Gerenciando o HD com o fdisk

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dez 222013
 
O fdisk

Com o fdisk podemos criar novas partições em um disco, até 4 partições primárias e inúmeras partições lógicas, dependendo somente do tamanho do disco (levando em conta que cada partição requer um mínimo de 40MB). Também podemos modificar ou deletar partições já existentes ou recém criadas no disco.

Neste artigo vamos ver alguns exemplos práticos de como trabalhar com o fdisk.

ATENÇÃO: Não crie, modifique ou apague partições do seu disco se você não sabe o que está fazendo, ou perderá todos os dados em disco.

Vamos lá, mãos a obra…

Clonezilla – Gerando e restaurando backups completos

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dez 222013
 
Clonezilla

Clonezilla é uma poderosa ferramenta open source que permite clonar discos e partições inteiras, assim como gerar imagens dos mesmos para posterior restauração, caso venha ocorrer algum problema com o disco ou partição clonada. O Clonezilla é um software bem flexível, apesar de alguns usuários ficarem meio assustados com a interface do mesmo.

O projeto Clonezilla tem duas soluções para geração e restauração de imagens de partições e disco inteiros, assim como clonagem:

  • Clonezilla Live → A solução Live é uma distribuição que pode ser usada em uma mídia CD/DVD ou um pendrive para inicializar e executar o Clonezilla em modo unicast. O Clonezilla Live só faz uma operação por vez, por isso ele é unicast. Mas permite clonar diretamente partições e discos sem a necessidade de salvar a imagem para poder restaurar no disco ou partição de destino.
  • Clonezilla SE → A solução Server permite gerar imagens de discos e partições inteiras em unicast, multicast e broadcast pela rede – funcionalidades poderosas, pois é possível gravar múltiplas imagens de discos e/ou partições no servidor rodando o Clonezilla Server ao mesmo tempo, assim como restaurá-las.

Nesta primeira parte do artigo, abordarei a solução Clonezilla Live, pois irei mostrar como fazer backups completos, assim como clonagens de dispositivos e como restaurá-los também pela rede local.

Principais características do Clonezilla

1. Possui licença GPL;

2. Suporta uma grande quantidade de sistemas de arquivos. Veja lista completa abaixo:

  • ext2;
  • ext3;
  • ext4;
  • ReiserFS;
  • Reiser4;
  • XFS;
  • JFS;
  • btrfs;
  • FAT2;
  • FAT16;
  • FAT32;
  • NTFS;
  • HFS;
  • UFS;
  • VMFS3 e VMFS5 do VMWare.

3. Veja que você pode clonar distribuições GNU/Linux, Windows, Mac OS X e FreeBSD, NetBSD, OpenBSD, e não importa se a arquitetura do sistema é 32-bits (x86) ou 64-bits (x86-64);

4. Apenas os blocos utilizados do dispositivo de origem são copiados e salvos, assim como restaurados;

5. Suporta LVM2 para distribuições GNU/Linux;

6. Pode restaurar uma imagem em vários dispositivos na rede local, funcionalidade suportada na versão server (Clonezilla SE);

7. Pode gerar várias imagens pela rede usando o modo multicast, para fazer clones em massa, funcionalidade suportada pela versão server (Clonezilla SE);

8. Pode restaurar múltiplas imagens usando o modo multicast pela rede, funcionalidade suportada na versão server (Clonezilla SE).

Obs.: Estas características não são uma lista completa das implementadas até o momento da construção deste artigo. Para ter uma lista completa, acesse o link:

Principais limitações do Clonezilla

1. Na operação de restauração, a partição ou disco de destino deve ter tamanho igual ou superior do que a partição ou disco de origem;

2. Backups incrementais e diferenciais ainda não são suportados;

3. A operação de clonar ou gerar a imagem dos discos/partições do dispositivo de origem só pode ser feita com o dispositivo de origem offline, ou seja, o dispositivo de origem não pode está em uso no momento da operação;

4. A operação de restauração tem que ser feita com o dispositivo de destino offline, ou seja, o dispositivo de destino não pode estar em uso;

5. O formato da imagem gerado pelo Clonezilla não permite acessar os dados contidos na imagem, ou seja, a navegação pela imagem ainda não está implementada. Isto acontece porque a imagem de backup é compactada. No entanto, o desenvolvedor do Clonezilla informa e neste link que há uma forma de fazer isso;

6. O suporte a RAID por software não está implementada até o momento;

7. O Clonezilla restaura o backup ou faz a clonagem deixando o dispositivo de destino igual ao de origem, então, em algumas situações, é necessário redimensionar o dispositivo de destino, caso o mesmo tenha uma tamanho maior que o dispositivo de origem.

Obs.: Estas limitações estão presentes até o presente momento da construção deste artigo. Para uma lista detalhada, acesse esse link:

Como o trabalho de clonagem e backup, assim como restauração, só podem ser feitos em partições e discos que não estão em uso (offline), então, no artigo farei uso de uma ferramenta muito interessante chamada deParted Magic. Trata-se de uma distribuição livre CD/Live USB usada para manutenção de sistemas que contém, entre outros softwares, o Clonezilla e GParted.

Optei pelo Parted Magic, porque, às vezes, precisamos redimensionar o espaço não alocado. Isto acontece quando vamos clonar ou restaurar uma imagem e o dispositivo de destino tem tamanho maior, seja partição ou disco e o espaço não é alocado automaticamente.

Felizmente, o Clonezilla tem a funcionalidade de redimensionar o espaço não alocado, mas em algumas situações pode ser necessário aumentar o tamanho fazendo uso do GParted.

Você pode baixar a distribuição Parted Magic neste link:

Para inicializar a distribuição pelo pendrive, use como referência o artigo do link:

Caso não queira fazer uso do Parted Magic, então baixe o Clonezilla Live do link:

E queime a imagem em uma mídia, ou use em um pendrive.

Clonagem de dispositivos  Continue reading »

Convertendo vídeos (VLC) e editando (Audacity) músicas

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dez 222013
 
Introdução

No tempo que tudo é digital hoje em nosso dia a dia, temos muitas coisas armazenadas em nossos Pendrives, em partição de Backup, no Smartphone, em servidores na nuvem, etc.E no momento, estou com um único arquivo em vídeo que quero que se torne em mais. Vou, por esse motivo, usar os softwares livres VLC (reprodutor de mídias) e o Audacity (grava e edita arquivos de áudio). Eles são multiplataformas, executados em sistemas operacionais Windows, Mac e GNU/Linux.

VLC

“O VLC é um reprodutor multimídia livre para múltiplas plataformas e um arcabouço que reproduz a maioria dos arquivos multimídia, como DVD, CD de áudio e vários protocolos de fluxo.”

VLC :: VideoLAN – VLC: Official site – Free multimedia solutions for all OS!

Audacity

“Audacity é um Software Livre de edição digital de áudio disponível principalmente nas plataformas: Windows, GNU/Linux e Mac e ainda em outros sistemas operacionais. O código fonte do Audacity está sob a licença GNU General Public License. A sua interface gráfica foi produzida utilizando-se de bibliotecas do wxWidgets.”

Audacity :: Audacity: Free Audio Editor and Recorder Continue reading »

Introdução ao Shell Script – Baseado no livro de Ken O. Burtch

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dez 222013
 
Introdução

Este artigo foi elaborado tendo como base, o livro Scripts de Shell Linux com Bash, do autor Ken O. Burtch, livro no qual eu estudei Shell Script e fiz um resumo pessoal. Deste resumo, resolvi redigir um texto ensinando como trabalhar com essa linguagem.

Esse artigo contém os seguintes tópicos:

  • Conceitos Iniciais,
  • Comando printf,
  • Códigos de Formatação,
  • Declaração de Variáveis,
  • Atributos de Variáveis,
  • Como Ler do Teclado,
  • Expressões aritméticas,
  • Comando if, Comando test,
  • Comparar Inteiro,
  • Laço for,
  • Funções de Shell,
  • Script Bem Comportado,
  • Declarações Globais,
  • Verificação de Sanidade,
  • Limpeza.

E, também, contém exercícios com respostas que eu elaborei para fixar melhor o conteúdo, já que o livro não traz exercícios. Com esse artigo, pretendo ajudar aqueles que desejam começar os estudos dessa linguagem e também, iniciando minhas contribuições com a comunidade.

Quando iniciei os estudos, percebi que havia muitas dúvidas referentes ao fato da linguagem Shell Script ser uma linguagem de programação ou, simplesmente, ser uma linguagem de comando.

Então, a primeira questão a ser pensada, é: o que caracteriza uma linguagem de programação?

Ela é caracterizada por ter estruturas condicionais, laços de repetição, a possibilidade de modularização, entre outras. Como a linguagem Shell Script tem essas características, ela pode ser considerada uma linguagem de programação.

Essa linguagem é utilizada para a construção de pequenas rotinas, como o seu próprio nome já diz, pois, apesar de não ter uma definição precisa do que seja Script, pode-se dizer que é um pequeno programa. É uma linguagem interpretada.

Para fins didáticos, é interessante o leitor ir testando os comandos à medida em que lê o texto, e os exercícios auxiliarão na fixação do conteúdo. Você pode testar os códigos direto do terminal, ou pode utilizar sites que tem o interpretador de shell.

Eu testei dois, que foram:

Os dois são muito bons.  Continue reading »

A gerência da miséria

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dez 222013
 
Introdução

Para um administrador de redes que está fazendo (ou está pensando em fazer) um planejamento, ou ampliação, de uma rede de computadores, com certeza, está tendo dores de cabeça na hora de distribuir os endereços de IP entre os Hosts.

É cálculo daqui, quebra de rede ali, que no fim das contas, pode não dar um resultado à altura do trabalho executado. Em redes IPv4 isto é muito comum, devido à falta de endereços disponíveis que estamos enfrentando em todo o mundo.

Como sabemos, o protocolo IPv4 é composto de 2^32 endereços. Isso totaliza 4.294.967.296 números de endereços IP. Parece bastante, mas levando em consideração a ascensão explosiva de usuários da Internet, não temos um endereço para cada habitante da população mundial.

Abaixo, temos uma figura que demonstra como estes endereços foram distribuídos pelo mundo ao longo dos anos:

Servidor Openfire integrado ao Active Directory (Nível de Floresta 2008 R2)

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dez 222013
 
Hardware / Softwares / Instalação

Hardware

Como Hardware, usei os seguintes componentes:

  • Um microcomputador Dell OptiPlex L170;
  • Um processador Pentium 4;
  • Um pente de memória de 1 GB;
  • Um HD de 80 GB.

Softwares

Como Softwares, foi usado os seguintes programas:

  • Sistema operacional Debian GNU/Linux 6.0;
  • Software Openfire v.3.8.2;
  • Java v.1.0.6_26;
  • Spark como clientes do comunicador;
  • Serviço do Apache;
  • PyMSNt;
  • Jabber 14. Continue reading »

JMeter – Saiba como testar o desempenho dos principais serviços de rede

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dez 222013
 

Introdução

JMeter, é uma ferramenta utilizada para testes de carga (Load Test) nos principais serviços de rede, como: HTTP, FTP, LDAP, SMTP e outros.

Esta ferramenta é parte do projeto Jakarta da Apache Software Foundation. Sendo assim, é importante mensurar quanto um serviço de rede pode suportar; obtendo valores como quantidade de conexões simultâneas suportadas, tempo de reposta e disponibilidade, por exemplo.

JMeter é flexível, simples de usar (não precisa de conhecimentos de programação para realizar os testes básicos), funciona através de uma interface gráfica ou linha de comando.

De acordo com a Wikipédia, para a realização de testes, o JMeter disponibiliza diversos tipos de requisições e assertions (validam o resultado dessas requisições), além de controladores lógicos, como loops (ciclos) e controles condicionais para serem utilizados na construção de planos de teste.

Além disso, ele disponibiliza um controle de threads (usuários virtuais), chamado Thread Group, no qual é possível configurar o número de threads, a quantidade de vezes que cada thread será executada e o intervalo entre cada execução, que ajuda a realizar os testes de stress.

E, por fim, existem diversos listeners que, se baseando nos resultados das requisições ou dos assertions, podem ser usados para gerar gráficos e tabelas.

1. Thread Group – este é ponto de começo, todos os outros elementos do Test Plan devem estar sob este. Continue reading »