará os campos Referer do
cabeçalho HTTP. Esta diretiva é mantida por compatibilidade com o servidor web NCSA 1.4.
A configuração padrão do Apache usa uma diretiva alternativa para a especificação do referer que
é a seguinte:
LogFormat “%{Referer}i -> %U” referer
CustomLog /var/log/apache/referer.log referer
Exemplo: RefererLog /var/log/apache/referer.log
12.10.5 RewriteLog
RewriteLog: [arquivo/pipe]: Indica o arquivo/pipe que registrará qualquer regravação de
URL feita pelo Apache.
OBS: Não é recomendável direcionar o nome de arquivo para /dev/null como forma de
desativar este log, porque o módulo de regravação não cria a saída para um arquivo de log, ele cria
a saída de log internamente. Isto somente deixará o servidor lento. Para desativar este registro,
simplesmente remova/comente a diretiva RewriteLog ou use a opção RewriteLogLevel 0.
Exemplo: RewriteLog “/usr/local/var/apache/logs/rewrite.log
12.10.6 RewriteLogLevel
RewriteLogLevel [num]: Especifica os detalhes que serão incluídos no registro da opção
RewriteLog, os valores permitidos estão entre 0 e 9. Se for usado 0, o registro do RewriteLog é
totalmente desativado (esta é a padrão). OBS: Qualquer valor acima de 2 deixa o servidor Web cada
vez mais lento devido ao processamento e a quantidade de detalhes registrados no arquivo
especificado por RewriteLog.
12.10.7 ScriptLog
ScriptLog [arquivo]: Especifica o nome do arquivo de log que receberá as mensagens de
erros gerados por scripts CGI executados no servidor. Esta opção é controlada pelo módulos
mod_cgi.
Os arquivos de log serão abertos por um sub-processo rodando com as permissões do usuário
especificado na diretiva “user”.
OBS: Esta opção somente é recomendada como depuradora de scripts CGI, não para uso contínuo
em servidores ativos.
Exemplo: ScriptLog /var/log/apache/cgiscripts.log
12.10.8 ScriptLogBuffer
ScriptLogBuffer: Especifica o tamanho do cabeçalho PUT ou POST gravado no arquivo
especificado por ScriptLog. O valor padrão é 1024 bytes. Esta opção é controlada pelo módulos
mod_cgi
Exemplo: ScriptLogBuffer 512
12.10.9 ScriptLogLength
ScriptLogLength: [tamanho]: Especifica o tamanho máximo do arquivo de log gerado
pela opção ScriptLog. O valor padrão é 10385760 bytes (10.3MB). Esta opção é controlada pelo
módulos mod_cgi
Exemplo: ScriptLogLength 1024480
12.10.10 LogFormat
LogFormat: Define os campos padrões do arquivo gerado pela opção TransferLog. O seu formato
é o seguinte:
LogFormat [formato] [nome]
Quando o formato não é especificado, assume o valor padrão %h %l %u %t \”%r\” %s %b.
A especificação do [nome] permite que você utilize o formato especificado em uma opção
CustomLog ou outra diretiva LogFormat, facilitando a especificação do formato do log.
Os seguintes formatos são válidos:
• %b – Bytes enviados, excluindo cabeçalhos HTTP.
• %f – Nome do arquivo.
• %{FOOBAR}e – O conteúdo da variável de ambiente FOOBAR.
• %h – Máquina cliente.
• %a – Endereço IP da máquina cliente.
• %A – Endereço IP local. Muito útil em virtual hostings.
• %{Foobar}i – O conteúdo de Foobar: linhas de cabeçalho na requisição enviada ao
servidor.
• %l – O nome de login remoto enviado pelo identd (se fornecido).
• %{Foobar}n – O conteúdo de “FooBar” de outro módulo.
• %{Foobar}o: – O conteúdo de Foobar: linhas de cabeçalho na resposta.
• %p – A porta do servidor servindo a requisição.
• %P – A identificação do processo filho que serviu a requisição.
• %r – A primeira linha da requisição.
• %s – Status. Para requisições que foram redirecionadas. internamente. Este é o status de uma
requisição *original*. Use %s para a última.
• %t – Hora, no formato do arquivo de log (formato inglês padrão).
• %{format}t – Hora, no formato definido por strftime.
• %T – O tempo necessário para servir a requisição, em segundos.
• %u – Usuário remoto (através do auth, pode ser falso se o status de retorno (%s) for 401).
• %U – O caminho da URL requisitada.
• %v – O nome canônico definido por ServerName que serviu a requisição.
• %V – O nome do servidor de acordo com a configuração de UseCanonicalName.
Exemplos:
LogFormat “%h %l %u %t \”%r\” %>s %b \”%{Referer}i\” \”%{User-Agent}i\” %T
%v” full
LogFormat “%h %l %u %t \”%r\” %>s %b \”%{Referer}i\” \”%{User-Agent}i\” %P
%T” debug
LogFormat “%h %l %u %t \”%r\” %>s %b \”%{Referer}i\” \”%{User-Agent}i\””
combined
LogFormat “%h %l %u %t \”%r\” %>s %b” common
LogFormat “%{Referer}i -> %U” referer
LogFormat “%{User-agent}i” agent
12.10.11 TransferLog
TransferLog [arquivo/pipe]: Indica o arquivo que armazenará as transferências entre o
servidor http e o cliente. Ela cria o arquivo de log com o formato definido pela opção LogFormat
mais recente (sem a especificação do nome associado a diretiva) ou o formato padrão CLF do log
do Apache.
Se omitido, o arquivo não será gerado
Exemplo: TransferLog /var/log/apache/transferências.log
OBS: Se esta não é uma opção muito utilizada na administração de seus sistemas, é recomendável o
uso da diretiva CustomLog (veja CustomLog, Seção 12.10.3) para evitar confusões futuras.
12.10.12 LogLevel
Define o nível de alerta das mensagens que serão gravadas no arquivo especificado pela diretiva
ErrorLog. Quando não é especificado, assume o nível “error” como padrão. Abaixo os parâmetros
aceitos em sua respectiva ordem de importância:
• emerg – O sistema está inutilizável.
• alert – A ação deve ser tomada imediatamente.
• crit – Condições críticas.
• error – Condições de erro.
• warn – Condições de alerta.
• notice – Condição normal mas significante.
• info – Mensagens informativas.
• debug – Mensagens do nível de depuração.
Note que os níveis são os mesmos usados pelo syslog. Quando um nível particular é
especificado, as mensagens de todos os níveis de maior importância também serão registrados. Por
exemplo, se o nível “info” for especificado, as mensagens com os níveis de “notice” e “warn”
também serão registradas. É recomendado o uso de um nível de no mínimo crit.
12.10.13 Anonymous_LogEmail
Se estiver como “on” a senha digitada será registrada no arquivo especificado por ErrorLog. Esta
diretiva é ativada por padrão.
Exemplo: Anonymous_LogEmail off
12.10.14 CookieLog
Especifica o arquivo que será usado para registrar os cookies
OBS1: Caso o caminho do arquivo não for especificado nas diretivas, será assumido DocumentRoot
como diretório padrão.
OBS2: Caso esteja usando o pipe, o dono do processo será o mesmo que iniciou o servidor WEB
Apache. Tenha certeza do funcionamento do programa para não comprometer o seu sistema, e cuide
para que ele não possa ser modificado indevidamente por outros usuários.
Exemplo: CookieLog /var/log/apache/cookies.log
12.10.15 Relatório gráfico de acesso ao sistema
O programa webalizer poderá ser instalado para gerar um relatório gráfico com a estatísticas de
visitas por ano/mes/dia/hora usando os dados do access.log. Outra interessante característica
são as estatísticas de códigos http (veja Códigos HTTP, Seção 12.15), onde é possível saber a
quantidade de links quebrados existentes em nosso servidor (estes poderão ser detectados usando o
pacote de análise de sites linbot). O webalizer também é compatível com os formatos de log
do squid e proftpd. Na distribuição Debian ele pode ser instalado a partir do pacote
webalizer e gera um relatório geral quando é executado sem opções.
12.11 Configurando o Apache como servidor proxy
O Apache pode ser configurado para funcionar como servidor proxy transparente para sua rede
interna, possibilitando inclusive o uso de cache de disco. É possível se fazer conexões HTTP
(incluindo SSL) e FTP. Através desta característica também é possível usar uma das características
mais interessante desse servidor web: o redirecionamento de conexões para uma determinada URL
para uma outra máquina, que pode ser um outro host remoto ou uma máquina da rede interna (não
acessível diretamente via Internet).
O primeiro passo é ativar o módulo de proxy no arquivo httpd.conf, basta descomentar a linha:
# LoadModule proxy_module /usr/lib/apache/1.3/libproxy.so
O seguinte bloco pode ser colocado no final do arquivo httpd.conf para configurar um servidor
proxy para realizar conexões diretas (sem o uso de cache) e permitir o uso de servidores proxy em
sua rede:
# Suporte a Proxy
#
<IfModule mod_proxy.c>
ProxyRequests off
ProxyRemote * http://debian:3128
ProxyBlock microsoft.com microsoft.com.br
NoProxy 192.168.1.0/24
ProxyDomain .gms.com.br
# Ativa/Desativa a manipulação de cabeçalhos HTTP/1.1 “Via:”.
#
# (“Full” adiciona a versão do servidor Apache; “Block” remove todos os
cabeçalhos
# de saída “Via:”)
# Escolha uma das opções: Off | On | Full | Block
#
#ProxyVia On
#</IfModule>
Segue a explicação de cada uma das diretivas acima:
ProxyRequests [on/off]
Ativa (on) ou Desativa (off) o serviço de proxy do servidor Apache. Note que o módulo
libproxy.so deve estar carregado para que o bloco <IfModule libproxy.c> seja
processado. A desativação desta diretiva não afeta a diretiva ProxyPass.
ProxyRemote [origem] [URL]
Esta opção é útil para fazer o Apache redirecionar suas requisições para outro servidor proxy
(como o squid ou o gateway da rede, caso o Apache estiver sendo executado em uma
máquina interna). A origem pode ser uma URL completa (como http://www.debian.org), uma
URL parcial (como ftp, http) ou “*” para que o redirecionamento seja sempre usado.
ProxyBlock [padrão]
Permite bloquear o acesso a endereços que contenham o padrão especificado. Podem ser
especificadas palavras, máquinas, domínios, URLs separados por espaços. O Apache fará a
resolução DNS no caso de endereços IP e fará o cache para requisições futuras.
NoProxy [endereços]
Permite especificar endereços Internos que não serão redirecionados para o servidor proxy
especificado por ProxyRemote. Podem ser usados nomes de máquinas, endereços IP, subredes
ou domínios separados por espaços.
ProxyDomain [endereço]
Especifica o endereço que será adicionado a URL caso seja recebida uma requisição que
contenha somente um nome de máquina. É útil em redes Internas.
Note que quando o suporte a proxy não está ativado no Apache, qualquer endereço de URL
externa levará a página definida pela diretiva DocumentRoot. Isto deixará de funcionar após
configurar o serviço de proxy.
O uso do cache é interessante para acelerar as requisições http da rede interna para a rede externa,
desta forma, se uma requisição foi feita anteriormente, será descarregado o arquivo do disco rígido
e assim evitar uma nova conexão externa (isto libera a rede para outras coisas). Para configurar um
cache no serviço proxy, adicione as seguintes linhas no final do bloco anterior de proxy:
# As linhas abaixo ativam o cache do apache, o cache não funcionará ao
menos que
# CacheRoot seja especificado
CacheRoot /var/spool/apache
CacheForceCompletion 70
CacheSize 5
CacheGcInterval 3
CacheDefaultExpire 5
CacheMaxExpire 300
NoCache 192.168.1.0/24 a_domain.com outrodomínio.com.br outro.dominio.net
Cada diretiva acima possui o seguinte significado:
CacheRoot
Diretório base onde serão criados os outros diretórios de cache. O cache só será ativado se
esta diretiva for definida.
CacheForceCompletion [num]
Se uma transferência for cancelada e passar de num%, o Apache continuará a transferência e
armazenará o arquivo no cache. O valor padrão é 90.
CacheSize [num]
Define o tamanho máximo do diretório de cache do Apache, em KB. Não especifique um
valor que tome mais de 70% do espaço em disco. O valor padrão é 5.
CacheGcInterval [num]
Define o tempo que o cache será checado em busca de arquivos maiores que o total do cache.
Arquivos que ultrapassem o tamanho do cache são automaticamente eliminados.
CacheDefaultExpire [num]
Define o tempo que os documentos ficarão no cache, se foram transferidos através de
protocolos que não suportam horas de expiração. O valor padrão é 1 hora.
CacheMaxExpire [num]
Define o tempo que os documentos permanecerão armazenados no cache (em horas). Esta
opção ignora a hora de expiração do documento (caso fornecida). O valor padrão é 24 horas.
NoCache [endereços]
Permite especificar lista de palavras, máquinas, domínios, IP’s que não serão armazenados no
cache do Apache. Caso seja usado NoCache * o cache será desativado completamente.
Note que o cache também pode ser desativado comentando a diretiva CacheRoot.
Se você desejar um servidor cache mais flexível, rápido, dinâmico, configurável (com possibilidade
de uso de restrições baseadas em URL, tempo de acesso, autenticação), instale o squid e
configure o apache para fazer forward de conexões para ele (Redirecionamento de conexões no
Apache, Seção 12.11.2).
12.11.1 Controlando o acesso ao servidor proxy
Incluir o bloco abaixo no arquivo access.conf para definir o acesso dos serviços de proxy nas
redes desejadas (se a sua configuração for aberta como padrão isto pode ser opcional):
# Acesso aos serviços proxy do apache
<Directory proxy:*>
Order deny,allow
Deny from all
Allow from .seudominio.com.br
</Directory>
Para explicações sobre o processo de bloqueio acima, veja Autorização, Seção 12.7.1.
12.11.2 Redirecionamento de conexões no Apache
Este recurso do Apache é interessante para criar clusters de servidores em sua rede interna. O que
ele faz é pegar uma requisição a um determinado endereço e redireciona-lo a outra máquina e as
respostas são repassadas ao servidor web (para o cliente a mesma máquina esta atendendo a
requisição, para você o processamento das requisições esta sendo distribuído internamente na rede).
As seguintes diretivas são usadas para realizar o redirecionamento de conexões: ProxyPass e
ProxyPassReverse
ProxyPass [diretório_da_url [outro_servidor:/diretório]
A ProxyPass permite que a URL seja redirecionada para o servidor local e diretório
especificado. Por exemplo, assumindo que o endereço principal de nosso servidor é
http://www.guiafoca.org e desejamos que a URL
http://www.guiafoca.org/download seja atendida por uma máquina localizada na
nossa rede privada com o endereço http://192.168.1.54. Basta incluir a linha:
ProxyPass /download http://192.168.1.54
Qualquer requisição externa a http://www.guiafoca.org/download/iniciante
será atendida por http://192.168.1.54/iniciante.
ProxyPassRemote [diretório_da_url [outro_servidor:/diretório]
Esta diretiva permite modificar o cabeçalho Location nas mensagens de respostas de
redirecionamento enviadas pelo Apache. Isto permite que o endereço retornado seja o do
servidor (que faz a interface externa com o cliente) e não da máquina do redirecionamento.
ProxyPass /download http://192.168.1.54
ProxyPassReverse /download http://192.168.1.54
Se a máquina 192.168.1.54 redirecionar a URL para
http://192.168.1.54/download/iniciante, a resposta será modificada para
http://www.guiafoca.org/download/iniciante antes de ser retornada ao
cliente.
\
12.12 Virtual Hosts
Virtual Hosts (sites virtuais) é um recurso que permite servir mais de um site no mesmo servidor.
Podem ser usadas diretivas específicas para o controle do site virtual, como nome do administrador,
erros de acesso a página, controle de acesso e outros dados úteis para personalizar e gerenciar o site.
Existem 2 métodos de virtual hosts:
• Virtual Hosts baseados em IP – Requer um endereço IP diferente para cada site.
Este poderá ser um IP real (da interface de rede) ou um apelido (veja IP Alias, Seção 5.1), o
que interessa é que deve haver um endereço IP diferente para cada site. O número de sites
servidos estará limitado a quantidade de endereços IP disponíveis em sua classe de rede.
Veja Virtual hosts baseados em IP, Seção 12.12.1 para detalhes de como construir um virtual
host deste tipo.
O apache foi um dos primeiros servidores web a incluir suporte a virtual hosts baseados
em IP.
• Virtual Hosts baseados em nome – Este utiliza nomes para identificar os sites
servidos e requerem somente um endereço IP. Desta maneira é possível servir um número
ilimitado de sites virtuais. O navegador do cliente deve suportar os cabeçalhos necessários
para garantir o funcionamento deste recurso (praticamente todos os navegadores atuais
possuem este suporte). Veja Virtual hosts baseados em nome, Seção 12.12.2 para detalhes de
como construir um virtual host deste tipo.
As explicações desta seção são baseadas na documentação do Apache.
12.12.1 Virtual hosts baseados em IP
Existem duas maneiras de rodar este tipo de host virtual: Através de daemons httpd separados ou
em um único daemon httpd usando a diretiva <VirtualHost>.
As vantagens do uso de daemons separados para servir requisições é a proteção sob UID e GID
diferente dos outros servidores, assim o administrador do site1 não terá acesso ao httpd.conf,
página do site2 (porque ele estará rodando sob uma UID e GID diferentes e o acesso é restrito).
Para usar este método, especifique a opção -f [arquivo_cfg] para utilizar um arquivo de
configuração personalizado e a diretiva Listen endereço:porta para dizer onde o servidor aguardará
as requisições.
As vantagens do uso de um mesmo daemon para servir as requisições são: quando não há problema
se os administradores de outros sites tenham acesso ao mesmo arquivo de configuração ou quando
há a necessidade de servir muitas requisições de uma só vez (quanto menos servidores web
estiverem em execução, melhor o desempenho do sistema). Abaixo um exemplo de configuração de
virtual hosts servindo os sites www.site1.com.br e www.site2.com.br:
ServerAdmin webmaster@site.com.br
<VirtualHost www.site1.com.br>
ServerName www.site1.com.br
ServerAdmin site1@site1.com.br
DocumentRoot /home/viaza132/www/www_site1_com_br
TransferLog /var/log/apache/site1/access.log
ErrorLog /var/log/apache/site1/error.log
User www-data
Group www-data
</VirtualHost>
<VirtualHost www.site2.com.br>
ServerName www.site2.com.br
DocumentRoot /home/viaza132/www/www_site2_com_br
CustomLog /var/log/apache/site2/access.log combined
ErrorLog /var/log/apache/site2/error.log
</VirtualHost>
Qualquer diretiva dentro de <VirtualHost> controlarão terão efeito no site virtual especificado.
Quando uma diretiva não for especificada dentro de <VirtualHost>, serão usados os valores padrões
especificados no arquivo de configuração do Apache (como a diretiva ServerAdmin
webmaster@site.com.br que será usado como padrão na configuração de www.site2.com.br).
Digite apache -S para ver suas configurações de virtual hosts atual.
OBS1: Desative a diretiva UseCanonicalName off quando utilizar o recurso de máquinas
virtuais, esta diretiva faz que o nome do servidor retornado usando o valor em ServerName
quando o cliente digita um endereço qualquer.
OBS2: Utilize sempre que possível endereços IP em configurações críticas, assim os serviços não
serão tão vulneráveis a possíveis falsificações ou erros. Veja /etc/host.conf, Seção 4.6.2.2 e Proteção
contra IP spoofing, Seção 10.6.5. Leia também a seção Segurança no uso de IP’s em Virtual Hosts,
Seção 12.12.3.
OBS3: Não permita que outros usuários a não ser o root e o dono do processo Apache
(especificado pela diretiva User) tenham acesso de gravação aos logs gerados pelo servidor, pois os
dados podem ser apagados ou criados links simbólicos para binários do sistema que serão
destruídos quando o Apache gravar dados. Alguns binários e bibliotecas são essenciais para o
funcionamento do sistema.
12.12.2 Virtual hosts baseados em nome
Este método é idêntico ao baseado em IP, em especial adicionamos a diretiva NameVirtualHost para
dizer qual é o endereço IP do servidor que está servindo os virtual hosts baseados em nome. Veja o
exemplo de configuração:
NameVirtualHost 200.200.200.10:80
<VirtualHost _default_:80 200.200.200.10:80>
ServerName www.site.com.br
ServerAdmin admin@site.com.br
DocumentRoot /home/viaza132/www
TransferLog /var/log/apache/access.log
ErrorLog /var/log/apache/error.log
</VirtualHost>
<VirtualHost 200.200.200.10>
ServerName www.site1.com.br
ServerAdmin admin1@site1.com.br
DocumentRoot /home/viaza132/www/www_site1_com_br
TransferLog /var/log/apache/site1/access.log
ErrorLog /var/log/apache/site1/error.log
</VirtualHost>
<VirtualHost 200.200.200.10>
ServerName www.site2.com.br
ServerAdmin admin2@site2.com.br
DocumentRoot /home/viaza132/www/www_site2_com_br
TransferLog /var/log/apache/site2/access.log
ErrorLog /var/log/apache/site2/error.log
</VirtualHost>
A diretiva NameVirtualHost diz que será usado virtual hosts baseados em nome servidos pela
máquina com IP 200.200.200.10. Os parâmetros dentro do bloco das diretivas <VirtualHost >
são específicas somente no site virtual especificado, caso contrário os valores padrões definidos no
arquivo de configuração serão usados. Caso nenhum virtual host confira com a configuração, o
virtualhost _default_ será usado.
Digite apache -S para ver suas configurações de virtual hosts atual. Se sua intenção é criar um
grande número de virtual hosts que serão servidos pela mesma máquina, o uso da expansão %0 e
diretivas VirtualDocumentRoot e VirtualScriptAlias são recomendados:
NameVirtualHost 200.200.200.10:80
<VirtualHost 200.200.200.10>
VirtualDocumentRoot /home/viaza132/www/%0
VirtualScriptAlias /home/viaza132/www/%0/cgi-bin
TransferLog log/apache/site1/access.log
ErrorLog log/apache/site1/error.log
</VirtualHost>
Agora crie os diretórios em /home/viaza132/www correspondentes aos nomes de domínios que serão servidos
por sua máquina: mkdir /home/viaza132/www/www.site1.com.br, mkdir
/home/viaza132/www/www.site2.com.br. Note que sua máquina deverá estar com o DNS configurado
para responder por estes domínios .
ATENÇÃO É importante que os endereços especificados nas diretivas ServerName
(www.site1.com.br) resolvam o endereço IP da diretiva VirtualHost (200.200.200.10).
Isto deve ser feito via DNS ou nos arquivos /etc/hosts.
OBS1: Utilize sempre que possível endereços IP em configurações críticas, assim os serviços não
serão tão vulneráveis a possíveis falsificações ou erros. Veja /etc/host.conf, Seção 4.6.2.2 e Proteção
contra IP spoofing, Seção 10.6.5. Leia também a seção Segurança no uso de IP’s em Virtual Hosts,
Seção 12.12.3.
OBS2: Não permita que outros usuários a não ser o root e o dono do processo Apache
(especificado pela diretiva User) tenha acesso de gravação aos logs gerados pelo servidor. Pois os
dados podem ser apagados ou criados links para binários do sistema que serão destruídos quando o
apache gravar dados para os logs. Alguns binários e bibliotecas são essenciais para o funcionamento
do sistema.
12.12.3 Segurança no uso de IP’s em Virtual Hosts
Quando você está colocando um nome na diretiva de configuração do seu virtual hosts, está
assumindo que ele resolverá o endereço IP corretamente (como www.site1.com.br =>
200.200.200.10). Se por algum motivo o servidor DNS for modificado (por outra pessoa que
tem acesso a isto), o endereço IP resolvido para o site www.site1.com.br poderá ser
modificado para 200.200.200.20, isto redirecionará as requisições para outra máquina ao invés
da máquina correta. Este tipo de ataque é chamado “DNS Spoofing” e o uso de endereço IP (ao
invés de nomes) praticamente evita que isto aconteça. Esta situação pode acontecer com a diretiva
abaixo:
<VirtualHost www.gms.com.br>
ServerName www.gms.com.br
ServerAdmin gleydson@guiafoca.org
DocumentRoot /home/viaza132/www/www_gms_com_br
</VirtualHost>
Outra situação, que impede o funcionamento do servidor Web, é quando o servidor DNS está em
manutenção ou por algum outro motivo não pode resolver o endereço IP de um nome especificado
(como www.site1.com.br). O apache precisa saber qual é o seu endereço IP para ser
executado. Veja a próxima modificação:
<VirtualHost 192.168.1.1>
ServerName www.gms.com.br
ServerAdmin gleydson@guiafoca.org
DocumentRoot /home/viaza132/www/www_gms_com_br
</VirtualHost>
Na configuração acima usamos o IP do servidor para especificar o virtual host. O apache tentará
fazer o DNS reverso para determinar qual nome é servido por aquele endereço IP
(www.site1.com.br). Se ele falhar, somente a seção <VirtualHost> correspondente será
desativada. Isto já é uma melhoria sobre a primeira configuração. O nome do servidor na diretiva
ServerName garante que o servidor responda com o nome correto.
Para evitar ataques baseados em DNS siga os seguintes procedimentos de segurança:
• Preferencialmente utilize o arquivo /etc/hosts para a resolução de nomes em máquinas
locais (principalmente quando existe somente um administrador). É um método que evita
diversas consultas ao servidor DNS (que pode deixar o acesso lento) e este arquivo é
gerenciado pelo usuário root, isto evita o acesso de qualquer usuário para a falsificação de
endereços.
Este arquivo também é útil caso a pesquisa DNS falhe (quando a ordem de pesquisa for do servidor
DNS para o arquivo hosts no arquivo /etc/host.conf), pois de qualquer forma o nome será
resolvido e o servidor Apache será executado.
• Evite dar poderes a outros administradores manipularem seu próprio domínio DNS, não há
nada que possa impedi-lo de modificar o endereço “X” para ser servido pelo IP “Y”
desviando o tráfego para seu próprio servidor web. Se isto não for possível, siga as dicas
abaixo para diminuir possíveis problemas.
• Utilize endereços IP na diretiva <VirtualHost>.
• Use endereços IP na diretiva Listen.
• Use um endereço IP na diretiva BindAddress.
• Sempre utilize o parâmetro ServerName em todas as diretivas <VirtualHost>, isto evita o
retorno incorreto de nomes (que pode evitar/revelar fraudes).
• Quando utilizar virtual hosts, crie uma diretiva <VirtualHost _default_L:*> usando uma
diretiva DocumentRoot que não aponte para lugar algum. Esta diretiva será acessada quando
nenhuma diretiva VirtualHost servir a requisição, conferindo com o endereço/ip.
12.13 Uso de criptografia SSL
Esta seção é uma referência rápida para configuração e uso do módulo apache-ssl com o
servidor Apache. Este módulo realiza a comunicação segura de dados (criptografada) via porta
443 (que é usada como padrão quando especificamos uma url iniciando com https://). A transmissão
criptografada de dados é importante quanto temos dados confidenciais que precisamos transmitir
como movimentação bancária, senhas, número de cartões de crédito, fazer a administração remota
do servidor, etc. SSL significa Secure Sockets Layer (camada segura de transferência) e TLS
Transport Layer Security (camada segura de Transporte).
A intenção aqui é fornecer explicações práticas para colocar um servidor Apache com suporte a
SSL funcionando no menor tempo possível. Detalhes sobre funcionamento de certificados, métodos
de criptografia, assinatura, etc. deverão ser buscados na documentação deste módulo ou em sites
especializados (é um assunto muito longo).
12.13.1 Servidor apache com suporte a ssl
Ao invés de utilizar o módulo mod_ssl, você poderá usar o pacote apache-ssl, ele nada mais
é que um servidor Apache com o suporte SSL já incluso e não interfere no servidor Apache
padrão, porque é executado somente na porta 443.
Se você tem um grande site com configurações de acesso personalizadas, ele trará mais trabalho de
administração, pois as configurações e diretivas de restrições de acesso deverão ser copiadas para
este servidor web. No entanto, ele é indicado para máquinas que serão servidores SSL dedicados ou
quando não possui configurações especiais em seu servidor web principal.
Esta seção tem por objetivo a instalação do suporte ao módulo SSL (mod_ssl) no servidor
Apache padrão.
12.13.2 Instalando o suporte a módulo SSL no Apache
Instale o pacote libapache-mod-ssl. Após instala-lo, edite o arquivo
/etc/apache/httpd.conf adicionando a linha:
LoadModule ssl_module /usr/lib/apache/1.3/mod_ssl.so
Depois, gere um certificado digital ssl com o programa mod-ssl-makecert. Ele será
armazenado por padrão nos diretórios em /etc/apache/ssl.??? e seu uso explicado no resto
desta seção.
12.13.3 Gerando um certificado digital
O certificado digital é a peça que garante a transferência segura de dados. Ele contém detalhes sobre
a empresa que fará seu uso e quem o emitiu. Para gerar ou modificar um certificado digital, execute
o comando mod-ssl-makecert e siga as instruções. O método de criptografia usado pelo
certificado digital é baseado no conceito de chave pública/privada, a descrição sobre o
funcionamento deste sistema de criptografia é feito em Usando pgp ( gpg )para criptografia de
arquivos, Seção 20.5.
OBS Não utilize acentos nos dados de seu certificado.
12.13.4 Exemplo de configuração do módulo mod-ssl
Abaixo uma configuração rápida para quem deseja ter um servidor com suporte a SSL funcionando
em menor tempo possível (ela é feita para operar em todas as instalações e não leva em
consideração o projeto de segurança de sua configuração atual do Apache). Note que todas as
diretivas relacionadas com o módulo mod_ssl começam com o nome “SSL”:
# Somente processa as diretivas relacionadas a SSL caso o módulo mod_ssl
estiver
# carregado pela diretiva LoadModule
<IfModule mod_ssl.c>
# É necessário especificar as portas que o servidor Web aguardará conexões
(normais e
# ssl).
Listen 80
Listen 443
# Ativa o tratamento de conexões com o destino na porta 443 pela diretiva
# VirtualHost abaixo
<VirtualHost _default_:443>
# Ativa ou desativa o módulo SSL para este host virtual
SSLEngine on
# Certificado do servidor
SSLCertificateFile /etc/apache/ssl.crt/server.crt
# Chave privada de certificado do servidor.
SSLCertificateKeyFile /etc/apache/ssl.key/server.key
# A linha abaixo força o fechamento de conexões quando a
# conexão com o navegador Internet Explorer é interrompida. Isto
# viola o padrão SSL/TLS mas é necessário para este tipo de
# navegador. Alguns problemas de conexões de navegadores também
# são causados por não saberem lidar com pacotes keepalive.
SetEnvIf User-Agent “.*MSIE.*” nokeepalive ssl-unclean-shutdown
</VirtualHost>
</IfModule>
###########################################################################
######
# Adicionalmente poderão ser especificadas as seguintes opções para
modificar #
# o comportamento da seção SSL (veja mais detalhes na documentação do modssl)
#
###########################################################################
######
# Formato e localização do cache paralelo de processos da seção. O cache de
seção é
# feito internamente pelo módulo mas esta diretiva acelera o processamento
# de requisições paralelas feitas por modernos clientes navegadores. Por
padrão
# nenhum cache é usado (“none”).
SSLSessionCache dbm:/var/run/ssl-cache
# Localização do arquivo de lock que o módulo SSL utiliza para
# sincronização entre processos. O padrão é nenhum.
SSLMutex file:/var/run/ssl-mutex
# Especifica o método de embaralhamento de dados que será utilizado
# durante o inicio de uma seção SSL (startup) ou durante o processo
# de conexão (connect). Podem ser especificados “builtin” (é muito rápido
# pois consome poucos ciclos da CPU mas não gera tanta combinação
aleatória), um
# programa que gera números aleatórios (com “exec”) ou os dispositivos
aleatórios
# /dev/random e /dev/urandom (com “file”). Por padrão nenhuma fonte
# adicional de números aleatórios é usada.
SSLRandomSeed startup builtin
SSLRandomSeed connect builtin
#SSLRandomSeed startup file:/dev/urandom 512
#SSLRandomSeed connect file:/dev/urandom 512
#SSLRandomSeed connect exec:/pub/bin/NumAleat
# Tipos MIME para download de certificados
AddType application/x-x509-ca-cert .crt
AddType application/x-pkcs7-crl .crl
# Tempo máximo de permanência dos objetos do cache acima. O valor padrão é
# 300 segundos (5 minutos).
SSLSessionCacheTimeout 300
# Versão do protocolo SSL que será usada. Podem ser especificadas
# SSLv2, SSLv3 TLSv1 ou all. O mais compatível com os navegadores atuais
# é o “SSLv2”. Por padrão “all” é usado.
#SSLProtocol all
#SSLProtocol -all +SSLv3
# Registra detalhes sobre o tráfego neste arquivo. Mensagens de erro
# também são armazenadas no arquivo de registro padrão do Apache
SSLLog /var/log/apache/ssl-mod.log
# Nível das mensagens de log registradas por SSLLog
SSLLogLevel info
Algumas diretivas deste módulo podem fazer parte tanto da configuração global do servidor como
diretivas de acesso (Directory, Location, .htaccess, veja a opção “Context” na
documentação do mod_ssl).
12.13.5 Autorizando acesso somente a conexões SSL
Existem casos que precisa restringir o uso de conexões normais e permitir somente conexões via
SSL (como por exemplo, dentro da diretiva de acesso que controla seu acesso a uma página com
listagem de clientes). A opção SSLRequereSSL é usada para tal e deve ser usada dentro das diretivas
de controle acesso:
<Directory /home/viaza132/www/secure/clientes>
Options Indexes
Order deny,allow
Deny from evil.cracker.com
SSLRequireSSL
</Directory>
A diretiva acima requer que sejam feitas conexões SSL (porta 443 – https://) para acesso ao diretório
/home/viaza132/www/secure/clientes, qualquer conexão padrão não criptografada (feita na porta 80)
será rejeitada com o erro 403.
OBS: A diretiva SSLRequireSSL podia ser colocada entre as condicionais “IfModule mod_ssl.c”
mas o servidor web permitiria conexões não criptografadas se por algum motivo esse módulo não
estivesse carregado. Na configuração acima, ocorrerá um erro e impedirá o funcionamento do
servidor web caso ocorra algum problema com o mod_ssl.
12.13.6 Iniciando o servidor Web com suporte a SSL
Verifique se a configuração do Apache está ok com apache -t. Caso positivo, reinicie o
servidor usando um dos métodos descritos em Iniciando o servidor/reiniciando/recarregando a
configuração, Seção 12.1.9. O servidor web lhe pedirá a FraseSenha para descriptografar a chave
privada SSL (esta senha foi escolhida durante o processo de criação do certificado).
Esta senha garante uma segurança adicional caso a chave privada do servidor seja copiada de
alguma forma. Somente quem tem conhecimento da FraseSenha poderá iniciar o servidor com
suporte a transferência segura de dados. Verifique se o virtual host está servindo as requisições na
porta 443 com apache -S.
O único método para fazer o servidor web evitar de pedir a senha para descriptografar a chave
privada é colocando uma senha em branco. Isto só é recomendado em ambientes seguros e o
diretório que contém a chave privada deverá ter somente permissões para o dono/grupo que executa
o servidor Web. Qualquer outra permissão poderá por em risco a segurança da instalação caso a
chave privada seja roubada. Depois disso, execute o comando:
# entre no diretório que contém a chave privada
cd /etc/apache/ssl.key
# renomeie a chave privada para outro nome
ren server.key server.key-Csenha
openssl rsa -in server.key-Csenha -out server.key
Digite a senha quando pedido. A chave original (com senha) estará gravada no arquivo
server.key-Csenha e poderá ser restaurada se necessário. Reinicie o servidor Apache, desta
vez ele não pedirá a senha.
OBS1: Tire uma cópia de segurança da chave privada original antes de executar esta operação.
OBS2: Não se esqueça de ajustar as permissões de acesso no diretório /etc/apache/ssl.key
caso não utilize senha para proteger seu certificado digital.
12.14 Exemplo comentado de um arquivo de configuração do
Apache
O exemplo abaixo foi retirado da distribuição Debian GNU/Linux, fiz sua tradução,
modificações e inclui alguns comentários sobre as diretivas para deixa-lo mais de acordo com o
conteúdo abordado pelo guia e mais auto-explicativo.
A configuração do Apache está distribuída nos arquivos httpd.conf, srm.conf e
access.conf e podem ser usados como modelo para a construção da configuração de seu
servidor.
12.14.1 httpd.conf
##
## httpd.conf — Arquivo de configuração do servidor httpd Apache
##
#
# Baseado nos arquivos de configuração originais do servidor NCSA por Rob
McCool.
# Modificado para distribuição junto ao guia Foca GNU/Linux Avançado
# http://focalinux.cipsga.org.br/ <gleydson@guiafoca.org>
#
# Este é o arquivo de configuração principal do servidor Apache. Ele contém
as
# diretivas de configuração que dão ao servidor suas instruções.
# Veja <http://www.apache.org/docs/> para informações detalhadas sobre as
# diretivas.
#
# NÃO leia simplesmente as instruções deste arquivo sem entender o que
significam
# e o que fazem, se não tiver certeza do que está fazendo consulte a
documentação
# on-line ou leia as seções apropriadas do guia. Você foi avisado.
#
# Após este arquivo ser processado, o servidor procurará e processará o
arquivo
# /etc/apache/srm.conf e então /etc/apache/access.conf
# a não ser que você tenha modificado o nome dos arquivos acima através das
# diretivas ResourceConfig e/ou AccessConfig neste arquivo.
#
# Configuração e nomes de arquivos de log: Se os nomes de arquivos que
# especificar para os arquivos de controle do servidor iniciam com uma
# “/”, o servidor usará aquele caminho explicitamente. Se os nomes *não*
# iniciarem com uma “/”, o valor de ServerRoot é adicionado — assim
# “logs/foo.log” com ServerRoot ajustado para “/usr/local/apache” será
# interpretado pelo servidor como “/usr/local/apache/logs/foo.log”.
#
# Originalmente por Rob McCool
# modificado por Gleydson Mazioli da Silva para o guia Foca GNU/Linux
# Carga dos Módulos de Objetos Compartilhados:
# Para você ser capaz de usa a funcionalidade de um módulo que foi
construído como
# um módulo compartilhado, será necessário adicionar as linhas ‘LoadModule’
# correspondente a sua localização, assim as diretivas que os módulos
contém
# estarão disponíveis _antes_ de serem usadas.
# Exemplo:
#
# ServerType pode ser inetd, ou standalone. O modo Inetd somente é
suportado nas
# plataformas Unix. O modo standalone inicia o servidor como um daemon.
#
ServerType standalone
# Se estiver executando a partir do inetd, vá até a diretiva “ServerAdmin”.
# Port: A porta que o servidor standalone escutará. Para portas < 1023,
será
# necessário o servidor funcionando como root inicialmente.
Port 80
#
# HostnameLookups: Registra os nomes DNS dos clientes ou apenas seus
endereços
# IP’s
# ex., www.apache.org (on) ou 204.62.129.132 (off).
# O valor padrão é off porque permitirá menos tráfego na rede. Ativando
# esta opção significa que cada acesso de um cliente resultará em
# NO MÍNIMO uma requisição de procura ao servidor de nomes (DNS).
#
HostnameLookups off
# Caso desejar que o servidor http seja executado como um usuário ou grupo
diferente
# você deve executar o httpd inicialmente como root e ele modificará sua ID
para a
# especificada.
# User/Group: O nome (ou #número) do usuário/grupo que executará o servidor
httpd.
# No SCO (ODT 3) use “User nouser” e “Group nogroup”
# No HPUX você pode não será capaz de usar memória compartilhada como
nobody, e
# é sugerido que seja criado um usuário www e executar o servidor httpd
como
# este usuário, adequando as permissões onde necessárias.
User www-data
Group www-data
# ServerAdmin: Seu endereço de e-mail, onde os problemas com o servidor
devem ser
# enviadas. Este endereço aparecerá nas mensagens de erro do servidor.
ServerAdmin gleydson@guiafoca.org
#
# ServerRoot: O topo da árvore de diretórios onde os arquivos de
configuração do
# servidor, erros, e log são mantidos.
#
# NOTA: Se tiver a intenção de colocar isto em um sistema de arquivos
montado
# em um servidor NFS (ou outra rede) então por favor leia a documentação do
# LockFile
# (disponível em <http://www.apache.org/docs/mod/core.html#lockfile>);
# e se salvará de vários problemas.
#
# Não adicione uma barra no fim do caminho do diretório.
#
ServerRoot /etc/apache
# BindAddress: Você pode usar esta opção em virtual hosts. Esta
# opção é usada para dizer ao servidor que endereço IP escutar. Ele pode
# conter ou “*”, um endereço IP, ou um nome de domínio completamente
qualificado
# (FQDN). Veja também a diretiva VirtualHost.
BindAddress *
#
# Suporte a Objetos Compartilhados Dinamicamente (DSO – Dynamic Shared
Object)
#
# Para ser capaz de usar a funcionalidade de um módulo que foi compilado
como
# um módulo DSO, você terá que adicionar as linhas ‘LoadModule’
correspondentes
# nesta localização, assim as diretivas contidas nela estarão disponíveis
# _antes_ de serem usadas. Por favor leia o arquivo README.DSO na
distribuição
# 1.3 do Apache para mais detalhes sobre o mecanismo DSO e execute o
comando
# “apache -l” para a lista de módulos já compilados (estaticamente linkados
e
# assim sempre disponíveis) em seu binário do Apache.
#
# Please keep this LoadModule: line here, it is needed for installation.
# LoadModule vhost_alias_module /usr/lib/apache/1.3/mod_vhost_alias.so
# LoadModule env_module /usr/lib/apache/1.3/mod_env.so
LoadModule config_log_module /usr/lib/apache/1.3/mod_log_config.so
# LoadModule mime_magic_module /usr/lib/apache/1.3/mod_mime_magic.so
LoadModule mime_module /usr/lib/apache/1.3/mod_mime.so
LoadModule negotiation_module /usr/lib/apache/1.3/mod_negotiation.so
LoadModule status_module /usr/lib/apache/1.3/mod_status.so
# LoadModule info_module /usr/lib/apache/1.3/mod_info.so
# LoadModule includes_module /usr/lib/apache/1.3/mod_include.so
LoadModule autoindex_module /usr/lib/apache/1.3/mod_autoindex.so
LoadModule dir_module /usr/lib/apache/1.3/mod_dir.so
LoadModule php3_module /usr/lib/apache/1.3/libphp3.so
LoadModule cgi_module /usr/lib/apache/1.3/mod_cgi.so
# LoadModule asis_module /usr/lib/apache/1.3/mod_asis.so
# LoadModule imap_module /usr/lib/apache/1.3/mod_imap.so
# LoadModule action_module /usr/lib/apache/1.3/mod_actions.so
# LoadModule speling_module /usr/lib/apache/1.3/mod_speling.so
LoadModule userdir_module /usr/lib/apache/1.3/mod_userdir.so
LoadModule alias_module /usr/lib/apache/1.3/mod_alias.so
LoadModule rewrite_module /usr/lib/apache/1.3/mod_rewrite.so
LoadModule access_module /usr/lib/apache/1.3/mod_access.so
LoadModule auth_module /usr/lib/apache/1.3/mod_auth.so
# LoadModule anon_auth_module /usr/lib/apache/1.3/mod_auth_anon.so
# LoadModule dbm_auth_module /usr/lib/apache/1.3/mod_auth_dbm.so
# LoadModule db_auth_module /usr/lib/apache/1.3/mod_auth_db.so
# LoadModule proxy_module /usr/lib/apache/1.3/libproxy.so
# LoadModule digest_module /usr/lib/apache/1.3/mod_digest.so
# LoadModule cern_meta_module /usr/lib/apache/1.3/mod_cern_meta.so
LoadModule expires_module /usr/lib/apache/1.3/mod_expires.so
# LoadModule headers_module /usr/lib/apache/1.3/mod_headers.so
# LoadModule usertrack_module /usr/lib/apache/1.3/mod_usertrack.so
LoadModule unique_id_module /usr/lib/apache/1.3/mod_unique_id.so
LoadModule setenvif_module /usr/lib/apache/1.3/mod_setenvif.so
# LoadModule sys_auth_module /usr/lib/apache/1.3/mod_auth_sys.so
# LoadModule put_module /usr/lib/apache/1.3/mod_put.so
# LoadModule throttle_module /usr/lib/apache/1.3/mod_throttle.so
# LoadModule allowdev_module /usr/lib/apache/1.3/mod_allowdev.so
# LoadModule auth_mysql_module /usr/lib/apache/1.3/mod_auth_mysql.so
# LoadModule pgsql_auth_module /usr/lib/apache/1.3/mod_auth_pgsql.so
# LoadModule eaccess_module /usr/lib/apache/1.3/mod_eaccess.so
# LoadModule roaming_module /usr/lib/apache/1.3/mod_roaming.so
#
# ExtendedStatus: Controla de o Apache gerará detalhes completos de status
# (ExtendedStatus On) ou apenas detalhes básicos (ExtendedStatus Off)
quando o
# manipulador (handler) “server-status” for usado. O padrão é Off.
#
ExtendedStatus on
#
# ErrorLog: A localização do arquivo de log de erros.
# Se não estiver especificando a diretiva ErrorLog dentro de <VirtualHost>,
# as mensagens de erros relativas aos hosts virtuais serão registradas
neste
# arquivo. Se definir um arquivo de log de erros para <VirtualHost>, as
# mensagens relativas ao servidor controlados por ela serão registradas lá
e
# não neste arquivo.
#
ErrorLog /var/log/apache/error.log
#
# LogLevel: Controla o número de mensagens registradas no ErrorLog.
# Facilidades possíveis incluem: debug, info, notice, warn, error, crit,
# alert, emerg.
# Veja as facilidades na seção do guia sobre o syslog para detalhes
#
LogLevel warn
# As seguintes diretivas definem alguns formatos de nomes que serão usadas
com a
# diretiva CustomLog (veja abaixo).
LogFormat “%h %l %u %t \”%r\” %>s %b \”%{Referer}i\” \”%{User-Agent}i\” %T
%v” full
LogFormat “%h %l %u %t \”%r\” %>s %b \”%{Referer}i\” \”%{User-Agent}i\” %P
%T” debug
LogFormat “%h %l %u %t \”%r\” %>s %b \”%{Referer}i\” \”%{User-Agent}i\””
combined
LogFormat “%h %l %u %t \”%r\” %>s %b” common
LogFormat “%{Referer}i -> %U” referer
LogFormat “%{User-agent}i” agent
#
# A localização e formato do arquivo de log de acesso (definida pela
diretiva
# LogFormat acima).
# Se não definir quaisquer arquivos de log de acesso dentro de um
# <VirtualHost>, elas serão registradas aqui. Se for definida dentro
# de <VirtualHost> o arquivo de log de acesso será registrado no
# arquivo especificado na diretiva e não aqui.
#
#CustomLog /var/log/apache/access.log common
# Se você desejar ter um arquivo de log separado para o agent (navegador
usado)
# e referer, descomente as seguintes diretivas.
#CustomLog /var/log/apache/referer.log referer
#CustomLog /var/log/apache/agent.log agent
# Se preferir um arquivo de log simples, com os detalhes de acesso, agent,
e
# referer (usando o formato combined da diretiva LogFile acima), use a
seguinte
# diretiva.
CustomLog /var/log/apache/access.log combined
#
# Incluir uma linha contendo a versão do servidor e um nome de host virtual
# para as páginas geradas pelo servidor (documentos de erro, listagens
# de diretórios FTP, saída dos módulos mod_status e mod_info, etc., exceto
# para documentos gerados via CGI). Use o valor “EMail” para também incluir
# um link mailto: para o ServerAdmin. Escolha entre “On”, “Off” ou “EMail”.
#
ServerSignature On
#
# PidFile: O arquivo que o servidor gravará os detalhes sobre seu PID
quando
# iniciar.
#
PidFile /var/run/apache.pid
#
# ScoreBoardFile: Arquivo usado para armazenar detalhes do processo interno
do
# servidor. Nem todas as arquiteturas requerem esta diretiva, mas se a sua
# requerer (você saberá porque este arquivo será criado quando executar o
# Apache) então você *deverá* ter certeza que dois processos do Apache não
# utilizam o mesmo arquivo ScoreBoardFile.
#
ScoreBoardFile /var/run/apache.scoreboard
#
# Na configuração padrão, o servidor processará este arquivo, o
# srm.conf e o access.conf neste ordem. Você pode fazer o servidor
# ignorar estes arquivos usando “/dev/null”.
#
ResourceConfig /etc/apache/srm.conf
AccessConfig /etc/apache/access.conf
#
# A diretiva LockFile define o caminho do lockfile usado quando o servidor
# Apache for compilado com a opção USE_FCNTL_SERIALIZED_ACCEPT ou
# USE_FLOCK_SERIALIZED_ACCEPT. Esta diretiva normalmente deve ser deixada
em seu
# valor padrão. A razão principal de modifica-la é no caso do diretório de
logs
# for montado via um servidor NFS< pois o arquivo especificado em LockFile
# DEVE SER ARMAZENADO EM UM DISCO LOCAL. O PID do processo do servidor
principal
# é automaticamente adicionado neste arquivo.
#
LockFile /var/run/apache.lock
# ServerName permite ajustar o nome de host que será enviado
# aos clientes, caso for diferente do nome real (por exemplo, se desejar
usar
# www ao invés do nome real de seu servidor).
#
# Nota: Você não pode simplesmente inventar nomes e esperar que funcionem.
O nome
# que definir deverá ser um nome DNS válido para sua máquina.
ServerName debian.meudominio.org
# UseCanonicalName: Com esta opção ligada, se o Apache precisar construir
uma
# URL de referência (uma url que é um retorno do servidor a uma requisição)
ele
# usará ServerName e Port para fazer o “nome canônico”. Com esta opção
desligada,
# o Apache usará computador:porta que o cliente forneceu, quando possível.
# Isto também afeta SERVER_NAME e SERVER_PORT nos scripts CGIs.
#
# Dependendo de sua configuração, principalmente em virtual hosts, é
recomendável
# deixa-la desativada ou com o valor DNS. O valor DNS obtém o nome do
servidor
# através de uma requisição DNS reversa do endereço IP (muito útil para
virtual
# hosts baseados em IP).
UseCanonicalName off
# CacheNegotiatedDocs: Por padrão, o Apache envia Pragma: no-cache com cada
# documento que foi negociado na base do conteúdo. Isto permite dizer a
# servidores proxy para não fazerem cache do documento. Descomentando a
# seguinte linha desativa esta característica, e os proxyes serão capazes
# de fazer cache dos documentos.
#CacheNegotiatedDocs
# Timeout: O número de segundos antes de receber e enviar um time out
Timeout 300
# KeepAlive: Se vai permitir ou não conexões persistentes (mais que uma
requisição
# por conexão). Mude para “Off” para desativar.
KeepAlive On
# MaxKeepAliveRequests: O número máximo de requisições que serão permitidas
# durante uma conexão persistente. Mude para 0 para permitir uma quantidade
# ilimitada. Nós recomendamos deixar este número alto, para obter a máxima
# performance
MaxKeepAliveRequests 100
# KeepAliveTimeout: Número de segundos que aguardará a próxima requisição
KeepAliveTimeout 15
# Regulagem do tamanho de pool do servidor. Ao invés de fazer você
adivinhar
# quantos processos servidores precisará, o Apache adapta dinamicamente
# de acordo com a carga que ele vê — isto é, ele tenta manter o número de
# processos o bastante para manipular a carga atual, mas alguns poucos
# servidores esparsos para manipular requisições transientes (ex.
requisições
# simultâneas múltiplas de um navegador Netscape simples).
# Ele faz isto verificando periodicamente quantos servidores estão
# aguardando por uma requisição. Se lá existe menos que MinSpareServers,
# ele cria um novo processo. Se existe mais que MaxSpareServers, ele
# fecha alguns processos. Os valores abaixo estão adequados para muitos
# sites
MinSpareServers 5
MaxSpareServers 10
# Número de servidores que serão iniciados — deve conter um valor
razoável.
StartServers 5
# Limita o número total de servidores rodando, i.e., limita o número de
clientes
# que podem conectar simultaneamente — se este limite é sempre atingido,
# os clientes podem serão BARRADOS, assim este valor NÃO DEVE SER MUITO
PEQUENO.
# Ele tem a intenção principal de ser um freio para manter um em execução
com
# uma performance aceitável de acordo com os requerimentos de construção e
# carga calculada no servidor.
MaxClients 150
#
# MaxRequestsPerChild: O número de requisições que cada processo tem
permissão
# de processar antes do processo filho ser finalizado. O filho será
finalizado
# para evitar problemas após uso prolongado quando o Apache (e talvez as
# bibliotecas que utiliza) tomar memória e outros recursos. Na maioria dos
# sistemas, isto realmente não é necessário, exceto para alguns (como o
# Solaris) que possuem ponteiros notáveis em suas bibliotecas. Para estas
# plataformas, ajuste para algo em torno de 10000 ou algo assim; uma
# configuração de 0 significa ilimitado.
#
# NOTA: Este valor não inclui requisições keepalive após a requisição
# inicial por conexão. Por exemplo, se um processo filho manipula
# uma requisição inicial e 10 requisições “keptalive” subseqüentes,
# ele somente contará 1 requisição neste limite.
#
MaxRequestsPerChild 30
# Listen: Permite fazer o Apache escutar um IP determinado e/ou porta, em
# adição a padrão. Veja também o comando VirtualHost
#Listen 3000
#Listen 12.34.56.78:80
# VirtualHost: Permite o daemon responder a requisições para mais que um
# endereço IP do servidor, se sua máquina estiver configurada para aceitar
pacotes
# para múltiplos endereços de rede. Isto pode ser feito com a opção de
aliasing
# do ifconfig ou através de patches do kernel como o de VIF.
# Qualquer diretiva httpd.conf ou srm.conf pode ir no comando VirtualHost.
# Veja também a entrada BindAddress.
#<VirtualHost host.some_domain.com>
#ServerAdmin webmaster@host.some_domain.com
#DocumentRoot /home/viaza132/www/host.some_domain.com
#ServerName host.some_domain.com
#ErrorLog /var/log/apache/host.some_domain.com-error.log
#TransferLog /var/log/apache/host.some_domain.com-access.log
#</VirtualHost>
# VirtualHost: Se você quiser manter múltiplos domínios/nomes de máquinas
em sua
# máquina você pode ajustar o conteúdo de VirtualHost para eles.
# Por favor veja a documentação em <http://www.apache.org/docs/vhosts/>
# para mais detalhes antes de tentar configurar seus hosts virtuais.
# Você pode usar a opção de linha de comando ‘-S’ para verificar sua
configuração
# de hosts virtuais.
#
# Se desejar usar hosts virtuais baseados em nome, será necessário definir
no
# mínimo um endereço IP (e número de porta) para eles.
#
#NameVirtualHost 12.34.56.78:80
#NameVirtualHost 12.34.56.78
#
# Exemplo de um Host Virtual:
# Praticamente qualquer diretiva do Apache pode entrar na condicional
# VirtualHost.
#
#<VirtualHost ip.address.of.host.some_domain.com>
# ServerAdmin webmaster@host.some_domain.com
# DocumentRoot /www/docs/host.some_domain.com
# ServerName host.some_domain.com
# ErrorLog logs/host.some_domain.com-error.log
# CustomLog logs/host.some_domain.com-access.log common
#</VirtualHost>
#<VirtualHost _default_:*>
#</VirtualHost>
12.14.2 srm.conf
# Neste arquivo são definidos o espaço de nomes que os usuários
visualizarão no
# seu servidor http. Este arquivo também define configurações do servidor
que
# afetam como as requisições são servidas e como os resultados deverão ser
# formatados.
# Veja os tutoriais em http://www.apache.org/ para mais detalhes
# DocumentRoot: O diretório principal onde você servira seus documentos.
# Por padrão, todas as requisições são tomadas através deste diretório,
# exceto links simbólicos e aliases que podem ser usados para apontar para
# outras localizações no sistema de arquivos.
DocumentRoot /home/viaza132/www
#
# UserDir: O nome do diretório que será adicionado ao diretório home do
usuário
# caso uma requisição ~usuário for recebida.
#
<IfModule mod_userdir.c>
# Linha abaixo por recomendação de segurança do manual do Apache
UserDir disabled root
UserDir public_html
</IfModule>
#
# DirectoryIndex: Nome do arquivo ou arquivos que serão usados como índice
do
# diretório. Especifique mais de um arquivos separados por espaços ao invés
# de um só um nome (como “index”) para aumentar a performance do servidor.
#
<IfModule mod_dir.c>
DirectoryIndex index.html index.htm index.shtml index.cgi
</IfModule>
#
# Diretivas que controlam a exibição de listagem de diretórios geradas pelo
servidor.
#
<IfModule mod_autoindex.c>
#
# FancyIndexing: se você deseja o padrão fancy index ou padrão para a
indexação
# de arquivos no diretório. Usando FancyIndexing o
servidor
# apache gerará uma listagem de arquivos que poderá ser
# ordenada, usar tipos de ícones e encoding, etc. Veja
as
# próximas opções
IndexOptions FancyIndexing
#
# As diretivas AddIcon* dizem ao servidor que ícone mostrar para um
determinado
# arquivo ou extensão de arquivos. Estes somente são mostrados para os
# diretórios classificados através da opção FancyIndexing.
#
AddIconByEncoding (CMP,/icons/compressed.gif) x-compress x-gzip
AddIconByType (TXT,/icons/text.gif) text/*
AddIconByType (IMG,/icons/image2.gif) image/*
AddIconByType (SND,/icons/sound2.gif) audio/*
AddIconByType (VID,/icons/movie.gif) video/*
AddIcon /icons/binary.gif .bin .exe
AddIcon /icons/binhex.gif .hqx
AddIcon /icons/tar.gif .tar
AddIcon /icons/world2.gif .wrl .wrl.gz .vrml .vrm .iv
AddIcon /icons/compressed.gif .Z .z .tgz .gz .zip
AddIcon /icons/a.gif .ps .ai .eps
AddIcon /icons/layout.gif .html .shtml .htm .pdf
AddIcon /icons/text.gif .txt
AddIcon /icons/c.gif .c
AddIcon /icons/p.gif .pl .py
AddIcon /icons/f.gif .for
AddIcon /icons/dvi.gif .dvi
AddIcon /icons/uuencoded.gif .uu
AddIcon /icons/script.gif .conf .sh .shar .csh .ksh .tcl
AddIcon /icons/tex.gif .tex
AddIcon /icons/bomb.gif */core
AddIcon /icons/deb.gif .deb Debian
AddIcon /icons/back.gif ..
AddIcon /icons/hand.right.gif README
AddIcon /icons/folder.gif ^^DIRECTORY^^
AddIcon /icons/blank.gif ^^BLANKICON^^
# DefaultIcon é o ícone que será mostrado para aplicativos que não
tiverem um
# ícone explicitamente definido.
DefaultIcon /icons/unknown.gif
#
# AddDescription: isto lhe permite colocar uma curta descrição após um
arquivo
# nos índices gerados pelo servidor. Estes somente são mostrados para
diretórios
# com índices organizados usando a opção FancyIndexing.
# Formato: AddDescription “descrição” extensão
#
#AddDescription “GZIP compressed document” .gz
#AddDescription “tar archive” .tar
#AddDescription “GZIP compressed tar archive” .tgz
# ReadmeName é o nome do arquivo LEIAME que o servidor procurará como
# padrão. Estes serão inseridos no fim da listagem de diretórios.
Formato: ReadmeName nome
#
# O servidor procurará primeiro por nome.html, incluído se ele for
encontrado,
# e então procurará pelo nome e incluirá ele como texto plano se
encontrado..
ReadmeName README
# HeaderName é o nome do arquivo que deve ser colocado no topo do
índice
# de diretórios. As regras de procura de nome são as mesmas do arquivo
# README
HeaderName HEADER
#
# IndexIgnore: um conjunto de nomes de arquivos que a listagem de
diretórios
# deve ignorar e não incluir na listagem. É permitido o uso de coringas
# como no interpretador de comandos.
#
IndexIgnore .??* *~ *# HEADER* README* RCS CVS *,v *,t
</IfModule>
# AccessFileName: O nome do arquivo que será procurado em cada diretório
# que contém detalhes sobre as permissões de acesso a um determinado
# diretório e opções de listagem. Tenha cuidado ao modificar o nome
# deste arquivo, muitas definições que trabalham em cima do nome
# .htaccess nos arquivos de configuração deverão ser modificados para
# não comprometer a segurança de seu servidor.
# Uma falta de atenção neste ponto poderá deixar este arquivo visível
# em qualquer listagem de diretórios facilmente…
AccessFileName .htaccess
# TypesConfig especifica o arquivo de configuração que contém os tipos
# usados pelo servidor
TypesConfig /etc/mime.types
#
# DefaultType é o tipo MIME padrão que o servidor utilizará para um
documento
# caso ele não possa determinar seu conteúdo, como através de extensões
# de arquivos. Se o servidor contém em sua maioria texto ou documentos em
HTML,
# “text/plain” é um bom valor. Caso a maioria do conteúdo seja binários,
tal
# como aplicativos ou fotos, o tipo mais adequado ao seu caso poderá ser
# “application/octet-stream” para evitar que navegadores tentem exibir
# aplicativos binários como se fossem texto.
# Se desejar uma referência rápida sobre tipos mime, consulte o arquivo
# /etc/mime.types
#
DefaultType text/plain
#
# Document types.
#
<IfModule mod_mime.c>
# AddEncoding permite que alguns navegadores (Mosaic/X 2.1+, Netscape,
etc)
# descompactem dados durante sua abertura. N
# Nota: Nem todos os navegadores suportam isto. Esqueça os nomes
parecidos,
# as seguintes diretivas Add* não tem nada a ver com personalizações
# da opção FancyIndexing usada nas diretivas acima.
AddEncoding x-compress Z
AddEncoding x-gzip gz tgz
#
# AddLanguage: permite especificar o idioma do documento. Você pode
# então usar a negociação de conteúdo para dar ao navegador um
# arquivo no idioma solicitado.
#
# Nota 1: O sufixo não precisa ser o mesmo da palavra chave do
# idioma — estes com o documento em Polonês (no qual o
# código padrão da rede é pl) pode desejar usar “AddLanguage pl .po”
# para evitar confusão de nomes com a extensão comum de scripts
# scripts em linguagem Perl.
#
# Nota 2: As entradas de exemplos abaixo mostram que em alguns casos
# as duas letras de abreviação do ‘Idioma’ não é idêntico as duas
letras
# do ‘País’ para seu país, como ‘Danmark/dk’ versus ‘Danish/da’.
#
# Nota 3: No caso de ‘ltz’ nós violamos a RFC usando uma especificação
de
# três caracteres. Mas existe um ‘trabalho em progresso’ para corrigir
isto
# e obter os dados de referência para limpar a RFC1766.
#
# Danish (da) – Dutch (nl) – English (en) – Estonian (ee)
# French (fr) – German (de) – Greek-Modern (el)
# Italian (it) – Portugese (pt) – Luxembourgeois* (ltz)
# Spanish (es) – Swedish (sv) – Catalan (ca) – Czech(cz)
# Polish (pl) – Brazilian Portuguese (pt-br) – Japanese (ja)
#
AddLanguage da .dk
AddLanguage nl .nl
AddLanguage en .en
AddLanguage et .ee
AddLanguage fr .fr
AddLanguage de .de
AddLanguage el .el
AddLanguage it .it
AddLanguage ja .ja
# AddCharset ISO-2022-JP .jis
AddLanguage pl .po
# AddCharset ISO-8859-2 .iso-pl
AddLanguage pt .pt
AddLanguage pt-br .pt-br
AddLanguage ltz .lu
AddLanguage ca .ca
AddLanguage es .es
AddLanguage sv .se
AddLanguage cz .cz
# LanguagePriority: permite definir a prioridade para a exibição de
# documentos caso nenhum documento confira durante a negociação de
# conteúdo.
#
# Para fazer isto, especifique os idiomas em ordem de preferência de
exibição
# de idiomas.
#
<IfModule mod_negotiation.c>
LanguagePriority pt-br pt es en da nl et fr de el it ja pl ltz ca
sv
</IfModule>
#
# AddType permite modificar o mime.types sem editar o arquivo, ou fazer
# a associação de arquivos a certos tipos de conteúdo.
#
# Por exemplo, o módulo PHP 3.x (que não faz parte da distribuição do
# Apache – veja http://www.php.net) tipicamente utiliza isto:
#
#AddType application/x-httpd-php3 .php3
#AddType application/x-httpd-php3-source .phps
#
# E para arquivos PHP 4.x use:
#
#AddType application/x-httpd-php .php
#AddType application/x-httpd-php-source .phps
AddType application/x-tar .tgz
AddType image/bmp .bmp
# hdml
AddType text/x-hdml .hdml
#
# AddHandler permite mapear certas extensões de arquivos a programas
# “manipuladores” adequados a seu conteúdo. Estes podem ser construídos
# no servidor ou adicionados com o comando Action (veja abaixo).
#
# Se desejar usar includes no lado do servidor, ou servir diretórios
# com scripts CGI para fora, descomente as seguintes linhas.
#
# Para usar scripts CGI:
#
#AddHandler cgi-script .cgi .sh .pl
#
# Para usar arquivos html gerados através do servidor
#
#AddType text/html .shtml
#AddHandler server-parsed .shtml
#
# Descomente as seguintes linhas para ativar a características de
arquivos
# send-asis HTTP do servidor Apache
#
#AddHandler send-as-is asis
#
# Se desejar usar arquivos de mapas de imagens processadas no servidor,
use
#
#AddHandler imap-file map
#
# Para ativar tipo de mapas, você poderá usar
#
#AddHandler type-map var
</IfModule>
# Fim dos tipos de documentos
# Preferências padrões de exibição de caracteres (veja
http://www.apache.org/info/css-security/).
AddDefaultCharset on
AddDefaultCharsetName iso-8859-1
# Redirect permite dizer aos clientes que documentos não existem mais no
seu servidor
# e a nova localização do documento.
# Format: Redirect nomeurl url
# “nomeurl” é o caminho especificado na url e “url” é a nova localização do
# documento
# Aliases: Inclua aqui quantos apelidos você desejar (sem limite) o formato
é:
# Alias nomeurl nomereal
# “nomeurl” é o caminho especificado na url e “nomereal” é a localização
# do documento no sistema de arquivos local
# Note que se você incluir uma / no fim de “nomeurl”, então o servidor
# requisitará que também esteja presente na URL.
Alias /icons/ /usr/share/apache/icons/
Alias /doc/ /usr/doc/
Alias /focalinux /home/viaza132/www/focalinux
Alias /debian-br /home/viaza132/www/debian-br/htdocs
Alias /debian /pub/mirror/debian
# ScriptAlias: Esta diretiva controla que diretórios contém scripts do
servidor.
# Format: ScriptAlias fakename realname
ScriptAlias /cgi-bin/ /usr/lib/cgi-bin/
#
# Action: permite definir os tipos de mídia que executarão um script quando
um
# arquivo que conferir for chamado. Isto elimina a necessidade de caminhos
de URLs
# repetidas para processadores de arquivos CGI freqüentemente usados.
# Format: Action media/type /cgi-script/location
# Format: Action handler-name /cgi-script/location
#
#
# MetaDir: especifica o nome do diretório no qual o apache procurará
arquivos de
# detalhes do módulo mod_cern_meta. Os módulos meta contém cabeçalhos HTTP
# adicionais que serão incluídos durante o envio do documento.
#
#MetaDir .web
#
# Resposta de erros personalizada (no estilo do Apache)
# estas podem ser 3 tipos:
#
# 1) texto plano
#ErrorDocument 500 “O servidor fez boo boo.
# n.b. a aspa (“) marca como texto, ela não será exibida
#
# 2) redirecionamentos locais
#ErrorDocument 404 /missing.html
# para redirecionar para a URL local /missing.html
#ErrorDocument 404 /cgi-bin/missing_handler.pl
# N.B.: É também possível redirecionar a um script o documento usando
includes
# do lado do servidor (server-side-includes).
#
# 3) redirecionamentos externos
#ErrorDocument 402 http://algum.outro_servidor.com/inscricao.html
# N.B.: Muitas das variáveis de ambientes associada com a requisição atual
*não*
# estarão disponíveis para tal script.
#
# O módulo mod_mime_magic permite o servidor usar várias dicas através do
conteúdo
# do arquivo para determinar o seu tipo. A diretiva MIMEMagicFile diz ao
módulo
# onde as definições de dicas estão localizadas. O módulo mod_mime_magic
não é
# parte do servidor padrão Apache (você precisará adiciona-lo manualmente
com
# uma linha LoadModule (veja o parágrafo DSO na seção Ambiente Global no
# arquivo httpd.conf), ou recompile o servidor e inclua mod_mime_magic como
# parte de sua configuração), por este motivo ele está entre as
condicionais
# <IfModule>. Isto significa que a diretiva MIMEMagicFile somente será
processada
# caso o módulo estiver ativo no servidor.
#
<IfModule mod_mime_magic.c>
MIMEMagicFile conf/magic
</IfModule>
<IfModule mod_setenvif.c>
#
# As seguintes diretivas modificam o funcionamento da resposta normal
do
# servidor HTTP.
# A primeira diretiva desativa o keepalive para o Netscape 2.x e
navegadores que
# as falsificam. Existem problemas conhecidos com estas implementações
de
# navegadores. A segunda diretiva é para o MS IE 4.0b2 que tem uma
implementação
# defeituosa do HTTP/1.1 e não suporta adequadamente o keepalive quando
ele
# utiliza as respostas de redirecionamento 301 e 302.
#
BrowserMatch “Mozilla/2” nokeepalive
BrowserMatch “MSIE 4\.0b2;” nokeepalive downgrade-1.0 force-response-
1.0
#
# As seguintes diretivas desativam as respostas HTTP/1.1 para
navegadores que
# violam a especificação HTTP/1.0 não sendo capaz de enviar uma
resposta
# 1.1 básica.
#
BrowserMatch “RealPlayer 4\.0” force-response-1.0
BrowserMatch “Java/1\.0” force-response-1.0
BrowserMatch “JDK/1\.0” force-response-1.0
</IfModule>
# Se o módulo Perl está instalado, isto será ativado.
<IfModule mod_perl.c>
Alias /perl/ /home/viaza132/www/perl/
<Location /perl>
Options +ExecCGI
SetHandler perl-script
PerlHandler Apache::Registry
</Location>
</IfModule>
12.14.3 access.conf
# access.conf: Configuração de acesso Global
# Documentos on-line em http://www.apache.org/
# Este arquivo define as configurações do servidor que afetam que tipos de
# serviços são permitidos e em quais circunstâncias.
# Cada diretório que o Apache possui acesso, pode ser configurado
respectivamente
# com quais serviços e características que podem ser permitidas e/ou
bloqueadas
# no diretório (e seus subdiretórios).
#
# Primeiro a configuração restringe uma série de permissões
<Directory />
Options SymLinksIfOwnerMatch
AllowOverride None
# Order deny,allow
# Deny from all
</Directory>
# Desse ponto em diante, é necessário especificar o que será permitido
# caso contrário será bloqueado pelo bloco acima
# Esta parte deve ser modificada para a localização do documento raíz do
servidor.
<Directory /home/viaza132/www>
# A opção Options pode conter os valores “None”, “All”, ou quaisquer
combinação
# de “Indexes”, “Includes”, “FollowSymLinks”, “ExecCGI”, ou “MultiViews”.
#
# Note que “MultiViews” deve ser *explicitamente* especificada — “Options
All”
# não a ativa (pelo menos não ainda).
Options Indexes FollowSymLinks Includes MultiViews
# Esta opção controla que opções os arquivos .htaccess nos diretórios podem
ser
# substituídas. Pode também conter “All”, ou qualquer combinação de
“Options”,
# “FileInfo”, “AuthConfig”, e “Limit”
AllowOverride None
# Controla quem pode obter materiais deste servidor. Leia a seção adequada
no
# guia para mais explicações sobre a ordem de acesso, padrões e valores
permitidos.
order allow,deny
allow from all
</Directory>
#
# O diretório “/usr/lib/cgi-bin” deve ser modificado para o diretório que
# possuem seus scripts CGI, caso tenha configurado o suporte a CGI’s no
# servidor.
#
<Directory /usr/lib/cgi-bin/>
AllowOverride None
Options ExecCGI
Order allow,deny
Allow from all
</Directory>
#
# Permite ver relatórios de status e funcionamento do servidor web e
# processos filhos, através da URL http://servidor/server-status
# isto requer o módulo status_module (mod_status.c) carregado no arquivo
# httpd.conf
#
#<Location /server-status>
# SetHandler server-status
# Order deny,allow
# Deny from all
# Allow from .meudominio.org
#</Location>
#
# Permite relatório de configuração remota do servidor, através da URL
# http://servername/server-info
# Isto requer o módulo info_module (mod_info.c) carregado no arquivo
# httpd.conf
#
#<Location /server-info>
# SetHandler server-info
# Order deny,allow
# Deny from all
# Allow from .meudominio.org
#</Location>
# Visualização do diretório de ícones
<Directory /usr/share/apache/icons>
Options Indexes MultiViews
AllowOverride None
Order allow,deny
Allow from all
</Directory>
# O Debian Policy assume que /usr/doc é “/doc/” e linkado com
/usr/share/doc,
# pelo menos para localhost.
<Directory /usr/doc>
Options Indexes FollowSymLinks
order deny,allow
deny from all
allow from 192.168.1.10/24
</Directory>
# Esta define a localização visualizável do monitor de status mod_throttle
#
<location /throttle-info>
SetHandler throttle-info
</location>
#
# As seguintes linhas previnem os arquivos .htaccess de serem mostrados nos
# clientes Web. Pois os arquivos .htaccess freqüentemente contém detalhes
# de autorização, o acesso é desabilitado por razões de segurança. Comente
# estas linhas se desejar que seus visitantes vejam o conteúdo dos arquivos
# .htaccess. Se modificar a diretiva AccessFileName acima, tenha certeza de
# fazer as modificações correspondentes aqui.
#
# As pessoas também tendem a usar nomes como .htpasswd nos arquivos de
senhas
# a diretiva abaixo os protegerá também.
#
<Files ~ “^\.ht”>
Order allow,deny
Deny from all
</Files>
#
# Controla o acesso a diretórios UserDir. As seguintes diretivas são um
exemplo
# para um site onde estes diretórios estão restritos a somente-leitura.
Veja
# detalhes sobre as opções de acesso, e limites na seção sobre controle
# de acesso do guia
#
<Directory /home/*/public_html>
AllowOverride FileInfo AuthConfig Limit
Options MultiViews Indexes SymLinksIfOwnerMatch IncludesNoExec
<Limit GET POST OPTIONS PROPFIND>
Order allow,deny
Allow from all
</Limit>
<Limit PUT DELETE PATCH PROPPATCH MKCOL COPY MOVE LOCK UNLOCK>
Order deny,allow
Deny from all
</Limit>
</Directory>
#
# As vezes ocorrem relatos de pessoas tentando abusar de uma falha antiga
nos
# dias do Apache 1.1 (muitas páginas na Net documentam isso). Esta falha
envolve
# um script CGI distribuído como parte do Apache. Descomentando estas
linhas você
# poderá redirecionar estes ataques a um script de registro em
phf.apache.org. Ou
# poderá gravar em sua própria máquina, usando o script
support/phf_abuse_log.cgi.
#
#<Location /cgi-bin/phf*>
# Deny from all
# ErrorDocument 403 http://phf.apache.org/phf_abuse_log.cgi
#</Location>
# Acesso aos serviços proxy do apache
#<Directory proxy:*>
# Order deny,allow
# Deny from all
# Allow from .your_domain.com
#</Directory>
# a seguinte diretiva permite o acesso a todos os usuários ao conteúdo da
página
# do guia Foca GNU/Linux exceto os que possuem navegadores MSIE 😉
# Veja a seção sobre restrições de acesso para detalhes sobre a diretiva de
# controle de acesso baseado no user-agent
SetEnvIf User-Agent MSIE EXPLODER
<Directory /home/viaza132/www/focalinux>
Options Indexes
Order allow,deny
allow from all
deny from env=EXPLODER
ErrorDocument 403 “Explorer não entra, página com o conteúdo
potencialmente perigoso ao Windows, use um navegador seguro para ter acesso a
esta página 😉
</Directory>
# A diretiva abaixo somente permite acesso a leitura do arquivo
# h-supor-fonte.txt a pessoas que fornecerem o nome/senha corretos
# que constam no arquivo passwd1
# Este bloco contém um erro que é a localização do arquivo da senha em um
# diretório público, você deverá adapta-lo se não quiser se ver em apuros.
#
# A permissão do diretório de nível superior prevalece sobre seus
# sub-diretórios no caso as permissões de /focalinux, a menos que
# sejam definidas opções de acesso específicas ao arquivo abaixo
<Location /focalinux/humor/h-supor-fonte.txt>
AuthName “Piada de fonte de alimentação”
AuthType basic
AuthUserFile /home/gleydson/public_html/passwd1
Require valid-user
# Satisfy all
</Location>
# Libera o acesso a localização /debian (acessada através de
/pub/mirror/debian,
# definida no Alias acima)
<Location /debian>
Options Indexes
Order deny,allow
allow from all
deny from all
</Location>
12.15 Códigos HTTP
Esta seção pode ser uma interessante referência para a programação e configuração da diretiva
ErrorDocument, etc.
2xx – Sucesso
• 200 OK
• 201 Criado
• 202 Aceito
• 203 Informação não-autoritativa *
• 204 Nenhum conteúdo
• 205 Conteúdo resetado *
• 206 Conteúdo parcial *
3xx – Redirecionamento
• 300 Múltiplas escolhas
• 301 Movido Permanentemente
• 302 Movido Temporariamente
• 303 Veja outra *
• 304 Não modificada
• 305 Use o Proxy (redirecionamento proxy) *
4xx – Erros no Cliente
• 400 Requisição incorreta
• 401 Não autorizado
• 402 Pagamento Requerido *
• 403 Bloqueado
• 404 Não encontrada
• 405 Método não permitido *
• 406 Não aceitável *
• 407 Autenticação via proxy requerida *
• 408 Tempo limite da requisição expirado *
• 409 Conflito *
• 410 Gone *
• 411 Tamanho requerido *
• 412 Falha na pré-condição *
• 413 A requisição parece ser grande *
• 414 A URL requisitada é muito longa *
• 415 Tipo de mídia não suportado
5xx – Erros no Servidor
• 500 Erro Interno no Servidor
• 501 Não implementado
• 502 Gateway incorreto
• 503 Serviço não disponível
• 504 Tempo limite no gateway *
• 505 Versão HTTP não suportada *
Os códigos de erros marcados com um “*” pertencem ao padrão HTTP 1.1

Solucionando problemas com o charset

 Linux  Comentários desativados em Solucionando problemas com o charset
abr 232012
 

Um problema muito comum ao utilizar o Apache 2 sobre uma distribuição Linux recente é os caracteres acentuados das páginas hospedadas aparecerem trocados por interrogações, quadrados ou vírgulas em alguns navegadores, como nesse screenshot:

Isso acontece em situações onde os arquivos das páginas hospedadas no servidor foram salvos usando o charset ISO-8859-1 (ou outro dos charsets pré-unicode) e o servidor Apache está configurado para usar UTF-8, que é o default no Ubuntu e na maioria das distribuições atuais.

Para solucionar o impasse, você tem basicamente três opções. A primeira é especificar o charset correto no header de cada página do site, o que é feito adicionando uma tag “meta” dentro da seção “head” da página, como em:

<meta http-equiv=”Content-Type” content=”text/html; charset=UTF-8″ />
ou:
<meta http-equiv=”Content-Type” content=”text/html; charset=ISO-8859-1″ />

Algumas versões antigas do Internet Explorer entendem apenas a tag “http-equiv…”. Você pode adicioná-la também, de forma a manter compatibilidade com elas, como em:

<http-equiv=”Content-Type” content=”text/html; charset=utf-8″>

Continuando, a segunda opção é mudar a configuração do Apache para que ele passe a utilizar o ISO-8859-1 como charset padrão, em vez do UTF-8. Nas distribuições derivadas do Debian, isso é definido no arquivo “/etc/apache2/conf.d/charset“. Edite o arquivo, substituindo a linha:

AddDefaultCharset UTF-8

por:

AddDefaultCharset ISO-8859-1

Se, por acaso, o arquivo “/etc/apache2/conf.d/charset” não estiver disponível (ou a configuração não surtir efeito), edite o arquivo “/etc/apache2/apache2.conf“, descomentando (ou adicionando) a mesma linha.

No Fedora/CentOS a opção é incluída diretamente no arquivo “/etc/httpd/conf/httpd.conf” (perto do final do arquivo), basta substituir a linha “AddDefaultCharset UTF-8” por “AddDefaultCharset ISO-8859-1”, assim como no Debian.

Se o servidor hospeda páginas escritas em português, é recomendável editar também a linha:

LanguagePriority en da nl et fr de el it ja ko no pl pt pt-br ltz ca es sv tw

… no “/etc/apache2/apache2.conf”, mudando a ordem das linguagens, de forma que o pt-br e o pt fiquem no início:

LanguagePriority pt-br pt en da nl et fr de el it ja ko no pl ltz ca es sv tw

Para que a configuração entre em vigor, é preciso fazer com que o Apache 2 recarregue a configuração:

# /etc/init.d/apache2 reload

ou:
# service httpd reload

O charset padrão do servidor é aplicado a todas as páginas onde o charset não é diretamente especificado na seção <head>, ajudando em casos em que você tem um grande volume de páginas antigas, onde o charset não é especificado.

Uma terceira opção, mais radical, seria mudar o charset de todas as páginas hospedadas (se você usa um gestor de conteúdo, muitas vezes esta opção estará disponível nas configurações) de “ISO-8859-1” para “UTF-8”. Diversos editores de texto, incluindo o kwrite e o gedit, permitem trocar o charset usado, basta especificar qual quer usar nas configurações.

É possível também converter os arquivos diretamente, usando o comando “recode“, que está disponível nos repositórios de praticamente todas as distribuições que adotaram o uso do UTF8. Comece instalando o pacote, como em:

# apt-get install recode

ou:
# yum install recode

Para converter um arquivo, use o comando “recode -d ISO-8859-1..UTF-8” seguido pelo arquivo a ser convertido, como em:

$ recode -d ISO-8859-1..UTF-8 arquivo.txt

Você pode também converter de uma vez diversos arquivos, como em:

$ recode -d ISO-8859-1..UTF-8 *.html

ou:
$ recode -d ISO-8859-1..UTF-8 *.php

O recode não salva cópias dos arquivos originais, por isso é importante que você sempre execute o comando sobre uma cópia dos arquivos, substituindo os arquivos originais só depois de verificar e testar. Concluindo, é possível também fazer o caminho inverso, convertendo arquivos de UTF-8 para ISO-8859-1, invertendo a sintaxe do comando, como em:

$ recode -d UTF-8..ISO-8859-1 *.html

A principal observação nesse caso é que o recode só consegue converter caracteres UTF-8 que possuem um correspondente dentro da codificação ISO-8859-1, por isso não deve ser usado em textos que incluam caracteres de línguas asiáticas, por exemplo.