jun 292019
 

Se você usa Linux, alguma vez já notou uma lentidão extrema – a ponto de algumas vezes deixar o sistema irresponsivo – ao copiar arquivos grandes, de alguns gigabytes, para mídias lentas, como pendrives USB (especialmente aqueles “genéricos”, que oferecem baixa performance)? Se o seu computador é 64 bits e tem bastante memória RAM (8 GB ou mais), muito provavelmente já notou isso. Tanto é que até o Linus Torvalds já abordou esse problema [1], há alguns anos atrás; mesmo assim, ainda não há uma solução definitiva, mas existem tunings do subsistema de Virtual Memory do kernel do Linux que minimizam esse problema.

Antes de continuar, é preciso entender um pouco sobre alguns conceitos do gerenciamento de memória do Linux. Não vou entrar em muitos detalhes, pois este não é um artigo acadêmico, mas no final colocarei algumas referências para quem quiser se aprofundar mais. Um primeiro conceito que deve ficar claro é: o Linux trabalha por padrão com buffered I/O. De forma simplificada, isso significa que as operações de escrita simplesmente copiam os dados para a memória RAM [2], e depois, em background, o kernel vai fazendo a escrita em si (flush) no dispositivo destino. Dado isto, entra o segundo conceito: dirty memory, que é justamente essa informação que está temporariamente na memória RAM, esperando ser escrita em um dispositivo de armazenamento.

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Introdução ao LVM – Gerenciamento de Volumes Lógicos

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set 062014
 

Mudar de sistema operacional é algo que pode intimidar bastante aqueles que estão conhecendo o Linux agora. Embora ele seja bem parecido com outros sistemas operacionais baseados no UNIX, como o BSD, o Solaris e o OS X, ele é muito diferente do Windows. Hoje em dia a maioria das distribuições é muito fácil de usar e (seja isso bom ou ruim) abstrai o sistema complexo e poderoso que há por baixo do capô. Com isso as distribuições se tornam fáceis de usar, e os usuários muitas vezes sabem pouco sobre o sistema em si. Hoje vamos dar uma olhada no LVM – Gerenciamento de Unidades Lógicas, que oferece aos usuários a capacidade de redimensionar partições enquanto elas estão em uso.

Primeiro, algumas informações sobre HDs e partições. O HD é onde todos os seus dados são armazenados permanentemente. Não confunda com a memória do sistema, usada para armazenar informações temporariamente como ocorre quando você executa aplicativos ou cria arquivos. Quem vem do Windows deve conhecer as letras de unidades usadas pelo sistema, como C: e D: (unidades C e D). A maioria dos usuários sabe que seus arquivos estão ali, mas nem todos sabem o que é o C:. Para armazenar informações no disco rígido, o computador precisa saber como ler e escrever dados nele. É preciso dizer ao computador em quais áreas do HD ele pode escrever. Essas áreas são as partições. O disco pode ser todo ocupado por uma única partição ou ser dividido em várias partições menores. O computador também precisa saber como armazenar os dados em cada partição, e isso é feito com a criação de um sistema de arquivos nela. O Linux tem vários sistemas de arquivos excelentes para você escolher, incluindo (dentre outros) ReiserFS, XFS, JFS, Btrfs, ext2, ext3 e agora o ext4. O Windows geralmente usa os sistemas de arquivo NTFS e FAT32, enquanto o OS X usa o HFS+. A maioria dos dispositivos para o consumidor, como cartões de memória, vem formatada em FAT32.
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Introdução ao gerenciador de janelas i3

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ago 232014
 
Introdução

O artigo leva em consideração a distribuição Slackware e Ubuntu, mas as informações servem para qualquer distribuição que tenha o gerenciador de janelas i3 instalado.

Comecei a usar o i3 recentemente, por isso, não tenho muito conhecimento sobre ele, somente o básico. Mesmo assim, creio que posso ajudar usuários que estão querendo começar a usar o i3 e gostariam de orientações iniciais.

Sobre o i3

i3 é um gerenciador de janelas muito leve, que suporta vários monitores (cada área de trabalho fica em um monitor automaticamente), acessível tanto através de teclas de atalho, como por mouse. Também é muito simples de configurar, pois suas configurações são definidas em texto simples.

Página oficial:

Guia do usuário:

Screenshots:

Veja o vídeo de apresentação, sobre o uso básico do i3:

E veja este vídeo mostrando o i3 em ação:

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Como selecionar que processos serão iniciados ao boot – sysv-rc-conf

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out 102013
 
Do que se trata?

sysv-rc-conf é uma interface de fácil e de uso intuitivo para o gerenciamento de processos para /etc/rc(run_level).d.Poderemos, com esta ferramenta, dizer ao sistema que processos deverão ser iniciados ao carregá-lo, dependente do runlevel que você entrou.

Instalando o sysv-rc-conf

Para ficar mais fácil ainda, ele encontra-se na árvore stable do Debian. Outras distribuições deverão ter a mesma facilidade em instalar o pacote:

# apt-get install sysv-rc-conf

Para rodá-lo basta chamá-lo, como root, em um terminal:

# sysv-rc-conf
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